Benchmarking competitivo

Veja as diferenças e particularidades dos tipos de benchmarking
Veja as diferenças e particularidades dos tipos de benchmarking

Enfermagem

13/02/2013

O Benchmarking competitivo é aquele focado em organizações que disputam o mesmo mercado. A maior vantagem é observar o que a concorrência está praticando. A contrapartida, porém é a imensa dificuldade em conseguir parcerias entre os concorrentes. Muitas vezes é necessário contratar uma consultoria externa para obter informações de Benchmarking competitivo.

O Benchmarking competitivo e setorial fornece os detalhes para você alcançar, e depois ultrapassar, as empresas que estão competindo pelos seus investidores e lucros.

O Benchmarking competitivo se volta para os métodos e as características básicas de produção capazes de fornecer uma vantagem competitiva sobre os concorrentes diretos de uma empresa. Se o concorrente consegue entregar o produto em duas semanas, enquanto nós levamos cinco, ele detém uma vantagem competitiva.

Conhecer esse fato não é confortador, mas, sem dúvida, gerador de ação. O objetivo é alcançar e superar o desempenho dos concorrentes, procurando os problemas no modo como o trabalho é realizado, e não nas pessoas que o realizam.

O Benchmarking Competitivo Setorial é usado para estabelecer padrões de desempenho e detectar tendências no ambiente competitivo. Enquanto o benchmarking competitivo e setorial pode incluir dois ou três dos concorrentes mais próximos de uma organização, o benchmarking setorial procura tendências globais em um grupo bem maior de empresas, ou seja, enfoca tendências em vez de posições competitivas existentes e é usado no exame do desempenho de subsistemas.

Existem situações em que tanto o benchmarking competitivo, quanto o setorial se encaixam, e outras em que a abordagem não é apropriada. Esses dois conceitos interligados devem ser usados em situações quando produtos ou segmentos de clientes constituírem o ponto principal do atual questionamento, o processo se relacionar ao aspecto inerente ao setor, como uma regra ou um regulamento e, quando os problemas competitivos estiverem impedindo a organização de alcançar as suas metas de desempenho.

Benchmarking genérico

O Benchmarking de processo genérico aborda grupos de tarefas ou funções em processos mais complexos que atravessam a organização e são encontrados facilmente em outras empresas como, por exemplo, o processo desde a entrada de um pedido até a entrega do produto ao cliente.

Representa a aplicação mais ampla da coleta de dados para parceiros da empresa. Ao realizar um estudo genérico de benchmarking, uma empresa não se restringe a uma fronteira competitiva ou industrial; é limitada apenas por sua habilidade de desenvolver um processo análogo e compreender como transladar por meio de indústrias, usando seus critérios empresariais. Essa abordagem mais inovadora para benchmarking pode resultar em paradigmas modificados e reestruturação de operações empresariais.

Benchmarking interno

Por ser o Benchmarking um processo de aplicação complexa ou mesmo se subdivide em Benchmarking Interno, Competitivo, Genérico e Benchmarking Funcional; para que seja identificado o melhor para a aplicação na sua empresa.

Quando a busca pelas melhores práticas é focada em unidades diferentes de uma mesma organização tem como vantagens uma maior facilidade em se obter parcerias, os custos mais baixos e a valorização pessoal interna. A grande desvantagem é que as práticas estarão sempre impregnadas com os mesmos paradigmas.

Pelo exame das atividades existentes, a empresa obtém as informações necessárias sobre quem está envolvido nas diferentes partes do processo, por que estão envolvidos, o que estão fazendo e por que o estão fazendo.
Os envolvidos no Benchmarking interno são as pessoas necessárias para realizar a atividade, o seu respectivo nível ou posição dentro da empresa, ou como são gerenciadas.

Definir o que cada indivíduo realiza e por que está realizando estabelece o fundamento das melhorias internas. O objetivo é classificar os passos do processo em grupos de atividades com e sem valor adicionado.

Uma vez completada a análise, as práticas existentes, as necessidades de pessoal, os propulsores das atividades, as metas de benchmarking e melhorias iniciais dos processos, tornam-se disponíveis para a ação. Os indivíduos envolvidos já disporão de áreas que podem ser trabalhadas enquanto o benchmarking externo está em execução.

Com isso, a adesão ao processo aumenta imensamente, pois as pessoas gostam de ver resultados quando participam com os seus esforços. O estudo pronto serve de entrada para o desenvolvimento de medidas de benchmarking. Assim, benefícios são colhidos da simples compreensão da prática existente e remoção dos problemas óbvios.

A mesma lógica se aplica aos tipos de mudanças que resultam da análise do benchmarking interno. É difícil identificar todos os canais de atividades secundários que fluem da atividade principal analisada. Ainda que isso possa levar a uma mínima mudança, na verdade, deixar de introduzir uma mudança é uma decisão que pode resultar em maiores custos, mais à frente.

Qualquer pessoa radicalmente atingida se manifestará. Esse fato, em si e por si, já é um benefício oculto do processo de benchmarking interno - ele ajuda a identificar inter-relações mal compreendidas dentro da organização. O conhecimento adquirido pode ser aplicado em uma gerência proativa mais efetiva dessas inter-relações, aumentando o processo de criação de valor por toda parte.

Benchmarking funcional

O Benchmarking Funcional é um investigador do desempenho de uma função específica numa aplicação dentro da indústria. A palavra funcional é usada porque o Benchmarking neste nível quase sempre envolve atividades específicas de negócios dentro de determinada área funcional.

Este tipo de comparação algumas vezes se estende a uma definição mais ampla de indústria do que um analista industrial definiria como indústria competitiva, sendo que este tipo de estudo oferece uma boa oportunidade, para desenvolver novas abordagens em termos de identificação e compreensão dos capacitadores de processo.

O Benchmarking funcional, segundo os especialistas das organizações costumam limitar a investigação à sua própria área de especialização funcional. Uma variante para essa abordagem é escolher empresas específicas que se adéquam aos critérios de estudo com o compromisso de não divulgação e assim estabelecer as condições de compartilhamento.

O Benchmarking funcional, portanto, tem seu foco em processo específico, como por exemplo, embalagem, faturamento ou solda.

Benchmarking desafios e problemas

O Benchmarking é aceito no mundo inteiro como uma técnica de gerenciamento para melhorar o desempenho do negócio. O conceito é de fácil compreensão e muitas empresas comprovaram que o Benchmarking agrega valor. Entretanto, algumas organizações falharam em suas tentativas de implementar esse conceito simples.

Para evitar erros ao utilizar o Benchmarking é necessário entender bem o conceito. Dessa forma, descrevemos a seguir as dez falhas mais comuns as quais devem ser evitadas para assegurar o sucesso do Benchmarking:

Falta de patrocínio


Da mesma forma que um time de futebol de sucesso precisa de um bom técnico, uma equipe de benchmarking de sucesso precisa de um líder. A não ser que um gerente influente tenha conhecimento do projeto e concorde em ser o líder da equipe, o projeto pode falhar.

Frequentemente, o tempo envolvido, esforços e recursos necessários para concluir um projeto de benchmarking são mal entendidos. Se um projeto de benchmarking é iniciado sem um "padrinho"1 os integrantes da equipe eventualmente podem ser criticados por passarem muito tempo fora de seu trabalho principal.

Uma equipe que faz benchmarking sem um líder pode parecer uma equipe com empowerment (delegar autonomia) até a hora de apresentar recomendações. O gerente que tem que aprovar as recomendações pode desconhecer ou não, Ter sensibilidade da importância do projeto. Na falta deste "padrinho"2 este projeto pode ser cancelado em consequência de um gerente desinformado que decidiu realocar recursos ou alterar prioridades. Para evitar esses problemas, a equipe deve apresentar uma proposta de conduzir um projeto de benchmarking a gerência apropriada descrevendo o projeto, seus objetivos e possíveis custos.

Se a equipe não consegue aprovação para o projeto ou não consegue um "padrinho"3 não faz sentido continuar com um trabalho que não é compreendido ou apreciado ou que tenha poucas chances de alavancar ações corretivas quando terminado.

Formação da equipe

Os envolvidos em benchmarking devem ser os mesmos que trabalham no processo, ou até os donos do processo. É inútil uma equipe enfrentar problemas numa área de negócio que não conhece ou tenha pouco controle ou influência. Embora possa parecer óbvio, um ponto muitas vezes ignorado é que as pessoas que trabalham em um processo conhecem-no melhor e são as mais capazes para identificar e corrigir seus problemas.

Equipes que não compreendem bem seu próprio trabalho

Com relativa frequência, algumas equipes de benchmarking visitam uma empresa de classe mundial com a esperança de aprender como foi alcançado um nível de desempenho superior.

A intenção de qualquer projeto de benchmarking é que uma equipe entenda completamente como funciona o processo em sua empresa e comparar esse rocesso com de outra empresa. Aprimoramento contínuo só pode ser alcançado alterando os passos do processo existente.

Equipes que almejam demais


A tarefa que uma equipe almeja frequentemente é tão abrangente que ela é incontrolável. Essa abrangência tem que ser segmentada em projetos menores, mais fáceis de administrar e atacados numa sequência lógica. Nesses casos é recomendada a preparação de um fluxograma funcional de toda a área em estudo, como por exemplo, manutenção ou marketing, e identificado seus processos.

Em seguida, devem-se definir critérios que serão usados para selecionar um processo a sofrer o benchmarking e que melhor contribuiria para os objetivos da organização. Dessa forma, os projetos podem ser iniciados de maneira priorizada e podem ser implementados e concluídos sem demoras.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Colunista Portal - Educação

por Colunista Portal - Educação

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