Psicodinâmica do Luto

Psicodinâmica do Luto
PSICOLOGIA
Quem nunca perdeu alguém querido e viveu uma intensa tristeza que parecia não passar? Todos nós estamos sujeitos a isto e passaremos viveremos um processo de luto.
Segundo Freud (1915, apud CORDIOLI, 1998. p. 295) ocorre no luto um processo em que o teste de realidade revela que o ser amando deixou de existir, exigindo que toda libido seja retirada das ligações com este e deslocada, depois de concluído o trabalho, para outro objeto. No entanto deve-se se ficar atento para o aspecto patológico do luto, pois a libido permanecendo orientada para o ego, produziria uma identificação deste com o objeto. Assim a perda objetal transforma-se e transforma-se em perda do próprio ego, e o conflito entre o ego e o objeto perdido, numa dissociação entre uma parte crítica e outra identificada com o objeto , dentro do próprio ego.
De acordo com a teoria freudiana, as características necessárias para o desenvolvimento do luto patológico seriam a predominância de um tipo narcisista de escolha de objeto e o grau de ambivalência na relação prévia com o objeto perdido . Isto caracterizaria então uma diferença qualitativa entre os fatores normais e patológicos do processo de luto (MABILDE, 1987 apud CORDIOLI, 1998. p. 295).
Segundo Melaine Klein (1940 apud CORDIOLI, 1998 p. 295), a criança passa durante seu desenvolvimento, por situações mentais comparáveis ao luto de uma pessoa adulta, sendo o objeto de perda o seio da mãe e de tudo o que ele representa na mente infantil. O sofrimento advindo de experiências dolorosas, qualquer que seja sua natureza durante a vida, tem coisas em comum com o luto, reativando a posição depressiva infantil. O luto patológico seria decorrente do fato do indivíduo não ter conseguido estabelecer bons objetos internos e não sentir segurança em seu mundo interno.
Com relação aos casos de luto normal, é comum a pessoa precisar de ajuda de médicos e terapeutas através de psicoterapia de apoio, permitindo ao enlutado através da ventilação da lembrança de situações com a pessoa falecida, realizar catarse de suas emoções, ouvindo-o com atenção e empatia.
Quando o luto é patológico várias serão as possibilidades de tratamento e psicoterapia, desde aquelas mais breves e específicas até os tratamentos mais longos, dependendo da psicodinâmica de cada paciente.
Referências Bibliográficas
CORDIOLI, Asristides V. Psicoterapias: Abordagens Atuais. Porto Alegre: Artmed, 1998.
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