A fenda palatina na odontologia veterinária

A fenda palatina na odontologia veterinária
VETERINARIA
A fenda pode ser classificada em primária se ocorrer no lábio e alvéolo; primária e secundária se a fenda envolve o lábio e o palato secundário e fenda secundária, quando ocorre somente no palato secundário, podendo ou não existir envolvimento do palato mole.

A fenda do tipo primária é facilmente diagnosticada, porque o animal nasce com um fissura anormal no lábio superior, conhecida como lábio leporino.

As secundárias, apesar de mais comuns, muitas vezes passam desapercebidas por ocasião do nascimento e só são diagnosticadas quando o animal começa a apresentar alguns sinais clínicos da afecção, como escoamento de leite pelas narinas, tosse, engasgos ou espirros durante a alimentação, além das infecções do trato respiratório.

O diagnóstico da afecção é realizado mediante a inspeção direta da cavidade oral, durante o exame físico. As principais causas para seu desenvolvimento são os fatores traumáticos, hereditários, nutricionais (deficiência de riboflavina, ácido fólico e vitamina A), mecânicos (in útero), hormonais ou tóxicos, sendo a hereditária a mais comum.

A maioria dos defeitos no palato secundário, independente de serem consequências de traumas, infecções crônicas, neoplasias ou alterações congênitas, só pode ser corrigida cirurgicamente, visto que existe o risco de aspiração de alimentos para a via respiratória.

Entre os gatos, as raças mais acometidas são Abissínia e Siamesa. As fendas do palato primário são corrigidas cirurgicamente por questões estéticas, visto que não ocasionam problemas funcionais.

A dimensão da lesão e a facilidade de acesso à região afetada é que vão determinar qual técnica cirúrgica é a mais recomendada para cada caso, pois a mesma pode variar de uma pequena abertura no palato mole, até uma fissura completa, desde o palato mole até a papila incisiva.

Considera-se que técnicas cirúrgicas podem ser bem empregadas na correção de defeitos palatinos não só como último recurso, mas como efetivos de primeira escolha na promoção do conforto e do bem-estar de pacientes acometidos.

Os métodos utilizados para reparar os defeitos congênitos ou traumáticos do palato são extremamente necessários, visto que se os mesmos não forem realizados, podem comprometer o estado geral do paciente, levando a complicações respiratórias por pneumonia e até a morte.

A principal causa de insucesso cirúrgico é a ocorrência de deiscência total ou parcial em casos de redução de fenda palatina, não necessariamente pela contaminação da área cirúrgica, mas fundamentalmente pelo grau de tensão gerado no local da sutura, durante o fechamento do retalho.

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