Vida e grupo social dos animais

Vida e grupo social dos animais
VETERINARIA
Poucos são os animais que passam suas vidas sozinhos. Muitos passam suas vidas em grupos sociais, é o caso dos animais de consumo, animais de vida selvagem e outros.  Especialistas concluíram que apesar dos milhares de anos de domesticação, estes mantêm basicamente as mesmas necessidades psicológicas e emocionais e característica de seus antepassados.

Cientistas estudaram e comparam a vida de animais de consumo em condições naturais, e intensivas de produção pecuária. Ficou claro que os milhares de anos de uso doméstico e reprodução e criação intensivas não alteraram os seus padrões de comportamento básicos, exemplo: suínos e as galinhas mantidos em unidades pecuárias podem retomar ao seu comportamento selvagem sem dificuldade, desde que tenha esta oportunidade. Isto significa que são animais com delicadas e complexas necessidades psicológicas e de comportamento, que estão fortemente reprimidos, de tal modo que facilmente retornam a sua natureza quando tenham oportunidade.

Bovinos, suínos, ovinos, caprinos e os galináceos e outras aves comerciais vivem naturalmente em grupos. Coordenam entre si atividades de deslocamento, descanso, pastagens ou alimentação que, em geral, não cumprem isoladamente.

Habitualmente formam hierarquias sociais e em criação extensivas estas hierarquias são mantidas e mais notadas. Muitos métodos de criação comercial de animais causam problemas na formação de grupos, pois os animais são colocados de forma não natural em grupos muito grandes, e em condições naturais jamais muitos destes jamais se reuniriam, ou ainda, mudam os grupos sem considerar quais as características sociais destes animais. Isto por si só é um fator de grande stress.

Outro aspecto importante são os laços familiares entre animais de consumo, e criar seus filhotes é uma atividade vital para os animais, mesmo os criados para exploração comercial.   Devido a isto, as mães animais evoluíram de modo a se sentirem altamente motivadas para expressar o seu comportamento natural de cuidar de suas crias.

A criação intensiva de animais tem tido implicações drasticamente graves nas vidas sociais naturais, nos laços e relações reprodutivas em animais de consumo. Os cientistas afirmam que as necessidades psicológicas e emocionais destes são o oposto ao ambiente e das condições mantidas na indústria pecuária:

a) na avicultura de corte, o pinto recém nascido está predisposto a procurar a figura maternal. Nas unidades de produção intensiva os pintos nascem numa incubadora e nunca verão suas mães. Crescem com milhares de outros pintos cuja vida durará apenas 6 semanas, em média.

b) a porca está predisposta a cuidar de suas crias enquanto estas crescem - e estas dependem emocionalmente das mães. Os leitões são retirados de suas mães muito cedo e são colocados em grandes grupos de outros leitões.

c) as fêmeas estão predispostas a escolherem um parceiro com base em certos atributos. A inseminação artificial substitui este comportamento em muitos ambientes criatórios.

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