Procedimentos metodológicos na Condução dos grupos de Lazer

Procedimentos metodológicos na Condução dos grupos de Lazer
TURISMO-E-HOTELARIA

O livro de Mian (2003) talvez seja o que melhor descreve algumas técnicas profissionais que o monitor deve ter ao conduzir grupos. O mesmo autor ainda apresenta a técnica necessária para a apresentação e execução dos jogos.

Os procedimentos metodológicos envolvem: técnicas de apresentação de uma atividade, técnicas que o animador deve desenvolver para a condução dos grupos e sequência de atividades de uma programação.


a) Técnicas para a condução dos grupos

Quando recebemos um grupo, a equipe deve manter um clima de informalidade, criando um ambiente descontraído e amigável. Como trabalhamos com pessoas de diversas faixas etárias, há algumas considerações a serem feitas.

A primeira é de que, com crianças, todo cuidado é pouco. Devemos estar atentos a tudo que acontece a fim de evitar algum problema que possa surgir. Em geral, há sempre mais de um monitor quando o grupo é infantil, mas nunca fique de costas para elas.

A segunda consideração envolve a família. Deve-se dedicar atenção primeiro aos pequenos, provendo-lhes de atividades, para que posteriormente, os pais se sintam tranquilos e possam se divertir.

Não deixe ninguém isolado do grupo. Quando o participante é menor, é mais fácil integrá-lo. Supondo que ele não queira brincar, você pode convidá-lo a ser seu assistente do dia. Em geral, as crianças gostam de se sentirem importantes e acabam acatando a sugestão.

Na medida em que vai convivendo com os participantes, o monitor aprende a conhecer algumas características de cada um e que podem ajudá-lo a desenvolver a recreação com maior destreza.


b) Técnicas de apresentação de uma atividade

Durante a atividade, o recreador deve manter uma voz alta, clara e pausada, utilizando-se de uma linguagem comum a todos. Em jogos, onde o grupo for bastante numeroso, ele pode optar pelo uso de alto-falante. Afinal, todos precisam entender o que irá acontecer na atividade.

Além da linguagem outro aspecto importante é a postura. Ele deve estar numa posição em que todos o vejam, posicionando-se sempre de frente para o grupo e olhando nos olhos de cada um. Uma posição apropriada para a explicação das atividades é a meia-lua ou o círculo.

Evite a dispersão e nesse caso, vale observar sempre a duração do jogo que deve ser até o interesse do participante. Durante a explicação inicial dos combinados, o monitor deve aplicar uma forma de pedir silêncio. Pode-se usar técnicas como apitar, bater palmas, fazer o gesto de silêncio; ou marcar um ritmo que signifique silêncio.

Antes de iniciar os jogos, elabore um check-list que servirá para o sucesso da atividade. Itens como verificar se o material que irá usar está disponível; o número de participantes envolvidos; levar caneta, papel, apito e estojo de primeiros socorros; verificar a segurança do jogo; a adaptação do jogo aos participantes e a sua divisão por faixa etária; enfatizar o espírito de jogar pelo prazer de brincar e não pela competição (MIAN, 2003).

c) Sequência de atividades

Um bom programa de lazer deve abranger: artes, atividades culturais, atividades esportivas e jogos, atividades educacionais, atividades rítmicas, excursões locais e viagens, atividades ambientais e serviços de voluntariado.

Para dar início ao jogo ou brincadeira, há uma técnica especial fornecida por Mian (2003) no quadro abaixo:

Apresentação: nomear a atividade.
b) Formação: divisão de equipes.
c) Explicação: clara, alto e de bom som. Ao formular mentalmente a esquematização de um jogo, devemos pensar primeiramente no objetivo. Depois explicar como se ganha o jogo; como se obtém os pontos; como conclui a atividade. A partir daí, explicar os processos de desenvolvimento e as regras.
d) Demonstração: sempre que possível, pedir a um dos participantes para que demonstre o jogo, ou o próprio recreacionista poderá fazê-lo.
e) Pergunta: “Alguém tem dúvida?”, é sempre fundamental para a tranquilidade e bom andamento do jogo.
f) Sinal concreto de início: após asseguramento de que tudo está em ordem, dar início ao jogo.
g) Controle, participação, entusiasmo: motivar sempre o participante e manter o entusiasmo. Em caso de julgamento, deve-se sempre ser o mais cordial e justo possível.
h) Concretização do final: uma objetiva e clara sinalização de quem ganha indicará a conclusão do jogo, além de continuarmos a estimular os mais lentos e atrasados.
i) Prêmio aos ganhadores: o mérito deverá ser em forma simples (parabéns, palmas, aplausos, etc), evitar material.


Recomenda-se uma sequência de atividades programadas, divididas em três fases: apresentação, integração e relaxamento.

Apresentação – corresponde a atividades iniciais da recreação, serve para introduzir o participante no novo grupo. Também conhecida como “quebra-gelo”, pode se traduzir em dinâmicas ou músicas. Ex. Dinâmica do Nome.

Integração – Após a etapa inicial, o animador promove diversas atividades que exijam movimentação e que preencham a maior parte do tempo da programação. Podem ser atividades físicas, rítmicas ou de habilidade, musicais e fantasia. O ensaio é fundamental para algumas atividades que envolvam dramatizações ou regras muito complexas. Ex. Queimada maluca; Olimpíadas culturais.

Relaxamento – cerca de 30 a 20 minutos antes do término da atividade, o animador oferece atividades que façam com que o participante volte à calma, não implicando em esforço físico. Ex. Dinâmica da cruz, meditação.

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