Fator Humano nas organizações

Fator Humano nas organizações
RECURSOS-HUMANOS
Estudo do Fator Humano

O estudo das Relações Interpessoais no trabalho é da mais alta relevância. Quando as empresas eram pequenas, quando o trabalho se fazia (na maioria das vezes) no interior da própria família, o problema do fator humano não era tão complexo.

Com o crescimento das organizações, os ambientes de trabalho sofreram modificações radicais, em todos os sentidos, sendo certo que o não reconhecimento da existência dessas relações leva os empreendimentos às situações difíceis.

Em toda administração esclarecida, há o reconhecimento das relações interpessoais. Na política administrativa, as Relações Interpessoais constituem-se na integração dos indivíduos numa situação de trabalho, de modo que o elemento somado ao grupo colaborador tenha a máxima satisfação ao executar sua função e ao conviver com seus colegas de trabalho.

Portanto, para obter um bom Relacionamento Interpessoal é necessário motivar os indivíduos para que cooperem produtivamente e com satisfação econômica, psicológica e social.

A multiplicação dos acidentes de trabalho, o aparecimento de doenças profissionais, os fracassos de indivíduos inaptos, os problemas de relacionamento interpessoal (atritos, rivalidades, ciúmes) e psicológicos (stress, depressão, incapacidade de dirigir, fobias) fizeram com que nos preocupemos mais com a gestão de pessoas.

O capital humano é o principal recurso dentro da empresa e na Era do conhecimento, buscamos o bem-estar das pessoas e a sua qualidade de vida dentro da organização, e se não levarmos em conta o principal recurso dentro da empresa, que são as pessoas, podemos levar empreendimentos promissores a fracassos totais.

No começo do século XX, na Era da Revolução Industrial, com a divisão do trabalho, o ser humano começou a ser comparado à máquina.

Então começou a se sentir desmotivado, pois não sentia mais a mesma razão de trabalhar como antigamente quando era um artesão, e com satisfação admirava suas obras, criadas pelas próprias mãos.

O estímulo de antigamente não podia mais ser o seu estímulo, diante da monotonia de um trabalho sem motivos aparentes. O homem estava se tornando, cada vez mais, peça de engrenagem, autômato e escravo.

O estudo das relações interpessoais e a resolução dos problemas atinentes a este, não podem mais ficar ausentes da organização moderna, pois o homem é mais importante que a máquina.

O homem é capaz de fabricar uma máquina, mas nunca se viu a máquina por si só fabricar um homem.

O estudo das relações interpessoais nas organizações pode ser dividido em três partes principais, conforme a seguir:

a) Adaptação do homem ao trabalho

b) Adaptação do trabalho ao homem

c) Adaptação do homem ao homem


a) Adaptação do Homem ao Trabalho:

Conta-se uma história que se passou em um estabelecimento comercial.

Um dos vendedores mais antigos estava completamente desajustado; não queria mais vender, ficava só conversando com os colegas na hora do trabalho.

Seu nível mental era superior ao exigido para vendedor, ele se interessava em dirigir outros serviços e tinha temperamento independente.

Por outro lado, depois de mais de 15 anos de firma, sentia-se desanimado, pois os seus dirigentes tinham o hábito de contratar chefes e gerentes de fora, sem procurar saber se antigos empregados poderiam ser promovidos para os mesmos lugares.

É possível hoje, com relativa facilidade, por meio de exames psicológicos, classificarem as pessoas em funções das suas aptidões, gostos, interesses e personalidade.

Outro aspecto importante é o aperfeiçoamento do pessoal em exercício, o que constitui excelente estímulo para todos que queiram progredir na vida.

Se o aparelho telefônico de um diretor, que recebe muitos telefonemas estiver em uma mesinha três ou quatro metros distante de sua mesa de trabalho, gastará muito mais energia do que se o aparelho estiver ao alcance de sua mão.

Do mesmo modo que o diretor, um carimbador que mantém a almofada do carimbo um metro longe das mãos gastará mais tempo ou produzirá menos. Visto que, para operar com 100 envelopes, terá que percorrer com o braço o total de 200 metros, o que seria reduzido a 10 metros se a almofada estivesse ao seu lado.

É por conseguinte, necessário eliminar os movimentos inúteis para aumentar a produtividade. A organização de repousos intercalados de hora em hora ou conforme o caso aumenta o rendimento em vez de diminuí-lo, como se poderia pensar à primeira vista.

Certas experiências mostraram que, diminuindo o número de horas de serviço, conseguiu-se aumentar o rendimento.

A regra inversa também é verdadeira. É conhecido, por exemplo, que os governos aliados durante a guerra viram o rendimento das fábricas diminuírem após ter aumentado o número de horas de trabalho. Demonstrou-se a realidade paradoxal: é possível produzir mais, trabalhando menos.


b) Adaptação do Trabalho ao Homem

Cada ser humano carrega consigo algum descontentamento particular e a empresa terá que respeitar a individualidade dos empregados.

Este é um aspecto complexo e difícil, porque estabelecer e manter boas condições de trabalho ao homem não é fácil.

Devemos lembrar também que, executar os mesmos movimentos durante longo tempo, acarreta fadiga postural e diminuição da circulação, o que influencia adversamente a eficiência das pessoas.


c) Adaptação do Homem ao Homem


Às vezes, ouvimos estas palavras de dirigentes: “Consegui bons salários para o meu pessoal”, “consegui tratamento médico, dentário”, “abono de natal”, “estou classificando o pessoal com testes psicológicos e apesar de tudo isso, a coisa não anda!”

Muitas vezes a expressão “A coisa não anda”, pode estar diretamente relacionada ao fato de que, ainda não foi criado dentro da empresa um ambiente de trabalho feito de confiança mútua e respeito humano.

Funcionários que recebem ordens secas a serem cumpridas, sem a mínima explicação e satisfação não trabalham e não produzem com satisfação.

* Sabe-se hoje que uma pessoa ciente da importância do seu trabalho e do seu respectivo valor produz muito mais do que uma pessoa de qual se pede simplesmente obediência.

* As reuniões periódicas com dirigentes e demais funcionários em que se debatem os problemas da empresa, criam um ambiente de confiabilidade e cordialidade.

Queremos lembrar aqui o apelo lançado por um psicólogo americano que dizia:

“Você pode comprar o tempo de um homem

Você pode comprar a presença física de um homem em um determinado lugar;

Você pode comprar certa atividade muscular, pagando-a por hora ou por dia;

Mas você não pode comprar entusiasmo;

Você não pode comprar iniciativa;

Você não pode comprar lealdade;

Você não pode comprar devoção de corações, de espíritos, de almas;

Essas virtudes você deve conquistá-las”.

O líder é a pessoa que consegue a cooperação dos membros da organização que ele dirige.

Quando, por exemplo, se escolhe uma secretária para um dirigente, não basta esta pessoa ter inteligência, cultura geral e especialidades adequadas.

É necessário que os temperamentos se combinem; dirigente instável e desordenado precisa de secretária atenciosa, extremamente ordenada e metódica.

Colocar uma secretária de temperamento independente com um chefe de natureza autoritária leva quase sempre a conflitos e atritos sérios.


Atividade pessoal para reflexão:

Responda para você mesmo....

1) O que eu faço bem?

2) O que é que eu gostaria (ou necessitaria) fazer melhor?

3) O que é que eu não gosto, mas tenho que fazer em minha situação atual?

4) Que aspirações ainda não transformei em planos de ação?

5) Que tipos de recompensas são mais significativas para mim?

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