Educação Sexual - Um breve histórico

Educação Sexual - Um breve histórico
PSICOLOGIA
Pensar a Sexualidade e a Educação Sexual não é uma preocupação recente. Principalmente no que tange à sexualidade na escola. Vejamos algumas datas marcantes deste percurso.

Século XVIII – A história da “entrada” da sexualidade na escola não é clara. Mas, alguns estudiosos como Barroso e Bruschini (1982 apud SAYÃO, 1997) apontam o surgimento da educação sexual na França, no século XVIII. Seu objetivo era combater a masturbação. Uma forma de reprimir a manifestação da sexualidade infantil e proteger as crianças dos “perigos” da sexualidade.

Século XIX – A Educação Sexual estava voltada para o combate da masturbação, prevenção de doenças venéreas e diminuição de abortos clandestinos. (SAYÃO, 1997).

Século XX – A Educação Sexual estava pautada na reprodução humana. (SAYÃO, 1997).

Considera-se a França como o berço das discussões sobre a sexualidade humana. Porém, a primeira Educação Sexual sistematizada na escola ocorreu na Suécia. (SAYÃO, 1997).

1920: Promulgação da lei Francesa que proíbe o aborto e a propaganda anticoncepcional. (SAYÃO, 1997).

1973: Educação Sexual oficialmente inserida nas Escolas Francesas. (SAYÃO, 1997).

1956: Educação Sexual obrigatória nas escolas da Suíça. (SAYÃO, 1997).


No Brasil:

1920: Primeiras preocupações sobre a Educação Sexual nas Escolas no Brasil. Combater a masturbação, as doenças venéreas, preparar a mulher para bem exercer o papel de mãe e esposa. Foco na saúde pública e na reprodução saudável – Influência médico-higienista. (COSTA, 1986).

1928: o Congresso Nacional de Educadores aprova a proposta de programa de Educação Sexual nas escolas, apenas para criança acima de 11 anos. (SAYÃO, 1997).

Lacuna entre 1935 – 1950: considerado retrocesso nas iniciativas ligadas à educação sexual no Brasil. (SAYÃO, 1997).

Década de 50: predomínio da Igreja Católica no sistema educacional. Promoção da repressão sexual. (SAYÃO, 1997).

Década de 60: movimento político – repressão sexual (SAYÃO, 1997).

1968: Deputada Júlia Steimburck, do Rio de Janeiro, apresentou projeto de lei à Câmara dos Deputados propondo a implantação obrigatória da Educação Sexual nas escolas do país em todos os anos escolares. (SAYÃO, 1997).


Década de 80 –
“A década de 80 foi pródiga na veiculação de questões ligadas à Educação Sexual. A abertura política pela qual passou o Brasil trouxe significativas implicações no campo da sexualidade. Enquanto o povo fazia reivindicações políticas, escolhia seus representantes políticos e saía às ruas gritando “Diretas Já”, as revistas “eróticas” publicavam fotos de mulheres e homens nus, até pouco tempo proibido. Os cinemas exibiam nas grandes cidades os chamados sexshops. Surgiram, também, enciclopédias e fascículos vendidos em bancas de jornal, todos destinados a responder a questões sobre sexo.

Essa década trouxe novos comportamentos, onde preconceitos foram questionados, tabus foram “derrubados” e sólidas tradições conservadoras foram abaladas.” (SANTOS, 2001, p.17).

1995: Coordenação do Ministério da Educação (MEC) da elaboração dos PCNs (Parâmetros Nacionais de Ensino), para o Ensino Fundamental. (SAYÃO, 1997).

1997: O MEC propõe os PCNs para o Ensino Fundamental em todas as escolas do país. Incluindo o tema transversal da Orientação Sexual. (SAYÃO, 1997).

Hoje: Atualmente fala-se abertamente sobre a necessidade de Educação Sexual nas escolas. Sabe-se do despreparo dos(as) professores(as). Por isso, cursos sobre o tema vem sendo difundidos.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER