Tecnologias Utilizadas em Educação a Distância parte I

PEDAGOGIA
Em frente a tantas inovações, o cenário social, tecnológico, político e econômico têm sofrido grandes mudanças, promovendo o surgimento de novas atividades, ao mesmo tempo em que outras funções desaparecem ou são transformadas. O crescimento exponencial do volume de informação, a geração de novos produtos, o advento de novas teorias ou a nova aplicação de teorias já conhecidas, têm acarretado constantes reavaliações do processo de trabalho, e por consequência o processo de educação.

A tecnologia está mudando tão rápido, a competição global está forçando uma dramática redução nos tempos decorridos entre o surgimento de uma inovação, sua entrada no mercado, eliminando a oportunidade do sujeito compreender e acompanhar as novas tecnologias da informática e da comunicação. Atualmente, uma das soluções para a globalização dos mercados, são as associações. Portanto, os conceitos-chave desta nova era é a colaboração/cooperação entre os sujeitos e a comunicação virtual, eliminando distâncias, aproximando as pessoas e aumentando a produtividade por meio de métodos cooperativos de trabalho virtual.

Fato este marcado por fazermos parte da sociedade do conhecimento, da informação e da comunicação, o que pressupõe que vivemos em rede. Rede no sentido de estarmos constantemente interligados entre a informação e a comunicação e o processamento dessa gama de informações em conhecimento. Estamos em rede em tempo real e virtual.

Com isso, vislumbramos que a sociedade tem passado por transformações radicais. Essas transformações se dão em âmbito político, social e educacional. Parte dessas transformações ocorre devido ao desenvolvimento tecnológico que de forma qualitativa e quantitativamente melhoram a capacidade de comunicação entre instituições, organizações e indivíduos. Esse é o sentido da rede, a capacidade de comunicação.

A Educação a Distância faz uso dessa comunicação, e retrata os diversos períodos da evolução tecnológica ao longo da história, por meio das mídias como telefone, televisão e internet (comunicação digital), tecnologias essenciais de todo o processo evolutivo. As novas tecnologias não são apenas um meio para distribuir as informações e conhecimento, mas têm o papel de facilitar a interação em qualquer processo educativo, dando a visão de novas atitudes e novos enfoques metodológicos.

Devemos entender por tecnologia o conjunto de ferramentas – livros, giz e apagador, papel, caneta, lápis, televisor, telefone, videocassete, computador – e os usos destinamos a elas em cada época (TV NA ESCOLA, 2001, p.8).

Diferentemente, em cada época da nossa história percebemos que as tecnologias exerceram e exercem influência no comportamento do indivíduo e na sociedade, modificando concepções e paradigmas existentes.

Essa nova realidade redefine o perfil do sujeito deste fim de século. É preciso formar profissionais que aprendam de forma não convencional e que saibam trabalhar cooperativamente para gerar soluções inovadoras e competitivas.

O ensino convencional não tem dado condições aos sujeitos de se prepararem no tempo adequado a todas essas transformações. O conceito de Educação ainda está associado ao treinamento, baseado fisicamente em instituições, restrito a cronogramas predefinidos de cursos; essa estrutura implica deslocamento de aprendizes e de professores. Nesta estrutura é difícil manter-se constantemente atualizado em relação a novas informações que acarretam novas relações e, portanto, a geração contínua de conhecimentos.

E a Educação, conhecida pelo espaço escola, universidade? Como ela responde ou deve responder ao desafio de preparar o homem para este novo mundo onde a cooperação substitui a competição e o presencial o virtual, como modelo básico nas relações entre os sujeitos? Esta é uma das questões importantes para pensar em um novo modelo de formação e atualização profissional do indivíduo da nova era.

        Cabe à escola formar o novo sujeito que será capaz de participar ativa e criativamente deste processo, criticá-lo e refiná-lo. A Educação precisa se reorganizar para incluir em seu processo educativo uma pedagogia, metodologias, técnicas e recursos que permitam um novo paradigma que substitui a competição pela cooperação entre os sujeitos e a necessidade do físico pelo virtual.

 Sabemos que uma das alternativas para modificar este quadro é trabalhar com uma tecnologia de ponta aplicada à educação, que é a Educação a Distância, como uma possibilidade para construção de um novo modelo educacional. A Educação a Distância se constitui em necessidade pelas razões que sempre a justificaram e ainda porque o ritmo acelerado de mudanças sociais, políticas, econômicas, culturais, educacionais, entre outras, passa a exigir uma educação continuada de todos os sujeitos.

 Neste cenário de mudanças, alguns historiadores dizem que a humanidade passou por três revoluções industriais. A primeira ocorreu no século XVIII, com a substituição das ferramentas manuais por máquinas a vapor, o tear mecânico e o surgimento de ferrovias. A segunda revolução data do século XIX, com a combinação de avanços múltiplos, entre eles a geração da eletricidade, o motor de combustão interna, o telefone e o telégrafo sem fio. E a terceira revolução industrial – talvez a mais polêmica, contundente e até mesmo excludente – é a revolução da tecnologia da informação, possibilitada pelo desenvolvimento da eletrônica (PERRENOUD, 2004).

 Atualmente, na passagem da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento, a educação tem funções fundamentais como: garantir a atualização de informações e o desenvolvimento de novos talentos em todas as áreas, impedindo que as defasagens aumentem; ajudar a desenvolver novas habilidades para uma mesma profissão cujas atividades variam e se transformam rapidamente; e ajudar a desenvolver competências que permitam mudanças de uma profissão para outras emergentes, no curso da vida.

 Assim, a Educação a Distância assume novas concepções, não só podendo atender a sujeitos em interação social de modo cooperativo, mas também passando a servir à aprendizagem contextualizada, na vida. Tanto para as novas gerações como para os sujeitos em atividades que precisam constantemente reaprender o antes aprendido, ou aprender novas representações e novas formas de conhecimentos e de práticas.

 Plataforma de comunicação de EaD com valor agregado e o aluno no centro do processo educacional. A Educação a Distância introduz novas concepções de tempo e de espaço em educação e contribui para mudanças substanciais nas instituições de ensino. Esta pode ser desenvolvida para formar profissionais, desenvolvendo com eles novos talentos, mecanismos cognitivos, atitudes, valores e novas teorias, que dizem respeito à autonomia na aprendizagem e na construção de conhecimentos dos sujeitos. Mas para isso, é preciso utilizar as novas tecnologias da informática e da comunicação na Educação a Distância.

 Porém, é preciso ter cuidado quando falamos em tecnologia, para não restringirmos o termo ao computador e à internet. Analisando que toda a tecnologia empregada na educação deve ser utilizada com a visão de formação do pensamento crítico de professores e estudantes para a resolução de problemas, por isso é necessário avaliar e escolher a mídia adequada de acordo com o tipo de aluno e infraestrutura disponível.

 Na atualidade, a Educação a Distância mostra-se como um componente fundamental de mudanças com relação à educação, associando transformações não só no educar, mas também no aprender.

 A integração de meios de comunicação de massa tradicionais como a internet, associada à publicação de materiais didáticos provocou a expansão da educação a distância a partir de instituições de ensino e produção de cursos, os quais emitem as informações de maneira uniforme para todos os alunos (ALMEIDA, 2003).

 O aparecimento de cursos on-line no mundo globalizado vem possibilitando a oferta de conhecimento em todas as áreas. Surge então, a necessidade do refinamento tecnológico no decorrer do tempo para acompanhar as inúmeras transformações educacionais. É muito importante e necessário, ainda que existam profissionais com conhecimento de informática, princípios da Educação a Distância e principalmente uma visão atualizada e progressista da educação.

 O advento das tecnologias de informação e comunicação reavivou as práticas de Educação a Distância devido à flexibilidade do tempo, quebra de barreiras espaciais, emissão e recebimento instantâneo de materiais, o que permite realizar tanto as tradicionais formas mecanicistas de transmitir conteúdos [...] (ALMEIDA, 2003, p. 4).

 O texto impresso, telefone, correio terrestre e aéreo, gravador, retroprojetor, rádio, televisão, fax, videocassete, todas são tecnologias já testadas. Mas essas tecnologias não serviram para alterar a hierarquização do ensino. Suas possibilidades de uso expressam um paradigma empiricista de dependência do aprendiz a uma organização lógica, social, psicológica de ensino, que concebe a aprendizagem como uma mudança imposta de fora para dentro.

 Como vimos anteriormente, tecnologia é o conjunto de ferramentas e o uso que fazemos delas, portanto, o livro e até mesmo o giz são ferramentas da tecnologia. E na educação, que visão tem a tecnologia?

 Parece restringir-se ao uso do computador e da internet. Se considerada desta forma, então veremos que existe mesmo a exclusão e que negamos nossa história, pois é grande o número de escolas que não dispõem dessas ferramentas. E o que entendemos e consideramos tecnologia em Educação a Distância?

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