Metodologia científica: Normas e metodologias para a produção de um TCC

PEDAGOGIA
Na hora de pensar em pesquisa e na redação de uma monografia, qual deverá ser o formato do texto? Vocês perceberão rapidamente duas coisas: primeiro que os resumos e as resenhas são ótimas formas de sistematizar os textos que lemos no processo de construção de uma monografia, sendo ferramentas prévias para a construção de boas monografias.


A segunda percepção que terão é que o formato ideal de uma monografia é muito próximo ao que realizamos em um paper, porém, mais expandido. Uma boa forma de treinar a escrita para uma monografia é escrevendo tanto textos no formato de paper, quanto textos no formato de ensaio.


Ou seja, existem formatos de textos interessantes para nos guiar dentro da construção de uma monografia, e existe também o formato mais interessante para uma monografia acabada.


Aliás, antes de qualquer coisa, o que é uma monografia?


A monografia é um texto que discorre sobre um determinado assunto, ou sobre assuntos relacionados, e que parte de uma ciência em particular, como por exemplo, uma monografia do campo da Educação, que vem discorrer sobre o racismo ou sobre assuntos relacionados: racismo na escola, racismo na legislação etc.

A monografia, normalmente, é escrita por apenas uma pessoa e é o principal tipo de texto científico num curso de graduação, ou em cursos de aperfeiçoamento e de especialização. Raramente a monografia é fruto de algum estudo que traga dados originais, ou fruto de uma pesquisa experimental, sendo na maioria das vezes um texto que recapitula estudos anteriores, de base tipicamente bibliográfica.


Em linhas gerais, uma monografia se inicia com um resumo (cerca de 15 linhas), seguido de uma introdução, que expande as informações contidas no resumo apresentando o tema de pesquisa, o objeto a ser analisado, os objetivos, as justificativas, as hipóteses (se existirem) e a forma de análise das informações; posteriormente, a monografia apresenta o desenvolvimento do estudo, dividido em rápidos capítulos, que consistem numa revisão de literatura e na problematização do objeto estudado; e por fim, existe o momento da conclusão, em que o autor remete-se à ideia principal da monografia, recapitula os tópicos abordados durante o desenvolvimento do estudo e finaliza com conclusões a serem tiradas, com uma avaliação, com reflexões gerais.


Desta maneira, podemos citar as diferentes metodologias para um trabalho de conclusão de curso:

• Pesquisa Bibliográfica
Realizar uma pesquisa bibliográfica faz parte do cotidiano de todos os estudantes e pesquisadores. É uma das tarefas que mais impulsionam nosso aprendizado e amadurecimento na área de estudo.


Atualmente, as bibliotecas digitais têm facilitado e simplificado muito essa tarefa, pois trazem recursos de busca e cruzamento de informações que facilita a vida de todos. A seguir, serão discutidas as melhores formas de utilização dos recursos amplamente disponíveis, para que o usuário encontre, com facilidade, o apoio bibliográfico necessário para a realização de sua pesquisa.


Antes de iniciar uma pesquisa bibliográfica, é preciso ter muito claro qual é o seu objetivo. Como somos da área de computação, podemos fazer uma analogia da pesquisa bibliográfica com a pesquisa em uma estrutura de dados, que é uma das primeiras formas de busca de informações que aprendemos a fazer. Assim, uma pesquisa bibliográfica pode ser feita em abrangência, ou em profundidade. Mas o mais importante é que se defina, desde o início, o que se pretende com ela.


As pesquisas são feitas segundo contextos específicos, ou seja: por assunto, autores, veículos, período de tempo, e por combinações entre eles. Por isso, embora a pesquisa seja feita usando ferramentas da Web, a busca por bibliografias em geral não usa ferramentas de busca genéricas, como Google ou Yahoo, mas ferramentas específicas para busca bibliográfica, como descrito a seguir.


Para fazer uma boa pesquisa, comece criando listas de palavras-chave, uma para cada contexto: assunto, autores, veículos, nomes de técnicas, algoritmos e ferramentas, etc.
Tendo uma lista de palavras-chave, uma pesquisa por abrangência é feita procurando por todas elas de uma vez, ou seja, executam-se diversas buscas, procurando por artigos que tenham essas palavras, antes de analisar detalhadamente o conteúdo dos artigos.


Quando estiver satisfeito, passe para o passo de análise, avaliando cada artigo obtido e fazendo novas listas de palavras para procurar. Quando acabar de analisar todos, se ainda precisar de mais material, repita o processo com as novas listas de palavras.


Fazer uma busca em profundidade significa primeiro escolher uma palavra-chave, daí buscar o que puder com ela, estudar os artigos obtidos, e atualizar sua lista de palavras, recomeçando então o processo com a nova lista. É uma boa estratégia sempre contar em quantos artigos cada palavra é mencionada: num artigo só, em poucos, ou em muitos.


Analisar um artigo é um processo pessoal de cada um, mas uma regra geral é a seguinte: primeiro avalie o título. Se ele estiver dentro do que você está procurando, ou se estiver incerto, leia o resumo.


Com isso, você já pode saber se o artigo tem algo que lhe interessa. Se não tiver, descarte-o.


Até esse ponto não é preciso o texto completo, pois título, autores e resumo são, em geral, disponibilizados pelas bibliotecas digitais. Se o artigo for interessante, ou você ainda estiver incerto disso, obtenha agora o texto completo, e dê uma folheada rápida, vendo as seções, figuras e tabelas que contém. E leia as conclusões. Dessa forma, você irá saber, de forma mais apurada, se o artigo lhe é interessante.


Daqueles que interessam leia a introdução, e se suas expectativas se confirmarem, salve o arquivo, faça anotações de porque você se interessou e estude o artigo. Quando estiver acostumado com o processo, analisar um artigo não deve tomar mais do que três ou quatro minutos, quinze minutos se você chegar a ler a introdução. Mas quando um artigo interessar invista nele o tempo que precisar.
• Pesquisa documental
O uso de documentos em pesquisa deve ser apreciado e valorizado. A riqueza de informações que deles podemos extrair e resgatar justifica o seu uso em várias áreas das Ciências Humanas e Sociais porque possibilita ampliar o entendimento de objetos cuja compreensão necessita de contextualização histórica e sociocultural.


Outra justificativa para o uso de documentos em pesquisa é que ele permite acrescentar a dimensão do tempo à compreensão do social. A análise documental favorece a observação do processo de maturação ou de evolução de indivíduos, grupos, conceitos, conhecimentos, comportamentos, mentalidades, práticas, entre outros. (CELLARD, 2008).


O que é a pesquisa documental? O que é um documento? Como se constitui uma análise documental? Estes são os questionamentos centrais que conduzirão as nossas reflexões. Utilizando os princípios da pesquisa bibliográfica e tendo como material de apoio investigativo livros e artigos que enfocam o campo da pesquisa documental, pretendemos:

1. Conceituar e caracterizar a pesquisa documental;
2. Discutir o conceito de documento; e
3. Demonstrar os procedimentos da análise documental. Reconhecendo as limitações em abordar a totalidade da metodologia de trabalho com os diversos tipos de documento, priorizamos a discussão da análise documental com o texto escrito ou impresso.
• Pesquisa de campo
A pesquisa de campo procede à observação de fatos e fenômenos exatamente como ocorrem no real, à coleta de dados referentes aos mesmos e, finalmente, à análise e interpretação desses dados, com base numa fundamentação teórica consistente, objetivando compreender e explicar o problema pesquisado.


Ciência e áreas de estudo, como a Antropologia, Sociologia, Psicologia Social, Psicologia da Educação, Pedagogia, Política, Serviço Social, usam frequentemente a pesquisa de campo para o estudo de indivíduos, grupos, comunidades, instituições, com o objetivo de compreender os mais diferentes aspectos de uma determinada realidade.


Como qualquer outro tipo de pesquisa, a de campo parte do levantamento bibliográfico. Exige também a determinação das técnicas de coleta de dados mais apropriadas à natureza do tema e, ainda, a definição das técnicas que serão empregadas para o registro e análise.


Dependendo das técnicas de coleta, análise e interpretação dos dados, a pesquisa de campo poderá ser classificada como de abordagem predominantemente quantitativa ou qualitativa. Numa pesquisa em que a abordagem é basicamente quantitativa, o pesquisador se limita à descrição factual deste ou daquele evento, ignorando a complexidade da realidade social (Franco, 1985:35).
• Pesquisa empírica
A pesquisa empírica se dá por tentativa e erro, e é realizada em qualquer ambiente. São investigações de pesquisa que têm como principal finalidade testar hipóteses que dizem respeito a relações de causa e efeito.


Envolvem: grupos de controle, seleção aleatória e manipulação de variáveis independentes. Empregam rigorosas técnicas de amostragem para aumentar a possibilidade de generalização das descobertas realizadas com a experiência. Tipos: a pesquisa empírica pode ser realizada no laboratório e no campo


• Pesquisa Laboratorial
Comumente, este tipo de pesquisa é confundido com pesquisa experimental, o que é um equívoco. Embora a maioria das pesquisas de laboratório seja experimental, muitas vezes as ciências humanas e sociais lançam mão de pesquisa de laboratório sem que se trate de estudos experimentais. Na verdade, o que caracteriza a pesquisa de laboratório é o fato de que ela ocorre em situações controladas, valendo-se de instrumental específico e preciso.


Tais pesquisas podem ser realizadas em diversos ambientes, como: recintos fechados; ao ar livre; em ambientes artificiais; ou em ambientes reais; porém, em todos os casos, é essencial que o ambiente seja adequado para a pesquisa e que esteja de acordo com os objetivos do estudo a ser realizado.


A Psicologia Social e a Sociologia, frequentemente, utilizam a pesquisa de laboratório, muito embora aspectos fundamentais do comportamento humano nem sempre possam ou, por questões de ética, nunca devam ser estudados e/ou reproduzidos no ambiente controlado do laboratório.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Seja um colunista

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

ARTIGOS RELACIONADOS

;