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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 - 10:19

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Extinção de espécies

por: Colunista Portal - Educação

Extinção em biologia e ecologia é o total desaparecimento de espécies, subespécies ou grupos de espécies. O momento da extinção é geralmente considerado sendo a morte do último indivíduo da espécie. Em espécies com reprodução sexuada, extinção de uma espécie é geralmente inevitável quando há apenas um indivíduo da espécie restando, ou apenas indivíduos de um mesmo sexo. A extinção não é um evento incomum no tempo geológico - espécies são criadas pela especiação e desaparecem pela extinção.

A extinção também é uma questão de escala geográfica. A extinção local é a extinção de uma população em uma determinada região e não necessariamente de toda a espécie. Isso, em biogeografia, é um fator importante no delineamento da distribuição geográfica das espécies. Eventos de vicariância e de mudanças climáticas, por exemplo, podem levar a extinção local de populações e, assim, configurar os padrões de distribuição das espécies.

Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com a extinção de espécies devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem poluição, destruição do habitat, e introdução de novos predadores. Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinção. Extintas na natureza é uma expressão usada para espécies que só existem em cativeiro.

Uma implicação natural do processo de evolução biológica é a extinção de espécies, uma vez que a seleção natural significa a sobrevivência do mais apto, do mais adaptado a cada ambiente. Assim, à medida que ocorrem mudanças ambientais, muitas espécies e até grupos inteiros (famílias) podem ser extintos.

Ainda não conhecemos as verdadeiras causas das extinções em massa, mas alguns fatos apontam no sentido de que elas podem ter sido conseqüência de grandes e bruscas mudanças da temperatura da Terra e da queda de grandes meteoritos que provocam catástrofes em alguns continentes.

O recente surgimento da espécie humana não alterou os mecanismos evolutivos naturais, a não ser nos últimos séculos, quando passamos a ser o fator fundamental da extinção de milhares de espécies em todo o mundo. Este é sem dúvida um dos problemas ecológicos mais preocupantes e que têm mobilizado pesquisadores e entidades da maioria das nações, pois aumentam constantemente o número de espécies vegetais e animais já extintas e as ameaçadas de extinção. Isso é grave, pois estão desaparecendo espécies que ainda não conhecemos. É um fato lamentável, um verdadeiro crime para as futuras gerações, que percamos a riqueza da biodiversidade ainda hoje existente no planeta e que é portadora de um "banco de genes" de valor inestimável. Precisamos entender que toda espécie é importante, hoje ou no futuro, não só para poder servir diretamente ao ser humano, mas também para garantir o equilíbrio dos ambientes naturais, dos quais dependemos.

Um exemplo clássico da extinção de uma espécie é o da grande ave, o dodô, que vivia nas Ilhas Maurícias (costa oriental da África). Ela pesava em média 25 quilos, era lenta e, com asas reduzidas, não voava, sendo presa fácil de predadores. Nos séculos XVI e XVII os navios que aportavam nessas ilhas levavam um grande número dessas aves para se abastecerem de carne fresca durante as viagens. Além disso foram deixando aí alguns animais domésticos que atacavam as aves, comiam seus ovos e ainda competiam com elas no ambiente. Os últimos dodôs desapareceram em 1680, portanto muito antes do advento da Genética, que apenas nestas últimas décadas desenvolveu tecnologias para o estudo dos genomas e a preservação de genes (banco de genes) das espécies atuais, certamente um tesouro que não podemos perder.

No passado, as colonizações dos novos continentes causaram verdadeiras devastações ambientais, com o extermínio de milhares de espécies e, embora pareça absurdo, o problema, ainda hoje, é grave. Intermináveis listas de animais e plantas em extinção são divulgadas anualmente e, apesar disso, motosseras, redes, armadilhas, diferentes armas e até venenos continuam impunemente sendo usados a serviço dos mais variados interesses, quase sempre injustificáveis.

A União Internacional para a Conservação da Natureza forneceu em 1995 uma lista indicando o número de espécies ameaçadas de extinção, em cada um dos grandes grupos de vertebrados:

Invertebrados 2.250
Aves 1.047
Peixes 762
Mamíferos 698
Répteis 191
Anfíbios 63

No Brasil conhecemos bem alguns exemplos, como micos-leões, tatus, veados, tamanduás, peixes-boi, preguiças, lobos-guará, onças, jaguatiricas, baleias, antas, papagaios, araras, gaviões, macucos, tartarugas, jacarés. Em outros continentes as listas também são extensas, incluindo por exemplo: ursos-polar, leopardos, orangotangos, gorilas, tigres, pandas, rinocerontes, elefantes indianos, coalas, golfinhos, baleias, ursos, grous, águias, condores, pingüins, gaivotas, tubarões, tartarugas etc.

Todos esses exemplos são apenas de vertebrados, animais maiores e por várias razões mais ligados ao nosso interesse direto, por isso mesmo mais conhecidos. O que dizer então das espécies de invertebrados, de vegetais, de microrganismos? Não podemos esquecer que eles são a maioria das espécies do planeta, tendo os vertebrados apenas cerca de 50 mil espécies atuais.

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