Processo de socialização, grupos sociais e papéis sociais

Processo de socialização, grupos sociais e papéis sociais
PSICOLOGIA
Para entendermos sobre temas emergentes em Psicologia Social é fundamental compreendermos o processo de socialização, grupos sociais e os papéis sociais desenvolvidos na sociedade.

As atitudes do ser humano são importantes, pois são elas que norteiam nosso comportamento. Há a influência dos motivos, interesse e necessidades com que nos apresentamos na situação. Este conjunto de aspectos psicológicos permite-nos entender, atribuir significado e responder ao outro (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

A partir da percepção do meio social e dos outros, o indivíduo vai organizando as informações, relacionando-as com afetos (positivos ou negativos) e desenvolvendo uma predisposição para agir (favorável ou desfavoravelmente) em relação às pessoas e aos objetos presentes no meio social (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Para a Psicologia Social, nós desenvolvemos atitudes, como crenças, valores e opiniões, em relação aos objetos do meio social.

A formação do conjunto de nossas crenças, valores e significações dão-se no processo de socialização, em que o indivíduo torna-se membro de um determinado conjunto social, aprendendo seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento, apropriando-se do conjunto de conhecimentos já sistematizados e acumulados por um determinado conjunto social (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Existem as organizações ou elementos que servem de intermediários entre o conjunto social mais amplo e o indivíduo. Essa intermediação é feita pelos grupos sociais.

Assim, quando se dá esse nosso encontro, poderíamos dizer que estão se encontrando representantes de diferentes grupos sociais: você representando sua família, seus grupos de amigos, seu grupo racial, seu grupo religioso entre outros. E por outro lado, nós representando nossos grupos de pertencimentos ou de referência, que são aqueles a que pertencemos ou em que nos referenciamos para saber como nos comportar, o que dizer como perceber o outro, do que gostar ou não gostar (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Os grupos sociais são pequenas organizações de indivíduos que, possuindo objetivos comuns, desenvolvem ações na direção desses objetivos. Para garantir essa organização, possuem normas; formas de pressionar seus elementos para que se conformem as normas; um funcionamento determinado, com tarefas e funções distribuídas entre seus elementos; formas de cooperação e de competição; seu líder e apresentam aspectos que atraem os indivíduos, impedindo que abandonem o grupo (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Em relação aos papéis sociais, na sociedade há um conjunto de posições sociais, como a médica, o professor, o aluno, o filho, a mãe, o pai, entre outros(as), todas as expectativas de comportamento estabelecidas pelo conjunto social para os ocupantes das diferentes posições sociais determinam o chamado papel prescrito. Assim, sabemos o que esperar de alguém que ocupa uma determinada posição (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Todos os comportamentos que manifestamos no nosso encontro são chamados, na Psicologia social, de papel desempenhado. Tais comportamentos, por sua vez, podem ou não estar de acordo com a prescrição social, isto é, as normas prescritas socialmente para o desempenho de um determinado papel (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Os papéis sociais permitem-nos compreender a situação social, pois são referências para a nossa percepção do outro, ao mesmo tempo que são referências para o nosso próprio comportamento. Se no encontro social nos apresentamos como ocupantes da posição de professores ou autores de um livro, sabemos como nos comportar, porque aprendemos no decorrer de nossa socialização o que está prescrito para os ocupantes dessas posições. Se formos convidados a proferir uma palestra na sua escola, não iremos vestidos como se estivéssemos indo para o clube (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

Os diferentes papéis sociais e a nossa enorme plasticidade como seres humanos permitem que nos adaptemos às diferentes situações sociais e que sejamos capazes de nos comportar diferentemente em cada uma delas. Aprender os nossos papéis sociais é, na realidade, aprender o conjunto de rituais que nossa sociedade criou (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 1999).

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