Relacionamento Interpessoal: Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Relacionamento Interpessoal: Desenvolvimento Pessoal e Profissional
RECURSOS-HUMANOS
Moscovici (2003), para relatar sobre relacionamento interpessoal, ressalta que desde sempre a convivência humana é difícil e desafiante, e que às vezes interferências ou reações, sejam voluntárias ou não constituem o processo de interação humana, logo o processo de interação é complexo e ocorre entre pessoas, sob a forma de comportamentos, fala verbal e não verbais, pensamentos, sentimentos e reações, ou seja, o fato de sentir a presença do outro já é interação.

Assim as relações interpessoais ocorrem em decorrência do processo de interação. Em local de trabalho há atividades predeterminadas a serem executadas, logo interações e sentimentos recomendados, como: comunicação, cooperação, respeito e amizade. A partir do desenvolvimento dessas atividades e interações, os sentimentos podem ser despertados de diversas maneiras. Sendo importante destacar que o ciclo atividades-interações-sentimentos, não se relaciona diretamente com a competência técnica de cada pessoa, ou seja, profissionais competentes individualmente podem render muito pouco em relação a atividades grupais da situação de trabalho (MOSCOVICI, 2003).

Se as diferenças são aceitas e tratadas em aberto, a comunicação flui fácil, as pessoas falam o que pensam e sentem e tem a possibilidade de dar feedback, se não esse tipo de comunicação, se torna falha, incompleta, há distorções e fofocas. O relacionamento interpessoal pode se tornar prazeroso, permitindo o trabalho cooperativo em equipe, com integrações de esforços, conjugando as energias, conhecimentos e experiências para um produto que é a relação de qualidade das pessoas (MOSCOVICI, 2003).

Logo se as competências técnicas podem ser adquiridas através de cursos, seminários, leituras e experiência ou prática, a competência interpessoal necessita de treinamento. E em que consiste esta competência?

Segundo Moscovici (2003):
Competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades de uma e ás exigências da situação... é a habilidade de lidar eficazmente de acordo com três critérios: percepção acurada da situação interpessoal de suas variáveis relevantes e respectiva inter-relação; habilidade de resolver realmente os problemas interpessoais, de tal modo que não haja regressões; solução alcançada de tal forma que as pessoas envolvidas continuem juntas tão eficientemente, pelo menos, como quando começaram a resolver seus problemas (p.36).

Alguns componentes da competência interpessoal são importantes, estes são: a percepção que está relacionada ao autoconhecimento, a habilidade propriamente dita e o relacionamento em si que compreende a dimensão emocional-afetiva. Portanto a competência interpessoal é resultado da percepção realística das situações e de habilidades especificas comportamentais que conduzem a consequências significativas no relacionamento para as pessoas envolvidas (MOSCOVICI, 2003).
EMPATIA – COMPREENDENDO A SI PRÓPRIO E AOS OUTROS

Cultivar a habilidade de compreender as pessoas é uma das tarefas mais difíceis que um homem jamais poderia se propor. Mesmo fazendo o maior esforço, somente é possível compreender em parte as necessidades sentidas pelo homem; e, menos ainda, os sentimentos da vida interior. Isto porque a habilidade de compreender abrange mais do que ser capaz de perceber, entender, identificar e interpretar as comunicações ou expressões captadas pelos sentidos.
Especificamente no contexto de relacionamento interpessoal, "compreender" é análogo a "empatizar", termo este que significa:
• a capacidade de identificação com a disposição ou estrutura psicológica de outra pessoa;
• procurar sentir como se estivesse na situação da outra pessoa;
• tentar entender as razões e o significado da comunicação verbal e não-verbal, mais do que a maneira como esta transparece;
• compartilhar mutuamente desejos e ideias, mesmo que não se concorde com o comportamento exibido
• ter a habilidade de perceber e acompanhar os sentimentos de outra pessoa, mesmo que sejam intensos, profundos, destrutivos ou anormais.

O real significado de empatia está em compreender os outros, apesar de não se concordar, muitas vezes, com o comportamento destes. Procurar ser compreensivo e sentir como a outra pessoa estaria sentindo não significa que se deva ser sempre permissivo e tolerante frente a certos comportamentos agressivos e destrutivos. Após analisar tais situações, o técnico deve julgar, muitas vezes, ser preciso estabelecer limites ou restrições para garantir a segurança do paciente ou das pessoas adjacentes.

Compreender implica simultaneamente ser capaz de estabelecer limites, quando necessário. O ato de impor limites poderá gerar ira momentânea no paciente, mas com o tempo o fato será percebido como uma atitude de ajuda.

Neste pensamento está intrínseco que o cultivo da habilidade de compreender não é obra do acaso. É a combinação ativa de qualidades e habilidades pessoais de ajustamento emocional, de amor ao próximo, de possuir senso equilibrado de auto-estima e autocrítica, e de avaliar inteligentemente as necessidades das outras pessoas.

Entretanto, assim como há fatores que influenciam a disposição para ser mais compreensivo, por outro lado há outros que dificultam igualmente. Um destes é o egocentrismo ou egoísmo pessoal do profissional, o excesso de preocupação consigo próprio, ou a dificuldade de discernimento do conceito de que é "certo " ou "errado" que pode bloquear as tentativas de empatizar-se com os outros.

A COMUNICABILIDADE

Trabalho em equipe = Relacionamento Pessoal

Para falarmos de trabalho em equipe primeiramente, temos que definir o que vem a ser a comunicação. Comunicação é
1. Ação, efeito ou meio de comunicar; 2. Aviso, informação; transmissão de uma ordem ou reclamação.
A comunicação é eficaz quando tanto o transmissor quanto o receptor interpretam a mensagem da mesma forma.
Para que serve a comunicação?

A comunicação serve para que as pessoas se relacionem entre elas, trocando ideias, sentimentos e experiências. Estas pessoas são chamadas de interlocutores, ou seja, são as pessoas que estão se comunicando de alguma forma, logo o maior segredo da vida pessoal e profissional é saber ouvir.

Atitudes para uma boa comunicação

A escuta precisa ser ativa, atenta aos detalhes e disposta a entender o que o outro está trazendo; Saber ouvir transcende o ato de escutar. É compreender a pessoa que se expressa, é entender a mensagem que ela transmite, é assimilar o que é dito por palavras, atitudes, gestos ou silêncio.

Vamos promover a cultura do diálogo? E o que vem a ser a cultura do diálogo?
É a disposição para se relacionar e compartilhar informações, conhecimento, opiniões, emoções e sentimentos em busca de melhores resultados naquilo que fazemos em nossas dimensões pessoal e profissional.

Qual o maior benefício de se promover uma cultura do diálogo?
Qualidade de vida no trabalho e nas demais áreas da vida.

Qual o segredo para uma comunicação bem-sucedida?
Antes de tudo, é necessário um estado de espírito favorável à interação humana. Daí em diante, a comunicação bem-sucedida será resultante da postura de saber ouvir e dar retorno ao interlocutor, ter interesse pela opinião dos outros, compartilhar informações e ideias e respeitar as diferenças, bem como promover feedback.

Linguagem Corporal

O que os olhos dizem, quando as sobrancelhas estão franzidas, na maioria das vezes preocupação e dificuldade para enfrentar desafios. Quando elas estão erguidas ligeiramente a sobrancelha, na maioria das vezes são simpatia e abertura.

Ainda existem as palavrinhas mágicas que ajudam a gente viver melhor no nosso ambiente de trabalho que são: Por favor; muito obrigado; Com licença, tudo bem?; Pode passar; Como vai meu amigo? Aquele abraço!;Bom dia, boa tarde, boa noite; Bom final de semana; Até amanhã!.
Viver assim utilizando e praticando é boa demais, palavra mágica são assim tem um poder maior que abracadabra. Logo para se tornarem pessoas de sucesso, tanto no seu trabalho como no seu dia – a – dia, cumprimente a todos. Muitas vezes pela pressão do dia-a-dia, alguns indivíduos acabam esquecendo das pessoas consideradas "sem importância", como o balconista, a faxineira, o fiscal, o motorista, o embalador, a recepcionista e etc. Porém, imagine o mundo sem o trabalho e a dedicação destas pessoas? Muitas vezes, um simples "bom dia" é o suficiente para tocarmos o coração das pessoas e cativá-las para sempre. Lembre-se: todos são importantes e assim devemos nos sentir!

Então nunca se esqueça de sempre em seu ambiente de trabalho as palavrinhas mágicas, fale sem medo. Assim comunicação é o instrumento de expressão de nosso interior; do que pensamos, do que queremos, do que acreditamos. Comunicar é colocar algo em comum, é tornar-se comum com alguém. Comunicação são maneiras de receber e transmitir informações.

Para que a comunicação ocorra, é preciso que haja:

EMISSOR - MENSAGEM – RECEPTOR

A boa comunicação depende da harmonia destes elementos.

DICAS PARA FACILITAR A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL:

1. Escolha de vocabulário: escolher palavras condizentes com o momento, evitar gírias ou palavras evasivas.
2. Facilidade de expressão: emitir as palavras de uma forma correta, demonstrando segurança naquilo que fala.
3. Compreensão: empatia, saber entender o que muitas vezes não é dito de forma explícita.
4. Cortesia: tato nas relações humanas, ou seja, não ser ofensivo, descortês. Há um ditado popular que afirma: "A primeira imagem é a que conta" e há grande verdade nisso. Se o primeiro contato for cordial, alegre, expansivo, este será a imagem que cada um fará do outro. Mas, mesmo isso sucedendo, se, no futuro, passarmos a adotar um comportamento hostil, grosseiro, mal educado, com certeza aquela imagem que havíamos construído será destruída.
5. Entusiasmo: irradiar entusiasmo natural, estimulante e contagiante.
6. Imparcialidade: evitar tomar partido, não debater com o paciente, mesmo que certos comentários não sejam simpáticos a quem quer que seja.
7. Paciência: jamais apressar o seu colega de trabaçlho ou cortá-lo no meio de um desabafo.
8. Humildade: não ser o "dono da verdade". Por mais que soubermos e estudarmos sobre um dado assunto, qualquer que seja, se vivermos 100 anos, ainda haverá uma enormidade de aspectos que desconhecemos.
9. Atualização e Desenvolvimento: buscar sempre se manter com um bom nível de conhecimentos de sua área e outros ramos que você possa aprender. Se valorize enquanto profiisonal.

REFERÊNCIAS


CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos Recursos Humanos nas Organizações. RJ: Capums,1999.

MOSCOVICI, F. Desenvolvimento Interpessoal: Treinamento em grupo, 13°ed. RJ: Jose Olympio,2003.

Juliana Pessoa
 Especialista em Saúde Mental;  Psicóloga;  Formação Específica em Gestão Institucional;
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