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Assistência do enfermeiro ao paciente oncológico: o cuidar holístico

Artigo por Helena Figueiredo Santos - sexta-feira, 8 de junho de 2012

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Assistência ao paciente oncológico
Assistência ao paciente oncológico

 ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO AO PACIENTE ONCOLÓGICO: O CUIDAR HOLÍSTICO

RESUMO:
Este artigo trata se de um estudo revisional bibliográfico sobre o câncer que é um conjunto de mais de 100 tipos de doenças, possui uma evolução silenciosa, traz angustia, depressão e medo do incerto. O maior desafio do profissional é conhecer os mecanismos internos desta doença. A atribuição do enfermeiro é prestar assistência especifica a cada diagnostico, possibilitando tratamento, reabilitação (quando possível) e atendimento aos familiares.


O objetivo deste trabalho é compreender o papel do profissional de enfermagem ao paciente oncológico visando à intervenção da assistência na evolução da doença. Para atingir este objetivo realizou uma busca de descritores oficiais sendo estes: Enfermagem oncológica, diagnostico oncológico e tratamento oncológico, ocorreu uma busca na biblioteca virtual de saúde sendo usados para este estudo 28 artigos.



Através deste foi observado o câncer, seu tratamento, o impacto sobre o paciente, seus familiares e profissionais de enfermagem; a desumanização e humanização da assistência ao paciente oncológico e a formação do enfermeiro nesta área. Deste modo concluímos então que para a enfermagem oncológica os cuidados devem ultrapassar as técnicas, a humanização deve estar acima de seus conhecimentos científicos e além de tudo, observamos que o paciente oncológico necessita de além de seu tratamento apoio emocional e psicológico.





1. INTRODUÇÃO
A palavra câncer (karkinos) tem origem no grego, cujo significado é caranguejo. Possui este nome, pois as células afetadas atacam e se infiltram nas células normais como se fossem as garras de um caranguejo. Esta doença tem um período de evolução silenciosa e pode levar anos para ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos, sendo que a maioria possui cura, desde que esta seja descoberta num estagio inicial e tratada de uma forma correta. ( INCA, 2012; ACS, 2011 ).




O câncer é uma alteração em que as células começam a se proliferar descontroladamente formando os tumores que invadem áreas adjacentes, corrente sanguíneas e órgãos. Estímulos como cigarro, infecções virais, radiação excessiva, produtos químicos e drogas podem levar ao acúmulo de alterações genéticas causando a doença. A predisposição genética familiar pode causar mudanças nos genes que têm a função de corrigir as alterações do material genético. Sendo assim o sistema de correção falhando gera um acúmulo de alterações que faz surgir o câncer. ( INCA, 2012 ).


O câncer geralmente tem classificação de acordo com o tecido de quais as células cancerígenas tiveram origem, sendo assim, com o tipo normal de célula com que mais se parecem. Para ter um diagnóstico de que um tumor é maligno ou benigno é necessário examinar o tecido canceroso através de uma biopsia, apesar de os próprios sintomas apresentados pelos pacientes muitas vezes serem indicações iniciais de um tumor.A maioria dos canceres podem ser tratados e alguns curados, dependendo do tipo específico, localização e estágio. Geralmente pode ser tratado com uma cirurgia, quimioterapia e radioterapia, as vezes com a combinação destes. ( BRASIL, 2007; INCA, 2007 ).



De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, as estimativas para o ano de 2012 que serão válidas também para o ano de 2013, apontam a ocorrência de aproximadamente 385 mil casos novos, sem contar com os canceres de pele não melanoma, incluindo os casos deste tipo, estima-se um total de 518.510 casos novos, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Os tipos mais incidentes para o sexo masculino serão; os de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago, e para o sexo feminino serão; os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide.( INCA, 2012 ).


Apesar do progresso da ciência relacionados aos procedimentos realizados para o tratamento das doenças terminais, o câncer ainda é uma patologia que se reveste de estigmas, estando associada a uma sentença de morte, podendo ocorrer, de forma inesperada, em algum momento da vida de uma pessoa que dificilmente encontra-se preparada para receber um diagnóstico que venha a interferir em seus hábitos, costumes, integridade física e ciclo biológico (SOUSA et al., 2009).

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colunista

Helena Figueiredo Santos

Estudante de Enfermagem pela PUC-MINAS coração eucarístico