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O Objeto de Estudo da Fonética e da Fonologia

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

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A Fonologia como é conhecida atualmente teve início em meados do século XIX
A Fonologia como é conhecida atualmente teve início em meados do século XIX
Os fenômenos relacionados à linguagem, suas variações, seus princípios e as características que regulam as estruturas das línguas é estudada pela Linguística. O linguista procura explicar os mecanismos adjacentes aos sistemas linguísticos, à compreensão dos sistemas sonoros das línguas, a relação existente entre os componentes da gramática - morfologia, sintaxe, semântica (Silva, 1999). A Fonética e a Fonologia são ramos da Linguística que estudam os sons da fala humana e como eles são produzidos, ou seja, “tanto a fonética quanto a fonologia investigam como os seres humanos produzem e ouvem os sons da fala” (Seara, 2008:11). Enquanto a Fonética está voltada para o estudo propriamente de como são produzidos os sons, a Fonologia estuda a função desses sons dentro de uma determinada língua.

Os primeiros fonólogos foram os criadores da escrita silábica, como o sânscrito e os hiragana e katakana do japonês, e também dos criadores da escrita alfabética, o alfabeto latino e do cirílico (língua eslava), porém, como muitos desses sistemas de escrita se perderam na história, os estudos maiores foram a partir do trabalho dos hindus, cerca de 400 anos antes de Cristo. Os sábios deixaram verdadeiros tratados de fonética e fonologia. O primeiro foneticista e fonólogo que se tem conhecimento é Pãnini (séc.XIX). Seus estudos e conceitos são retomados até os dias de hoje (Couto, 1997).

Até 1846, não se fazia distinção entre Fonética e Fonologia quando se designava o conjunto dos sons de uma língua, portanto, para nomear a ciência dos sons da linguagem era utilizado o termo Fonética. Em 1871, começou-se a estabelecer esta distinção, como se conhece atualmente. Nesta época definiu-se Fonologia como a ciência da Fonética. Trubetzkoy ampliou os conceitos, “destinando à Fonologia o estudo dos sinais fônicos aplicados com objetivos de intercompreensão no seio de uma comunidade linguística. Assim, enquanto a Fonética estudaria o aspecto material dos sons da linguagem, a Fonologia estudaria os fatos fônicos em relação ao seu significado linguístico.” (Souza e Cagliari).

A Fonologia como é conhecida atualmente teve início em meados do século XIX, com o conceito de fonema. Este conceito, o significado {fonema} existe desde que o homem começou a tentar representar a fala, porém o significante [fonema] tem uma história mais recente. Veio com o “filólogo francês Dufriche-Desguenettes em 1873 a fim de traduzir a expressão alemã ‘Sprachlaut’ que, à época, era traduzida em francês por ‘son du langage’. ...criou o neologismo ‘phonème’, com base no grego ‘phoné”.

Em 1895, Baudouin de Courtenay, fez a associação da palavra “fonema” com o conceito {fonema}, sendo que o definiu como “o equivalente psíquico do som”, ou seja, tinha uma concepção mentalista, psicológica de fonema, isto foi muito criticado posteriormente, tanto na Europa como nos Estados Unidos (Couto, 1997).

Os estudos de natureza histórico-comparativa com o fim de classificar as línguas indo-europeias foi o foco de muitos estudos no século XIX, sendo que a Inglaterra foi o berço da Fonética moderno. Em 1889 foi criado o Alfabeto Fonético Internacional, simbolizando claramente o esforço de se distinguir letra de som e de representar por símbolos distintos sons diferentes. A Fonética articulatória progrediu muito no último século, devido aos estudos experimentais na área da fisiologia e da acústica do som. Tornando-se visível à observação os mecanismos de produção dos sons, seus estudos foram facilitados. Os sintetizados de fala, o palato artificial, o quimógrafo e atualmente os computadores, auxiliaram aos estudiosos reproduzir os sons da fala e com isso
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