Apocalipse das "Bestas": o Mito da Girafa e da Galinha

Apocalipse das
PEDAGOGIA

Não há dúvidas: a Igreja de Jesus está tão insuficiente no conhecimento das Sagradas Escrituras ao ponto de enxergar demônios em galinhas e girafas. O leitor envolvido com as redes sociais sabe acerca do que estou escrevendo. Eis o resumo dos fatos: uma músicada "Galinha Pintadinha" (conhecida como "Fli, Flai, Flu") e a "Charada da Girafa" ganharam seus inúmeros compartilhamentos e curtições de cristãos acríticos no universo virtual. Esses últimos viram em ambas as situações a presença e/ou ação do diabo e suas legiões.



Sim, trataram a galinha e a girafa como bestas apocalípticas! Como blogueiro, logo quis escrever algo, porém, o quê? Naquele ponto as reações aos textos já eram inúmeras; eu seria apenas mais um "não ungido", mais um "que menospezaria as táticas das trevas", mais um "chato", portanto. Por isso, somente agora resolvi aprontar esse texto, um pequeno mito alicerçado nessa história "apocalíptica". Seria, mais ou menos, assim:


APOCALIPSE DAS "BESTAS": O MITO DA GIRAFA E DA GALINHA

A besta galinácea

1 Vi emergir do mar virtual uma besta que não tinha chifres, mas uma cabeça e, sobre o corpo penas, muitas penas.

2 A besta que vi era semelhante a galinha, com pés de galinha e bico de galinha. E a mulher (a mãe que viu o dragão onde não havia) notou-lhe o seu "fli", o seu "flai" e o seu "flu".

3 Então, vi uma imagem aparentemente infantil que golpeava com gripe da morte, e apesar de tudo, toda a terra se maravilhava, assistindo a besta;

4 e ouviram a mãe sobre o dragão, porque a sua autoridade estava na besta galinácea; adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela, que diz: "Voa mosca da gripe pelo ar e entre pelas narinas o túmulo esta a vista"? Ai daqueles que torcerem para o FLUminense naqueles dias!

5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir por um tempo, dois tempos e metade de um tempo; tempo suficiente para a mulher limpar a casa.

6 e abriu a boca em blasfêmias contra todos, para difamar com onomatopéias onze vezes, a saber, com "fli, flai, flu".

7 Se alguém tem ouvidos, ouça. O primeiro ai já passou; eis que vem o segundo ai.

A besta girafális

8 Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía um longo pescoço, parecendo girafa, mas falava como dragão.

9 Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a "web" e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja blasfêmia em onomatopéias era mortal.

10 Também opera grandes sinais, de maneira que até o perfil de seus alvos é mudado, diante dos homens acríticos.

11 Seduz os que habitam sobre a terra com sinais misteriosos, com enigmas da selva de trevas, sinais que lhe foram dados a executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que desvendem e sobrevivam à charada;

12 e lhe foi dado comunicar as três da manhã, quando se ouve um alto som que desperta os que descansam. Diante da imagem dos progenitores, a besta sugere manjares as suas vítimas, para que não só fossem enganados, como ainda trocassem a foto do perfil.

13 A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada sua própria imagem sobre o canto esquerdo da tela; pois foram enganados, não entendendo "qual a primeira coisa a se abrir”.

14 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento entenda o mito das bestas, pois é mito de homem. Ora, esse mito é sobre você e você, que não atinaram para a trolagem virtual. Essa é a segunda "brinc-AI-deira". Restam ainda outros "Ais"...

Angelo Vieira da Silva
Mestre em Ciências da Religião (Me.P) pela Faculdade Unida de Vitória (2011-2013). Bacharel em Teologia (Bel.) pela Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP (2008-2009) e Bacharel em Teologia (intracorpus) pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemos Eller/MG (2002-2005). Pesquisador nas áreas de Apocalíptica, Escatologia e Angelologia. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8163422369950583
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