Trabalho de parto prematuro

Outro fator de risco seria o tabagismo
Outro fator de risco seria o tabagismo

Enfermagem

05/12/2012

Uma gravidez considerada normal é aquela que dura de 37 semanas completas há 42 semanas incompletas, dando à luz um recém-nascido chamado "a termo". Quando a gestação dura mais de 20 semanas e menos de 37 semanas, o parto é denominado prematuro (ou pré-termo).
Acredita-se que mais ou menos 12% dos partos são prematuros, sendo que na grande maioria dos casos o trabalho de parto é espontâneo ou devido à ruptura prematura das membranas amnióticas.

Caso o parto prematuro não seja interrompido, o recém-nascido apresenta um aumento do risco de várias complicações, devidas principalmente ao fato de que nem todos os órgãos estão completamente formados. Assim, o nascimento prematuro é uma grande causa de complicações e morte nessas crianças.

Em grande parte dos casos, é bastante difícil a determinação da causa do parto prematuro, sendo que as causas possíveis podem encaixar-se nas seguintes situações:
O Sangramento uterino: ocorre devido a alterações da placenta, podendo fazer com que as membranas amnióticas se rompam precocemente.

A Distensão uterina em excesso: em gestações múltiplas (gêmeos) ou que apresentam grande produção de líquido amniótico (chamado de "polihidrâmnio"), o útero aumenta muito de volume, o que pode levar à produção de substâncias que induzem as contrações.

O Estresse psicológico ou físico: podem levar à liberação de hormônios que estimulam as contrações.

O Infecções ou inflamação: o mecanismo é semelhante aos acima, com produção de substâncias que induzem as contrações.

Dessa forma, podemos perceber a importância do acompanhamento pré-natal, pois permite a identificação da grande maioria das causas de parto prematuro. Isso torna possível a implantação de medidas preventivas e, além disso, o médico pode orientar a gestante em como ela deve proceder na presença de alguma complicação.

Sabe-se que alguns fatores e condições patológicas podem aumentar o risco de uma gestante apresentar parto prematuro, porém muitos partos prematuros ocorrem em mulheres sem nenhum desses fatores de risco. Assim, geralmente é difícil prever quem apresentará parto prematuro. No entanto, nas pacientes com tais fatores de risco, o médico realizará um acompanhamento mais cuidadoso durante o pré-natal.

O fator que mais aumenta o risco de parto prematuro é quando a mulher já teve um parto pré-termo em gestação anterior. Outros fatores de risco seriam:
-Tabagismo
-Mulheres com peso mais baixo antes da gestação e aquelas que ganham pouco peso durante a gravidez
-Passado de cirurgia do colo uterino
-Anormalidades anatômicas do útero
-Anemia grave
-Cirurgia do abdome durante a gravidez
-Uso de drogas ilícitas, como a cocaína.
-Curto intervalo de tempo entre duas gestações

Importante lembrar que a idade da mulher, por si só, não aumenta o risco de parto prematuro, porém as pacientes mais velhas, frequentemente, apresentam outros fatores de risco.

O trabalho de parto prematuro apresenta as mesmas características do trabalho de parto a termo. Elas incluem:
-Mudança no tipo e na quantidade de secreção vaginal
-Dor abdominal inferior
-Dor nas costas constante
-Cólicas abdominais
-Contrações uterinas regulares ou frequentes (que podem não possam não ser dolorosas)
-Ruptura das membranas

Vale lembrar-se das contrações de Braxton-Hicks. Essas contrações não indicam trabalho de parto, e não aumentam o risco de parto prematuro, sendo normais ao final da gravidez. Elas ocorrem mais espaçadas e não são acompanhadas de sangramento ou corrimento vaginal.

Normalmente, elas melhoram quando a mulher fica em repouso.

Normalmente é difícil interromper o parto prematuro, mas isso pode ser feito com medicamentos que ajudam a relaxar a musculatura do útero, prevenindo a ocorrência de contrações. O principal objetivo é adiar o trabalho de parto pelo menos até que possam ser utilizados medicamentos que aceleram a maturação dos pulmões do feto, reduzindo o risco de que o recém-nascido apresente dificuldade de respiração.

Esse tratamento, geralmente, é realizado quando a gestação tem menos de 34 semanas. Caso a gestação tenha mais que 34 semanas e/ou a saúde da mãe e da criança sejam ameaçadas pela continuação da gestação, o parto prematuro é permitido. Além dessas situações, quando os exames demonstram que os pulmões do feto estão bem desenvolvidos, o parto não é interrompido.

A paciente é geralmente internada para observação enquanto os medicamentos são administrados.

Uma das estratégias mais indicadas é o uso de corticosteroides, que são medicamentos capazes de acelerar a maturação dos pulmões fetais, reduzirem o risco de sangramento no cérebro da criança e também de outras complicações. Esses medicamentos são indicados nos casos de gestações entre 24 e 34 semanas de duração. Após o nascimento, os cuidados na sala de parto são essenciais para a prevenção de complicações neonatais.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


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