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Classificação das glândulas

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

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Seu aspecto morfológico
Seu aspecto morfológico

Para fins didáticos, as glândulas são classificadas de acordo com várias características que facilitam a discussão e refletem suas características morfofuncionais. Seguindo este raciocínio, as glândulas são classificadas, de forma geral, de acordo com os seguintes critérios: quanto ao número de células e quanto à presença ou não de ducto. Para as glândulas endócrinas, será considerado o arranjo celular; já para as glândulas exócrinas, será levado em conta o modo de eliminação da secreção, tipo de secreção e, por último, seu aspecto morfológico.


Quanto ao número de células

Este critério define duas diferentes modalidades de glândulas, as unicelulares e as pluricelulares. As unicelulares consistem de uma única célula secretora, em um epitélio não secretor. O exemplo típico é a célula caliciforme, que produz mucinogênio a ser liberado sobre a superfície epitelial, encontrada no intestino e na árvore respiratória. Já as glândulas pluricelulares são compostas por mais de uma célula secretora.


Quanto à presença ou não de ducto

Uma glândula pode apresentar ou não ducto ou ductos, portanto considerando este critério podemos encontrar dois diferentes tipos de glândulas, as endócrinas e as exócrinas. As glândulas endócrinas são desprovidas de ducto ou sistema de ductos, de modo que a secreção (geralmente um hormônio) é lançada diretamente no interior dos vasos sanguíneos.

Estas glândulas, de acordo com o arranjo de suas células, podem ser classificadas em:

a) cordonais, cujas células se dispõem em cordões maciços que se anastomosam entre si, entremeados por capilares sanguíneos, como a hipófise, paratireoide e adrenal;

b) Vesiculares ou foliculares, cujas células (cúbicas) se agrupam formando vesículas, constituídas por uma só camada de células, limitando um espaço no qual é armazenado o produto de secreção, como a tireoide.

As glândulas exócrinas apresentam uma porção secretora, responsável pela síntese e liberação de substâncias, e ductos que levam o produto de secreção para o exterior do corpo ou lúmen de um órgão cavitário. Exemplos de glândulas exócrinas são as glândulas salivares, sudoríparas, tubulares intestinais. As glândulas exócrinas são classificadas quanto ao modo de liberação de sua secreção em merócrinas, apócrinas e holócrinas. As merócrinas são aquelas cuja secreção é liberada para a superfície livre através de vesículas, recobertas por membrana, pelo processo de exocitose, não resultando em perda de citoplasma.

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