A prática do "aprender fazendo"

A prática do
PEDAGOGIA
A ação e experimentação de Maria Montessori e a ação da “Educação pelo Trabalho” de Freinet estão de acordo com a metodologia que utiliza o jogo como mecânica para aprender.

Pode entender-se por ação muitas coisas: descobrir, pesquisar, avaliar, ousar, testar, aventurar, entre outras. Estas ações podem fazer parte das várias etapas de aprendizagem, desde a tomada de conhecimento do assunto à sua assimilação e a avaliação do que foi e como foi assimilado.

Estas ações podem levar a consequências como errar e acertar. Estas consequências influirão no curso do processo de aprender. As crianças poderão desenvolver, ou não, a autoestima, a coragem, o medo, o desânimo e a motivação.

John Dewey, conhecido pela teoria do aprender fazendo, defende a educação como um processo de reconstrução e reorganização das experiências adquiridas que irão influenciar as experiências futuras. Desta forma, tudo são experiências e possibilidades na educação pelo movimento do educando na ação.

Com efeito, sendo a educação o resultado de uma interação, através da experiência, do organismo com o meio ambiente, a direção da atividade educativa é intrínseca ao próprio processo da atividade. Não pode haver atividade educativa, sem direção, sem governo, sem controle. Do contrário, a atividade não será educativa, mas caprichosa ou automática (DEWEY, 1978, p.22).

O espaço é muito importante, para aprender, seja só, ou com várias crianças, de forma espontânea ou organizada. Na escola, no apartamento, na cidade, a criança cada vez mais é limitada nos seus movimentos; é difícil hoje em dia encontrar um lugar para experienciar o aprender.

Por isso, se faz necessário criar espaços mais numerosos para o aprender das crianças. O espaço reservado ao brinquedo, como, por exemplo, sala de jogos, canto das crianças, dentre outros, é tão necessário quanto o dormitório ou a sala de jantar. Estes espaços devem permitir às crianças ter o máximo de liberdade nos seus movimentos e possibilidades variadas de "fazer de tudo".

O espaço de vida da criança deve obedecer a dois critérios. Por um lado, uma organização funcional dos locais, impondo certa estrutura geométrica, favorecendo a passagem da criança do universo topológico ao universo euclidiano do adulto. Este aspecto não deve descuidar a criação de um espaço estético que influenciará favoravelmente a sensibilidade da criança. Por outro lado, é preciso que as crianças disponham de espaços pouco estruturados, arrumados de forma sumária, ocupados por espaços brutos, a fim de permitir alcançar uma organização de seu próprio espaço de aprendizado.        

Este tipo de espaço é necessário para o desenvolvimento do fazer, ou seja, do aprender fazendo. Os espaços livres das escolas, tais como áreas de jogo, pátio de recreação, etc. podem ser organizados levando-se em conta a imaginação das crianças. Sua disposição não deve perturbar o aprendizado nem a circulação fácil entre esses espaços e as salas de atividades.

Colunista Portal - Educação
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