Abelha Sem Ferrão

Abelha Sem Ferrão
VETERINARIA
As abelhas sem ferrão, assim chamadas por apresentarem este instrumento de defesa atrofiado, são verdadeiramente insetos sociais e são encontradas na América do Sul, América Central, Ásia, Ilhas do Pacífico, Austrália, Nova Guiné e África.

Assim como em Apis, se dividem em castas e suas colônias possuem uma rainha-mãe, várias gerações de operárias, além dos machos, dependendo da condição geral da população.

As operárias de meliponíneos vivem, em média, 30 a 40 dias e são quase brancas ao saírem dos favos, escurecendo com o passar do tempo.

Na vida adulta, desempenham diversas funções no ninho, seguindo normalmente a seguinte ordem: faxineiras - nutrizes - arquitetas - ventiladoras - guardas - campeiras.

A rainha, quando fecundada, apresenta o ventre bem dilatado, podendo ser localizada facilmente a olho nu. Normalmente, habita a área de cria, circulando por entre os favos.

As células de cria são agrupadas formando os favos, que na maioria das espécies de Meliponinae são horizontais e algumas espécies de Trigonini constroem favos em forma de cacho. São construídos com cerume e as células do centro do favo são as primeiras a serem construídas, sendo as demais dispostas à sua volta. Dessa forma, usualmente, a cria da região central do favo é mais velha. Durante o desenvolvimento a larva sofre quatro mudas larvais.

Em grande parte das espécies, os favos de cria são envolvidos por um invólucro, constituídos por camadas de cerume que os protegem, inclusive, contra perda de calor, denominados lamelas. 

A estrutura e localização dos ninhos dos meliponíneos variam de acordo com as espécies. Diversas espécies constroem seus ninhos em ocos encontrados em troncos e galhos de árvores vivas, outras utilizam ocos existentes em árvores secas, mourões de cerca ou cavidades existentes em paredes de pedra, alicerce de construção e muitos outros lugares.

Os ninhos apresentam arquitetura complexa e, embora apresentem algumas estruturas comuns às diversas espécies, existem diferenças marcantes entre os gêneros. 

O ninho apresenta uma entrada, que normalmente é característica para cada espécie ou gênero (em muitos casos é possível a identificação das abelhas a partir da entrada do seu ninho). 

Ligando a entrada até o local de estocagem de alimentos, elas constroem um túnel com cerume, para que o alimento armazenado fique  bem protegido.  Mel e pólen são armazenados em potes separados.

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