Promovendo a criatividade na educação especial

Promovendo a criatividade na educação especial
PEDAGOGIA
No Brasil a educação centra-se ainda, em sua maior parte, na mera transmissão e assimilação de conteúdos e com isso, ao invés de desenvolverem o potencial criador dos alunos colaboram com a extinção desse potencial.

Nos últimos anos muitos estudiosos têm desenvolvido pesquisas sobre a importância de um ensino que possibilite o desenvolvimento da criatividade.

Segundo Alencar (1990) o que as pesquisas têm mostrado, e muitos são os dados acumulados, sobretudo nestas duas últimas décadas, é que todo ser humano é criativo (alguns mais, outros menos, dependendo de inúmeras variáveis) e que os poderes da mente humana, ainda pouco explorada, são, sem sombra de dúvida, ilimitados.

Novaes (1999), fala sobre a necessidade de pensamentos e ideias criativas para o século XXI, pois com toda esta evolução tecnológica do novo milênio devemos estar preparados para lidar com os novos desafios. A criatividade é um fenômeno que se dá na articulação de três elementos: no domínio de um conjunto de regras simbólicas e procedimentos que irão influenciar a sociedade e renovar a cultura; nas ideias, inovações, descobertas e pressões ambientais; e nas próprias pessoas com seus hábitos, condicionamentos, atitudes ao utilizar sua energia criativa para a melhoria da qualidade de vida do mundo.

Conforme esta autora, o século XXI necessita de pessoas criativas para atuarem e colaborarem com o progresso da sociedade, sobretudo na educação, pois, com os novos recursos tecnológicos, os profissionais dessa área terão o desafio de renovar a metodologia de ensino para uma aprendizagem interativa própria desse período histórico.

Na escola, o professor pode ser inibidor ou facilitador do potencial criativo de seus alunos, dependendo de suas atitudes. O professor que se preocupa em transmitir conhecimentos para que os alunos assimilem passivamente, quietos e obedientes apenas inibirá o potencial criador de seus alunos. Para ela, o professor que considera o aluno como um ser histórico, ativo e que, além de transmitir conhecimentos, procura sempre estimular os alunos a dar respostas para diferentes problemas, facilita o desenvolvimento do potencial criador dos alunos.

Com relação aos alunos com altas habilidades / superdotação, não importa a área que se sobressai, sempre será importante que tenha sua criatividade bem desenvolvida o que facilitará o desempenho de seu potencial: seja ele intelectual, artístico, psicomotor, etc.

Guenther (2000), ressalta: ‘’um dos maiores desafios para a educação especial: como estimular o pensamento, cultivar a intuição, libertar e exercitar a imaginação criadora, prover tempo, espaço e meios apropriados para que o jovem talentoso promissor possa efetivamente pensar!’’, ou seja, o talento, aptidão ou habilidade sem a criatividade tende a parar, mas com a criatividade tende a expandir infinitamente.

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