Assistência do enfermeiro ao paciente oncológico: o cuidar holístico

Assistência ao paciente oncológico
Assistência ao paciente oncológico

Enfermagem

08/06/2012

 ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO AO PACIENTE ONCOLÓGICO: O CUIDAR HOLÍSTICO

RESUMO:
Este artigo trata se de um estudo revisional bibliográfico sobre o câncer que é um conjunto de mais de 100 tipos de doenças, possui uma evolução silenciosa, traz angustia, depressão e medo do incerto. O maior desafio do profissional é conhecer os mecanismos internos desta doença. A atribuição do enfermeiro é prestar assistência especifica a cada diagnostico, possibilitando tratamento, reabilitação (quando possível) e atendimento aos familiares.


O objetivo deste trabalho é compreender o papel do profissional de enfermagem ao paciente oncológico visando à intervenção da assistência na evolução da doença. Para atingir este objetivo realizou uma busca de descritores oficiais sendo estes: Enfermagem oncológica, diagnostico oncológico e tratamento oncológico, ocorreu uma busca na biblioteca virtual de saúde sendo usados para este estudo 28 artigos.



Através deste foi observado o câncer, seu tratamento, o impacto sobre o paciente, seus familiares e profissionais de enfermagem; a desumanização e humanização da assistência ao paciente oncológico e a formação do enfermeiro nesta área. Deste modo concluímos então que para a enfermagem oncológica os cuidados devem ultrapassar as técnicas, a humanização deve estar acima de seus conhecimentos científicos e além de tudo, observamos que o paciente oncológico necessita de além de seu tratamento apoio emocional e psicológico.





1. INTRODUÇÃO
A palavra câncer (karkinos) tem origem no grego, cujo significado é caranguejo. Possui este nome, pois as células afetadas atacam e se infiltram nas células normais como se fossem as garras de um caranguejo. Esta doença tem um período de evolução silenciosa e pode levar anos para ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos, sendo que a maioria possui cura, desde que esta seja descoberta num estagio inicial e tratada de uma forma correta. ( INCA, 2012; ACS, 2011 ).




O câncer é uma alteração em que as células começam a se proliferar descontroladamente formando os tumores que invadem áreas adjacentes, corrente sanguíneas e órgãos. Estímulos como cigarro, infecções virais, radiação excessiva, produtos químicos e drogas podem levar ao acúmulo de alterações genéticas causando a doença. A predisposição genética familiar pode causar mudanças nos genes que têm a função de corrigir as alterações do material genético. Sendo assim o sistema de correção falhando gera um acúmulo de alterações que faz surgir o câncer. ( INCA, 2012 ).


O câncer geralmente tem classificação de acordo com o tecido de quais as células cancerígenas tiveram origem, sendo assim, com o tipo normal de célula com que mais se parecem. Para ter um diagnóstico de que um tumor é maligno ou benigno é necessário examinar o tecido canceroso através de uma biopsia, apesar de os próprios sintomas apresentados pelos pacientes muitas vezes serem indicações iniciais de um tumor.A maioria dos canceres podem ser tratados e alguns curados, dependendo do tipo específico, localização e estágio. Geralmente pode ser tratado com uma cirurgia, quimioterapia e radioterapia, as vezes com a combinação destes. ( BRASIL, 2007; INCA, 2007 ).



De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, as estimativas para o ano de 2012 que serão válidas também para o ano de 2013, apontam a ocorrência de aproximadamente 385 mil casos novos, sem contar com os canceres de pele não melanoma, incluindo os casos deste tipo, estima-se um total de 518.510 casos novos, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Os tipos mais incidentes para o sexo masculino serão; os de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago, e para o sexo feminino serão; os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide.( INCA, 2012 ).


Apesar do progresso da ciência relacionados aos procedimentos realizados para o tratamento das doenças terminais, o câncer ainda é uma patologia que se reveste de estigmas, estando associada a uma sentença de morte, podendo ocorrer, de forma inesperada, em algum momento da vida de uma pessoa que dificilmente encontra-se preparada para receber um diagnóstico que venha a interferir em seus hábitos, costumes, integridade física e ciclo biológico (SOUSA et al., 2009).

Um grande desafio do câncer é conhecer mais profundamente os complexos mecanismos internos das células cancerosas. Devido a isto o paciente necessita de um atendimento amplo e complexo. Um sistema de saúde bem estruturado depende ainda da capacitação da equipe de saúde para que possam detectar o câncer em estágio inicial e promover uma melhor assistência. Não se trata de formar oncologistas na graduação, mas fazer com que a futura equipe de saúde pense sempre nos fatores de risco, avaliar a possibilidade da doença e encaminhar o quanto antes seus pacientes (OLIVEIRA, 2009; LOPES, 2003).


Mesmo possuindo tratamento e cura, esta doença traz grande angústia para a família e para o paciente, podendo ocorrer sequelas e até mesmo custar-lhe a vida. As palavras dos familiares refletem que o sofrimento, portanto evoca significados desde força e fraqueza, medo e coragem, despertando emoções positivas ou negativas na pessoa em sofrimento. Assim acredita-se que o impacto da doença para o paciente precisa ser compreendido, ou seja devem ser considerados as condições emocionais socioeconômicas e culturais dos pacientes e de seus familiares. Deste modo, o câncer é uma das principais doenças de interesse para assistência de enfermagem (SALES et al., 2001).


O câncer é acompanhado por atitudes que revelam a angústia do indivíduo perante sua situação, expressos por revolta e por diversos questionamentos, fazendo-os experimentar sentimentos contraditórios. Esses sentimentos podem ser exarcerbados no ambiente hospitalar pela falta de vínculo com os profissionais e sua linguagem técnica e, ainda, pelo medo do desconhecido. Sensações de solidão, insegurança, incerteza e angústia do paciente gerado pelo impacto da doença que interfere na sua relação com a enfermagem e no diálogo estabelecido entre eles (SALES et al., 2001; LOPES, 2003).


Deste modo o paciente oncológico necessita de cuidados específicos não apenas na clínica, mas, sobretudo no apoio emocional. É de fundamental importância que o paciente tenha um cuidado holístico durante todo o tratamento clínico oncológico. A assistência ao paciente oncológico da provas de sua complexidade, pois, é necessário levar em considerações múltiplos aspectos, como: físico, psicológico, social, econômico, cultural e espirituais, além de preconceitos e tabus concernentes ao câncer. A enfermagem tem um papel fundamental nos cuidados a esses pacientes, requer conhecimento científico e habilidades técnicas, em todas as etapas e serviços de atendimento a estes pacientes (SKEEL, 1993; BONASSA; SANTANA, 2005; BRIDA, 2012).


É essencial a enfermagem entender o impacto causado pelo câncer nos pacientes, pois isso lhe possibilitará estabelecer estratégias de cuidado. A enfermagem imprimi no cuidado a capacidade de interagir com o paciente, exercitando o diálogo, colocando-se disponível para escutar o que o aflige, contribuindo para minimizar a sensação de medo e angústia manifestada pelo seu surgimento. Essa atitude poderá facilitar o processo de aceitação do câncer pelo paciente e sua reabilitação, bem como o tratamento da doença. Isso porque, quando o paciente desenvolve uma relação de confiança com a equipe que lhe presta cuidados, tende a responder melhor ao tratamento (BONASSA; SANTANA, 2005).


A atribuição do enfermeiro é prestar assistência aos pacientes com câncer na avaliação diagnostica, tratamento, reabilitação e atendimento aos familiares, desenvolvendo ações educativas, ações integradas com outros profissionais, apoiar medidas legislativas e identificar fatores de risco ocupacional, na pratica da assistência ao paciente oncológico e sua família, também são intervenções muito importantes e pertinentes ao cuidado de enfermagem.( BRASIL, 2006; INCA, 2012 ).



Diante da doença em que cada paciente enfrenta, o enfermeiro deve ter uma assistência específica para cada diagnóstico encontrado, desenvolvendo ações que objetivam especialmente proporcionar a recuperação e o bem estar da clientela sob seus cuidados, visto que o objetivo deste trabalho é compreender o papel do profissional de enfermagem ao paciente oncológico visando à intervenção da assistência na evolução da doença.


Partindo do pressuposto da seriedade do câncer, o presente estudo justifica-se como oportunidade de discussão com vistas a ressaltar para os profissionais de enfermagem envolvidos, a importância de se implementar ações de prevenção e tratamento da enfermidade em questão, considerando-se probabilidade de eficácia tão logo tais medidas sejam colocadas em ação, planejando uma assistência de forma educativa durante o tratamento e recuperação do paciente visando sua autonomia e qualidade de vida.

Em suma, o presente estudo faz-se essencial para ratificar o objetivobásico a ser alcançado pela equipe de enfermagem envolvida, ressaltando a eficácia das ações de prevenção e tratamento precoce do câncer.


2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo realizado por discentes do 4º período do curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais do campus Coração Eucarístico como trabalho interdisciplinar do período.


O presente artigo caracteriza-se por uma revisão bibliográfica, uma vez que se sustenta na procura de avaliar criticamente a produção recente num tópico particular e auxiliar na compreensão do mesmo (Moresi, 2003). Este estudo tem como tema principal, mencionado anteriormente, a assistência de enfermagem ao paciente oncológico.



Para o embasamento teórico do referente artigo foi realizada a busca de descritores oficiais no DeCS (Descritores de Ciência em Saúde) sendo escolhidos para esta pesquisa “Enfermagem oncológica”, “Diagnostico oncológico” e “Tratamento oncológico”.



A pesquisa bibliográfica foi realizada na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) a partir dos descritores obtendo um resultado de 10478 artigos. Foi feito um refinamento na busca por tipo de texto – artigo, linguagem – português e dentre os anos de 2007 a 2012 tendo um resultado final de 73 artigos que tiveram seus títulos e resumos lido sendo selecionado 28 para a leitura na integra e destes, 11 citados, devido a abrangências e o conteúdo em relação ao tema.



Como critério de inclusão foram utilizados artigos no idioma português, publicados nos últimos cinco anos. Sendo exclusos os artigos de idiomas estrangeiros e com o tempo de publicação acima de cinco anos.


- A primeira busca contemplou o descritor “Enfermagem oncológica”. A partir dessa busca foram encontradas 23 referências, sendo disponível na Revista brasileira de Enfermagem 03 artigos (SCIELO), na Revista bioética 02 artigos (SCIELO), no Serviço de Bibliotecas Biomédicas 03 artigos, na Revista Latino-Americana de Enfermagem 01 artigo (SCIELO), na Revista Face Enfermagem 01 artigos (SCIELO), na Revista Eletrônica de Enfermagem 02 artigos, na Revista Gaúcha de Enfermagem 01 artigo (SCIELO), na Acta Paulista de Enfermagem 03 artigos (SCIELO), na Revista Rene 02 artigos (SCIELO), na Cogitare Enfermagem 02 artigos, nos Periódicos Ciência Cuidar Saúde 01 artigo (SCIELO), no Texto & Contexto – Enfermagem 01 artigo (SCIELO) e na Revista da Escola de Enfermagem da USP 01 artigo (SCIELO). Sendo utilizados apenas 21 artigos para esta pesquisa.



- A segunda busca abrangeu o descritor “Diagnostico oncológico”. Diante dessa busca foram encontradas 15 artigos sendo disponíveis 02 no Jornal de Pediatria (SCIELO), 01 na Revista da Associação Medica Brasileira (SCIELO), 01 na revista Revendo Ciências Básicas (SCIELO), 01 na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SCIELO), 02 na Revista Brasileira de Cancerologia (SCIELO), 04 na Revista Brasileira de Clinica Medica (SCIELO), 01 na Revista Historia, Ciência, Saúde-Manguitos (SCIELO), 02 na Revista Enfermagem UERJ (SCIELO). Sendo utilizado apenas 04 artigos para a leitura integra e pesquisa deste artigo.


- A terceira busca atendeu ao descritor “Tratamento oncológico”. Mediante dessa busca foram encontradas 21 referências sendo disponíveis na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia 01 artigo (SCIELO), na Revista Estudo Psicológico (Campinas) 01 artigo (SCIELO), na Revista Ciência Rural 01 artigo (SCIELO), na Revista Cogitare Enfermagem 01 artigo, nos Periódicos Ciência Cuidar Saúde 03 artigos (SCIELO), na Revista Historia, Ciência, Saúde-Manguinhos 02 artigos (SCIELO), na Revista Eletrônica Enfermagem 05 artigos, na Revista Saúde Publica 02 artigos (SCIELO), na Revista de Enfermagem UERJ 02 artigos (SCIELO), na Revista Acta Paulista de Enfermagem 02 artigos (SCIELO) e na Revista RENE 01 artigo (SCIELO). Sendo utilizado apenas 03 artigos para a pesquisa.


Munidos de materiais bibliográficos partimos para uma fase de leitura crítica, exploratória e analítica dos textos selecionados com a finalidade de atender ao objetivo do estudo.

3. DESENVOLVIMENTO
Após analisar todo o referencial bibliográfico, desenvolvemos o referido trabalho enfocando o câncer, seu tratamento e pesquisas sobre o mesmo; o impacto do câncer sobre o paciente, seus familiares e profissionais de enfermagem; a desumanização e humanização da assistência ao paciente oncológico e a formação do enfermeiro.



3.1. O CÂNCER, SEUS TRATAMENTOS E A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças sendo que o perfil epidemiológico brasileiro aponta este como a segunda causa de mortalidade, as projeções da Organização Mundial da Saúde estimam que em 2030, o numero chegue a 23,4 milhões de mortes ( CALIL; PRADO, 2009 ).



Devido ao aspectos epidemiológicos do câncer vemos de grande importância entendermos a fisiopatologia da doença, de acordo com a American Cancer Society (2011) e a ABRALE (2012), surge quando as células em uma parte do corpo começam a se multiplicar fora de controle. O crescimento das células afetadas é diferente do crescimento de células normais. Ao contrário de morrer as células cancerosas continuam seu ciclo vital e a formar novas células anormais. De acordo com os mesmos, como consequência ocorre a invasão de órgãos e tecidos adjacentes envolvidos, podendo se disseminar (metástase) para outras regiões do corpo dando origem a tumores em outros locais. ( ACS, 2011).



A identificação da doença deve ser realizada em etapa anterior ao tratamento, tendo em vista a obtenção de parâmetros de avaliação e a proposição da modalidade de intervenção mais adequada. Sendo assim o diagnóstico baseia-se na analise das alterações fisiológicas e funcionais e nos resultados de investigações realizadas, visto que todo o processo diagnostico deve ser mais individualizado. (STUMM; LEITE; MASCHIO, 2008 ).



O avanço da ciência e tecnologia possibilitou a melhoria dos meios de diagnóstico e tratamento que culminaram na cura de diversas doenças, inclusive a do câncer, aumentando a expectativa de vida. De acordo com FONTES e ALVIM (2007) a utilização deste recursos, aliada ao desenvolvimento sócio econômico, contribuindo para a diminuição da mortalidade por doença controláveis com câncer, tuberculose, doença mentais dentre outras, com tudo os métodos de diagnóstico e terapêuticos mesmo sofisticado, ao mesmo tempo que prolonga as vida das pessoas com terapia mais modernas, mantêm seu sofrimento devido seu tratamento ser prolongado, ter diversos efeitos colaterais e frequentes internações.



Segundo INCA (2012), o tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgias, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos necessita combinar mais de um tipo de tratamento.

“Cuidar de pessoas com câncer é trabalhar com vida, não importando o tempo de que a mesma dispõe e, portanto, considera-se que estas pessoas são merecedoras de assistência integral”(STUMM; LEITE ; MASCHIO, 2008).


Um tipo de tratamento como mencionado anteriormente é a quimioterapia que é definida por Fontes e Alvim (2007) como emprego de substancias químicas combinadas para tratar as neoplasias malignas. O tipo de droga utilizada relaciona-se com o tempo em que o tratamento será realizado e a sua finalidade. É utilizada principalmente para tratar doenças sistêmicas na tentativa de matar células tumorais, as doses repetidas são necessárias durante curto período para evitar que haja recidivas e diminuir o tamanho do tumor; um dos objetivos e matar certas quantidades de células tumorais e deixa o restante a cargo do sistema imunológico.



De certa forma Barreto e Amourim (2010) veem a quimioterapia como um procedimento agressivo, na busca de uma possível cura para o sofrimento, mesmo este tratamento afetando a qualidade de vida do paciente. Deste modo observamos que é de grande importância o acompanhamento do enfermeiro junto ao paciente que é submetido a tal procedimento.

A radioterapia de acordo com Barreto e Amourim (2010) por outro lado é menos agressiva que a quimioterapia devido a esta atuar sobre o DNA das células afetadas e impedindo a multiplicação dessas e/ou induzindo a apoptose, sendo que as células normais quando expostas aos produtos da radioterapia conseguem se regenerar devido as mesmas terem uma capacidade de reparo maior que as células afetadas, deste modo este procedimento se torna menos invasivo pois este possui um direcionamento localizado ao contrário da quimioterapia que possui atuação sistêmica. Sendo assim podemos concluir que a quimioterapia necessita de maior acompanhamento profissional que a radioterapia devido a diferença de danos.


Outra forma de tratar a doença é fazendo uma cirurgia ou um transplante de medula dependendo do tipo de câncer de que se trata. Segundo Botelho (2010) o avanço da tecnologia para se abordar esta doença vemos que a ideia dominante de anos atrás que se tratava de uma cirurgia radical (cirurgia na qual se retira o tumor com uma margem de segurança, em outras palavras mutilava-se o paciente) vem se abolindo devido ao uso das imagens congeladas (ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia) e as dinâmicas em tempo real (endoscopias) fizeram que se ocorresse mudanças na cirurgia fazendo as incisões ficarem quase invisíveis e menos cruéis em vista de se manter o estético do paciente. O acompanhamento ao paciente que passa por tal procedimento deve ser pré-operatório, transoperatório e pós-operatório visando levantar e analisar as necessidades individuais do paciente e ajuda-lo a compreender seu problema de saúde.





3.2. O IMPACTO DO CÂNCER
O câncer é umas das doenças crônicas degenerativas que causa mais transtornos aos indivíduos e familiares. De acordo com Fontes e Alvim (2008) os doentes se sentem fragilizados, revoltados, amedrontados e ameaçados, devido ao diagnóstico inicial, levando-os a questionamentos internos além dos transtornos de ordem física, psicossocial e financeira. Estes fatores podem diminuir a qualidade de vida de todos os envolvidos, paciente e familiares, o profissional de saúde pode ajudar impedindo novas complicações durante o tratamento. A relação paciente/enfermeiro segundo os mesmos autores é prejudicada pela falta de vínculo, pois a sensações sentidas pelo paciente gera um distanciamento entre eles levando a um diálogo e ações técnicas e impessoais.


Os sentimentos sofrem alterações e reações ambivalentes durante a convivência com a doença, do tempo para o diagnóstico, ao longo do tratamento e no final com o resultado da terapia. Ocâncer leva implicações de diversas naturezas envolvendo o paciente e família, ou seja, a sociedade como um todo, a dor e sofrimento de todos pode influir em outros prejuízos como incapacidade e morte ( FONTES; ALVIM, 2008 ).


O principal medo dos pacientes é se deparar com o desconhecido durante todo o tratamento e suas técnicas. O paciente passa a conviver com pessoas nunca vistas antes e nelas se apoiar e confiar o seu corpo e mente. A dor é algo único de sentir e solitária ( FONTES; ALVIM, 2008 ).


O conforto se dá por vezes à força divina, modificando sua forma de ser e ver o mundo. Homens e Mulheres para os mesmos autores, possuem formas diferentes de reagir a dor devido a sua fisiologia, por isto, a sociedade cobra de forma distinta a superação destes que podem sofrer baixa-autoestima causado também pela alto imagem comprometida, perda financeira e restrições no âmbito familiar e profissional (FONTES; ALVIM, 2008 ).


A religiosidade para Fontes e Alvim (2008) é um fator de grande importância na vida de todos durante o tratamento, por ser uma rede social que apoia o paciente na superação do medo, do desconhecido e principalmente na expectativa da cura. O autor SILVA et al. (2008) já considera a religião como uma busca de recursos que visa a luta contra a doença para suportar as vicissitudes. Estes podem ser confirmados através da fala dos familiares, pacientes e enfermeiros ( SILVA et al. 2008).

O enfermeiro por sua experiência no trabalho já possui uma ideia pré-estabelecida de como agir durante a doença e por isto ele tem a capacidade de passar os seus conhecimentos e conforto a quem nunca teve contato com esta afecção, familiares e doentes. As atribuições do profissional vão além da terapêutica, pois ele passa instruções de atividades educativas que envolvem a todos. A equipe dispõe de empatia o que auxilia na força e energização do outro sem provocar o desgaste do cuidador (STUMM; LEITE ; MASCHIO ,2008). Os autores Silva et al. (2008) mostram as divergências entre os pensamentos do enfermeiro e doente, pois enquanto um busca a cura da doença e salvar vidas o outro, respectivamente, suscita que há proximidade concreta da morte. Esta incompatibilidade pode causar transtornos e dificuldade de relacionamento devido a falta de apoio e entendimento.




Esta doença é imprevisível com isto, a piora do paciente pode vir quando menos se espera e de uma intensidade maior, o que pode causar a morte pela fraqueza do organismo. A equipe de enfermagem não convive somente com um cliente, mas com vários, ela tende a se distanciar nesses momentos com o medo de enfrentar a morte destes, se tornando solitário. Ela não sabe lidar de forma fria e impessoal, principalmente quando já havia uma convivência mais próxima. Porém de acordo com os mesmos autores, depois de superado o luto, o enfermeiro, já começa a sentir satisfação por conviver e cuidar do falecido (STUMM; LEITE; MASCHIO, 2008 ).


Contudo concluímos que o câncer além de trazer grande angustia para o indivíduo com tal enfermidade, como já mencionado anteriormente, traz danos para sua família e os profissionais de enfermagem que não apenas tratam o paciente como o acompanham durante toda sua permanência.


3.3. A DESUMANIZAÇÃO E A HUMANIZAÇÃO
Devido a todos os fatores mostrados na secção anterior observamos que é de grande importância refletirmos sobre o cuidado do paciente oncológico no âmbito de sua questão humana visando demonstrar nessa secção a desumanização e a humanização da assistência.



De acordo com a pesquisa de Carvalho e Merighi (2008) mostra que pacientes e os profissionais de enfermagem constituem verdadeiros elos durante o tratamento, pois são os que mais permanecem juntos aos pacientes e seus familiares. Estes profissionais podem buscar recursos que possibilitam a pessoa enferma uma melhor qualidade de vida.



Os pacientes com câncer na maioria das vezes se veem sem a possibilidade de cura, percebem no seus corpos sinais de degeneração significativa e creem que seu corpo seja um local de doença e de sofrimento, que se perdem na relação com o tempo. Deste modo na visão dos mesmos autores, os pacientes se sentem sem a autonomia do cuidar do seu próprio corpo ( CARVALHO; MERIGHI, 2008 ).


Segundo Carvalho e Merighi (2008) os profissionais da saúde na maioria das vezes estão despreparados humanisticamente tirando deste modo a autonomia, a dignidade e o respeito pelos pacientes com tal doença crônico-degenerativa. Ainda segundo os autoresna maioria das instituições, ao terem de conviver com todas as dificuldades relacionadas à ação de cuidar exclusivamente técnica e impessoal, prestada pelo profissional de saúde que as assistem quando internados, tornam os profissionais antipatizados por terem consciência da dependência e da necessidade do cuidado ao paciente oncológico.


Todo ser humano reage com um certo temor diante da incapacidade, da diminuição de potencialidade, da dependência, por vezes humilhante, da solidão e da incerteza do quando e como se dará a sua própria morte. Para Carvalho e Merighi (2008) a hospitalização tende a intensificar este temor, soma-se a ausência de atendimento voltado a suas reais necessidades, fazendo com que esses temores existenciais emerjam durante seu tratamento.


Os pacientes oncológicos não só temem a morte como também temem o sofrimento relacionado ao processo de morrer. De acordo com a pesquisa de Carvalho e Merighi (2008) os pacientes ficam sem esperanças de cura e clamam por socorro, imploram que se preste mais atenção a todos os seus problemas, pedindo que não sejam classificados como algo sem importância e descartável.


Acreditamos que os cuidados prestados pelos profissionais de saúde são ainda hoje limitados na medida em que estão centrados em procedimentos técnicos não se envolvendo com os pacientes como forma de se protegerem das pessoas que estão doentes e internadas, deste modo não sofrem com a perda e o sofrimento destes.

Para mudar esta situação drástica de falta de respeito e de cuidado deve se humanizar a assistência. O profissional de saúde precisa refletir sobre a importância do cuidado, não somente o desenvolvimento de técnicas e seu tratamentos como também considerar a pessoa e sua dignidade. É preciso que o profissional de saúde se mostre disponível para ouvir o outro, olhar e compreender os sentimentos do paciente. De acordo com os mesmos, quando colocamos a qualidades no cuidado, os profissional não só realizam procedimentos como refletem junto e realiza uma ação integrada, no paciente, com envolvimento e responsabilidade, o que proporciona melhora para ambos os envolvidos na relação do cuidado e tratamento ( FONTES; ALVIM, 2008 ).




Para Santana e Lopes (2007) ter conhecimento cientifico é indispensável para o trabalho dos profissionais, o ato de compreender o paciente neste momento que sofre com esta doença que degrada e tira a esperança se fazem presentes em seu âmbito e agregar valores importantes para a assistência especializada e integra sendo indispensável para o relacionamento durante todo o tratamento oncológico.



O mais importante na assistência ao paciente oncológico é ajudar o paciente a ajudar-se, e faze-lo agente de sua transformação. Em outras palavras é deixar o paciente ter controle de seu cuidado e tratamento, dar autonomia a ele e esperança.




Para Gargiulo et al.(2007) a humanização se da através da comunicação enfermeiro – paciente – família, estabelecendo uma relação entre seres humanos e propõem mudanças no ambiente de trabalho, familiar e no interior do ser humano atingindo o coletivo. Segundo o mesmo, neste proposito a equipe de enfermagem deve se preocupar com a qualidade de vida do paciente contribuindo para diminuir seu sofrimento, como também de seus entes queridos. Acreditamos que a enfermagem também deve demonstrar carinho, calor humano, solidariedade, ouvindo-o, ficando ao seu lado, compreende-lo e sobretudo sem deixa-lo sozinho por enfrentar este momento que lhe parece tão difícil.




Ao termino desta secção cabe dizer que o cuidado humano é uma atitude ética e que o ser humano percebe e reconhece os direitos uns dos outros, pois cuidar é necessário respeitar o outro e valoriza-lo em suas condições.


3.4. A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO
Devido a secção anterior destacar a questão da falta de preparo profissional e de como o preparo permite a melhor assistência ao paciente vemos de grande importância tratar sobre a temática formação e especialização dos profissionais de saúde na área oncológica.




A formação da enfermagem em oncologia iniciou-se nos Estados Unidos como especialização levando a uma evolução da pratica e compreendendo o câncer como uma patologia crescente incidência e de grave importância vital (SANTANA; LOPES, 2007 ).




Os cuidados prestados pelas enfermeiras especialistas envolviam medidas de conforto para pacientes cirúrgicos e tratamento paliativo para pacientes terminais, com isso houve a maior envolvimento dessa classe na oncologia onde eram promovidos estudos com a construção de novos conhecimentos nesta área, descobrindo-se a necessidade de maior interação multiprofissional para a melhor qualidade na prestação de serviço ao paciente ( SANTANA ; LOPES, 2007).


Segundo Santana e Lopes (2007) em 1975 foi criada a Oncology Nursing Society (ONS), ainda hoje a maior organização cientifica do mundo na especialidade do câncer, em decorrência do aparecimento de necessidades de especialização na área de oncologia e o acontecimento de alguns eventos relacionados a esta área. O autor ainda frisa que no Brasil em 1984, apos o XXXI Congresso brasileiro de enfermagem, foi criado a Sociedade Brasileira de Enfermagem Oncológica.


A evolução da enfermagem oncológica no pais se dá especificamente no INCA, observando-se a necessidade da criação de um programa de especialização na área, sendo deste modo criado em 1985 um projeto para sanar essa carência. Segundo os mesmos, o projeto de Residência em Enfermagem do INCA se iniciou em 1986, sendo um curso a nível de especialização ( SANTANA; LOPES, 2007 ).

É evidenciado também pelos os autores que o treinamento em serviço, proporcionando ao enfermeiro conhecimento técnico-cientifico de forma especializada na área oncológica em todos os níveis, prevenção, tratamento e reabilitação. Dessa forma preparando os profissionais para multiplicar conhecimento a respeito do câncer para as áreas hospitalares e saúde comunitária visando assim uma melhoria na assistência geral ao paciente oncológico ( SANTANA; LOPES, 2007 ).


Para Calil e Prado (2012) como se deve formar o futuro enfermeiro é um assunto discutido pela lei das diretrizes e bases da educação nacional (Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996) que visa inovações e mudanças na grade curricular de graduação em enfermagem onde acrescentaria a disciplina de oncologia, pelo aumento de casos no Brasil devido aos estímulos causadores de câncer, e a retirada das disciplinas de cuidados intensivos, pronto-socorro e centro cirúrgico.



As universidades querem preparar excelentes profissionais com formação generalista, humanista, critica e reflexiva onde é preciso um rigor técnico baseado em princípios éticos, responsabilidade social e promover a saúde integral do ser humano (CALIL; PRADO, 2012).



Para Calil e Prado(2012), este profissional é vinculado durante a disciplina de Oncologia a oferecer uma assistência ao paciente em que abrange a prevenção, intervenção cirúrgica, pré e pós-operatório, quimioterapia, radioterapia e cuidados intensivos. Segundo os mesmos, o enfermeiro deve saber que não se deve preocupar somente com a afecção oncológica mais também com os outros sintomas emocionais que surgem como consequência, dentre eles a depressão, ansiedade, medo da morte e apatia.



A justificativa dessa atitude do projeto politico pedagógico se deve ao fato de no tratamento do paciente oncológico abranger todas as disciplinas retiradas, inclui-las especificamente na disciplina de oncologia ( CALIL ; PRADO , 2012).



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O tema assistência ao paciente oncológico que foi abordado se mostra de grande relevância e complexidade por isso é tão importante o estudo de forma abrangente e clara. Devido a todos os aspectos mostrados no artigo.



Observamos que durante todo o estudo, a prestação de cuidados da enfermagem nesta área, devido à complexidade das necessidades apresentadas pela pessoa acometida por esta enfermidade, precisa de mudanças drásticas na sua forma de assistência. Logo é necessário o entendimento da enfermagem sobre tal tema.



Vemos também que se faz necessário o entendimento de como a enfermagem é atuante e significativa para o paciente. A doença, as expressões, sua linguagem, tudo se reflete no cuidado do paciente sendo deste modo essencial entender a necessidade deste por afeto e por vezes alguém que o escute e o entenda.



Para a enfermagem oncológica os cuidados devem ultrapassar as técnicas, a humanização deve estar acima de seus conhecimentos científicos e além de tudo, observamos que o paciente oncológico necessita de além de seu tratamento apoio emocional e psicológico.



O apoio profissional de enfermagem ao paciente oncológico, foi observado durante todo este estudo como fator principal para a melhor qualidade de vida do paciente e a maior aceitação do seu estado de doença.


Porém, vemos que é de grande importância o interesse e a busca de novos estudos a respeito deste tema, não apenas dos profissionais de enfermagem, como também dos acadêmicos que serão futuros egressos nesta área de demanda crescente.

Esperamos que o presente estudo, tenha contribuído para a compreensão de forma mais clara e objetiva do papel da enfermagem na assistência ao paciente oncológico. Sendo esta primordial, indispensável e essencial para a qualidade da vida destes enfermos, dessa forma, momento vivido no ato de cuidar em oncologia é único.



REFERÊNCIAS
BARRETO, T. S.; AMORIM, R. C. . A família frente ao adormecer e ao tratamento de um familiar com câncer. REVISTA DE ENFERMAGEM UERJ, Rio de Janeiro, v. 18 , n. 3 , p. 462–467, jul./set. 2010.


BOTELHO, J. B. . As transformações no tratamento cirúrgico dos cânceres: das grandes incisões nos anos 1970 aos cortes quase invisíveis de hoje. HISTORIA, CIÊNCIA, SAÚDE, Rio de Janeiro, v. 17, supl. 1, p. 181-202, jul. 2010.


BRIDA, R. L. . ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO. 2012. Disponivel em : <http://www.santacasacm.org.br/artigos/artigo.php?id=66 >. Acessado em: 01 abr. 2012.



OLIVEIRA, C. . Avanços contra o cancer. REVISTA DO BRASIL, v. 39, n. único, set. 2009. Disponivel em : < http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/39/avancos-contra-o-cancer>. Acessado em: 01 abr. 2012.


SALES, C. A. C. C.; et al. . Qualidade de vida de mulheres tratadas de câncer de mama: funcionamento social. REVISTA BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA, v. 47, n. 3, p. 263-272, 48 jul./set. 2001. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/rbc/n_47/v03/pdf/artigo2.pdf >. Acessado em: 01 abr. 2012.
CALIL, A. M.; PRADO, C. . O ensino de oncologia na formação do enfermeiro. REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM, Brasília, v. 62, n. 3, mai./jun. 2009.
CARVALHO, M. V. B.; MERIGHI, M. A. B. . O significado do cuidar no processo de morrer na voz das mulheres. REVISTA BIOÉTICA, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 259-272, 2008.


ABRALE. Doença e tratamento: câncer. 2012. Disponivel em: <http://www.abrale.org.br/doencas/cancer/index.php?area=cancer>. Acessado em: 01 abr. 2012.


GARGIULO, C. A.; et al. . Vivenciando o cotidiano do cuidado na percepção de enfermeiras oncológicas. TEXTO & CONTEXTO – ENFERMAGEM, Florianópolis, v.16, n. 4, p. 696-702, out/dez 2007.

Souza, R. J. S. P.; et al. Estimativa do custo do tratamento de câncer de pele tipo melanoma no Estado de São Paulo - Brasil. AN BRAS DERMATOL, São Paulo, v.84, n.3, p.237-243, 2009.


Lopes, V. L. B. . Doutor, estou com câncer? conduta médica e familiar nas comunicações dolorosas. LIVRO: DOUTOR, ESTOU COM CÂNCER?, Porto Alegre, v. unico, 190 p., 2003.


SKEEL, P. Manual de quimioterapia, 3°ed., Rio de Janeiro, ed. Medsi, 1993.
INCA. O que é câncer. 2012. Disponivel em: <http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322>. Acessado em: 01 abr. 2012.
SANTANA, C. J. M.; LOPES, G. T. . O cuidado especializado do egresso de residência em enfermagem do instituto nacional do câncer – INCA. REVISTA ENFERMAGEM ESCOLA ANNA NERY, Rio de Janeiro, v. 11, n. 3, p. 417-422, 2007.


MORESI, E. . Metodologia de Pesquisa, Universidade Católica de Brasília, 2003
SILVA, M. R. B.; et al. O câncer entrou em meu lar: sentimentos expressos por familiares de clientes. REVISTA ENFERMAGEM UERJ, Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 70-5, jan./mar. 2008.


STUMM, E. M. F.; LEITE, M. T.; MASCHIO, G. . Vivencias de uma equipe de enfermagem no cuidado a pacientes com câncer. COGITARE DE ENFERMAGEM, Rio Grande do Sul, v. 13, n. 1, p. 75-82, jan./mar. 2008.


AMERICAN CANCER SOCIETY. The history of câncer. 2011. Disponivel em: <http://www.cancer.org/acs/groups/cid/documents/webcontent/002048-pdf.pdf>. Acessado em: 01 abr. 2012.


BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. A Situação do Câncer no Brasil, Brasília, 119 p., 2006.


BONASSA, E. M. A.; SANTANA, T. R. . Enfermagem em terapeutica oncológica, 3? ed. , São Paulo: Atheneu, 2005.


FONTES, C. A. S.; ALVIM, N. A. T. . A relação humana no cuidado de enfermagem junto ao cliente com câncer submetido à terapia antineoplásica. ACTA PAULISTA DE ENFERMAGEM, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 77-83, out. 2008.


FONTES, C. A. S.; ALVIM, N. A. T. . Cuidado humano de enfermagem a cliente com câncer sustentado na pratica dialógica da enfermeira. REVISTA DE ENFERMAGEM DA UERJ, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 193-199, abr./jun. 2007.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Helena Figueiredo Santos

por Helena Figueiredo Santos

Estudante de Enfermagem pela PUC-MINAS

Portal Educação

PORTAL DA EDUCAÇÃO S/A - CNPJ: 04.670.765/0001-90 - Inscrição Estadual: 283.797.118 - Rua Sete de Setembro, 1.686 - Campo Grande - MS - CEP 79002-130