Transtorno bipolar

Transtorno bipolar
PSICOLOGIA
O transtorno bipolar é também conhecido como transtorno ou distúrbio do humor. É caraterizado por oscilações de humor, uma tendência de cura espontânea e recaída, bem como por início em que parece não haver acontecimento ambiental precipitador.

Os pacientes com este transtorno não costumam apresentar todos os sinais e sintomas de mania ou depressão, mas em alguns episódios da doença apresentam pelo menos alguns deles em graus de intensidade variado de leve a grave (MARTIN, 1977, p.34).

O mesmo autor enfatiza que os pacientes com episódios depressivos repetidos são muito mais comuns do que pacientes que sentem apenas episódios maníacos ou pacientes que oscilam entre reações maníacas e depressivas. Por isso, os erros de diagnóstico são tão frequentes neste quadro. É preciso investigar ao decorrer da história de vida do indivíduo se existe algum episódio maníaco, e não apenas tomar a depressão como um único sintoma.

De acordo com o DSM-IV (1995), o transtorno bipolar é caraterizado por um período de tempo mínimo de uma semana, durante o qual são satisfeitos os critérios tanto para episódio maníaco quanto episódio depressivo maior, durante quase todos os dias. O indivíduo apresenta uma rápida alternância do humor (tristeza, irritabilidade, euforia) acompanhada dos sintomas de um episódio maníaco e de episódio depressivo maior.

Sintomas do transtorno bipolar

Os principais sintomas do transtorno bipolar podem ser descritos como:

Agitação, insônia, desregulação do apetite, aspectos psicóticos e comportamento suicida. A perturbação deve ser suficientemente grave para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de sintomas psicóticos (DSM-IV, 1995, p.358).

De acordo com Organização Mundial de Saúde CID-10 (1999), a característica principal desse transtorno é a alteração do humor, quer seja para o ciclo depressivo, com ou sem ansiedade, ou para o ciclo eufórico ou exaltado – elação, hipomania, mania. Nas duas possibilidades, a alternância do humor pode levar a prejuízo nas atividades desempenhadas e na qualidade de vida.

Conforme Hilty (1999), “aproximadamente 25% dos pacientes com o transtorno bipolar tentam suicídio em alguma etapa de suas vidas e, destes, cerca de 11% completam este intento” (p. 201).

No quadro de depressão, percebe-se uma disposição elevada para o suicídio. Quando o indivíduo se encontra no ciclo depressivo a probabilidade dele pensar em si matar é muito maior. Neste caso, os profissionais e familiares devem estar prevenidos para qualquer tentativa de suicídio.

Classificação do transtorno bipolar

O DSM IV (1995) divide o transtorno bipolar em: transtorno bipolar tipo I, transtorno bipolar tipo II e transtorno ciclotímico (ciclotimia).

O transtorno bipolar tipo I se apresenta como um curso clínico caraterizado pela ocorrência de um ou mais episódios maníacos ou episódios mistos. Já o transtorno bipolar tipo II é marcado pela ocorrência de um ou mais episódios depressivos maiores, acompanhados de pelo menos um episódio hipomaníaco. Os indivíduos com transtorno bipolar tipo II podem não ver os episódios hipomaníacos como patológicos, embora outras pessoas possam sentir-se perturbadas pelo comportamento erráticos do indivíduo.

A caraterística essencial do transtorno ciclotímico é uma perturbação crônica e flutuante do humor, envolvendo numerosos períodos de sintomas hipomaníacos e numerosos períodos de sintomas depressivos.

Mania, hipomania e depressão


Segundo Moreno (2005), a mania afeta o humor e as funções vegetativas, tais como: sono, cognição, psicomotricidade e nível de energia. O principal sintoma da mania é um estado de humor elevado e expansivo, eufórico ou irritante. A pessoa pode se sentir com uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva.

É possível que o indivíduo acometido de mania apresente alguns sintomas como: sentimento de grandiosidade, gastos exagerados, aumento da atividade motora e sexual, distração, falta de conhecimento sobre a seu quadro de humor e envolvimento por atividades perigosas.

A hipomania é um estado semelhante à mania, porém em um grau mais leve. Já a depressão patológica é um dos sintomas principais do transtorno bipolar. A sua origem está relacionada a fatores afetivos que pouco compreendida pelo indivíduo e seus familiares.

Tratamento


Ao diagnosticar um paciente com transtorno bipolar, é preciso levar em consideração a frequência e intervalos dos episódios. Embora, o tratamento com medicamento seja o mais indicado, ainda há muitos pacientes que permanecem sintomáticos. Muitos autores sugerem que deva ser associado à medicação com a psicoterapia.

O medicamento utilizado no tratamento do transtorno bipolar é o lítio, uma substância capaz de diminuir os sintomas maníacos e depressivos do paciente. O lítio age exatamente nos ciclos de mania e depressão, prevenindo as recaídas. No entanto, com qualquer outro medicamento, o lítio também apresenta seus efeitos colaterais.

É importante que seja feito um acompanhamento laboratorial para verificar os níveis de lítio no sague do paciente. Quando o nível de lítio no sangue é muito baixo, os sintomas maníacos permanecem, mas quando os níveis são elevados pode ocorre à intoxicação.

Normalmente, muitos psiquiatras acompanham os níveis de lítio e a recuperação após o seu uso. Além, de introduzir a psicoterapia como um recurso eficaz para a estabilização da bipolaridade.

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