Psicanálise: A Pulsão ou Impulso

Psicanálise: A Pulsão ou Impulso
PSICOLOGIA
Inicialmente, é preciso fazer um parêntese. Muitas vezes o que aqui se chama de pulsão ou impulso é também denominado instinto. A distinção a se fazer é a seguinte:

Instinto
É um esquema de comportamento característico de uma espécie animal, que varia muito pouco de um sujeito para o outro. É transmitido geneticamente e parece atender a uma finalidade.

Pulsão ou impulso
O que chamamos de impulso no homem, não pressupõe uma resposta estereotipada, mas apenas um estado de excitação central frente ao estímulo.

A atividade motora que se segue a esse estado de excitação é mediada por uma parte da mente bastante diferenciada que se conhece como “ego” na terminologia psicanalítica, e que permite que a resposta ao estado de excitação seja modificada pela experiência e reflexão, em vez de ser predeterminada, como é o caso dos instintos dos animais inferiores.

Podemos acrescentar, que no caso do homem também existem alguns desejos ou impulsos instintivos que são predeterminados por fatores genéticos.

No adulto, por exemplo, existe obviamente uma conexão íntima entre o impulso sexual e aquele padrão inato de respostas ao qual chamamos de orgasmo.

No entanto, o grau no qual este tipo de resposta aparece é muito menor no homem do que parece ser em outros animais.

E ainda, os fatores ambientais ou da experiência do sujeito tem muito mais chance de modificar esta resposta reflexa.

Aqui usaremos o termo pulsão. Uma pulsão é, portanto, um constituinte psíquico, que, quando em ação produz um estado de excitação psíquica ou, como dizemos tensão.

Esta tensão impele o sujeito para a atividade, é também geneticamente determinada de uma forma geral, mas pode ser influenciada, alterada, pela experiência individual, subjetiva.
Essa atividade deve levar a algo que chamamos de cessação da excitação ou da tensão, ou de gratificação.

Quando falamos da cessação da excitação ou da tensão nos referimos a uma terminologia mais objetiva, enquanto falamos de gratificação, reportamo-nos a uma terminologia mais subjetiva.

Assim, vemos que há uma sequência que é característica da ação do impulso. Podemos chamar essa sequência de:

- Tensão: Atividade motora e cessação da tensão.

- Necessidade: Atividade motora e gratificação.

Enquanto a primeira terminologia deixa de lado os elementos da experiência subjetiva, a segunda se refere explicitamente a ela.

Freud percebeu que a característica das pulsões, de impelir o sujeito à atividade, era análoga ao conceito de energia física, que certamente se define como a capacidade de produzir trabalho.

Por conseguinte, presumiu que há uma energia psíquica que constitui uma parte dos impulsos, ou de certa forma deriva deles.

Essa energia psíquica, não é de modo algum igual à energia física. É somente análoga em alguns aspectos.

O conceito de energia psíquica, assim como o conceito de energia física, é uma hipótese que tem por objetivo servir ao propósito de simplificar e facilitar nossa compreensão dos fatos da vida mental que podemos observar.

Continuando com a analogia, podemos falar do quantum de energia psíquica com o qual um objeto ou determinada pessoa estão investidos.

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