Programa Saúde da Família (PSF)

Programa Saúde da Família (PSF)
ODONTOLOGIA

 Introdução ao Programa de Saúde da Família


A origem do PSF no Brasil remota a criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) em 1991, como parte do processo de reforma do setor de saúde.




Em 1994, o Ministério da Saúde lançou o PSF como Política Nacional de Atenção Básica, com caráter organizativo e substitutivo, fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em profissionais médicos especialistas.



O PSF foi normatizado pela Norma Operacional Básica do SUS, de 1996 (NOB/SUS/1996), que definiu suas formas de financiamento, incluindo-o no Piso da Atenção Básica – PAB.



O período de 1994 a 1996 foi caracterizado, principalmente, pela expansão e consolidação do programa sendo o maior incremento percebido após 1997.



Em 2000, a população atendida alcança o percentual de 20% da população brasileira. A população coberta pelo PSF era em torno de 1 milhão em 1994. Em 2002, ultrapassou os 50 milhões de pessoas.




O PSF


A compreensão de que o fator humano é de fundamental importância para o desenvolvimento das ações de consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), em todos os níveis de atenção, deve ser uma prerrogativa incorporada por todos, em especial, pelos Gestores de Saúde.


A criação do SUS na constituição brasileira de 1988 é provavelmente uma das mais importantes conquistas do setor saúde em prol da cidadania no país.


Com a abertura desse espaço, pela primeira vez na nossa história, a saúde foi considerada de relevância pública, sendo um direito do cidadão e dever do Estado, resgatando a universalidade, a equidade, a integralidade e o controle social das ações de saúde.


É importante referenciar que a origem das intervenções em saúde, tendo a unidade familiar como núcleo, iniciou-se entre 1973 e 1979, centrada na figura do médico de família, cuja criação surgiu com a necessidade da humanização da medicina, do combate à especialização precoce, da priorização da atenção e do reconhecimento da saúde como direito do cidadão e dever do estado, portanto, bem anterior ao programa da saúde da família, que foi criado em 1994, em praticamente todo território nacional.


O Programa de Saúde da Família é atualmente a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde e recomendada para todo o Brasil para fortalecer e descentralizar a Atenção Básica de Saúde.


Especificamente na área de Atenção Básica, com amplo elenco de intervenções e diversificadas opções de procedimentos, a atuação profissional, competente e comprometida, contribui significativamente para a melhoria das condições de saúde da população.


Seu principal propósito: reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases (Biopsicossocial) e substituir o modelo tradicional (Biomédico), levando a saúde para mais perto da família e, com isso, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

A estratégia do PSF prioriza as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua.


O atendimento é prestado nas UBS (Unidade Básica de Saúde) ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, odontólogos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da Família.


Portanto a organização do SUS a partir do Programa Saúde da Família tem uma série de vantagens:



• Possibilita que as famílias recebam orientações com base em sua própria realidade, já que os agentes de saúde conhecem os problemas do bairro, as famílias, suas moradias e podem identificar os principais problemas.

• Possibilita o diagnóstico precoce e com maiores chances de cura e casos graves porque o acompanhamento é periódico.

• Possibilita a identificação de situações de risco, com a atenção para situações que colocam em risco a saúde coletiva.

• Desafoga os hospitais e os grandes centros de saúde que costumavam ter enormes filas de pessoas que apresentavam problemas que poderiam ser resolvidos nas próprias Unidades Básicas de Saúde.

• Amplia o acesso a serviços de qualidade e resolutivos na atenção básica, com território adscrito, permitindo o planejamento e a programação descentralizada. Adscrever a clientela significa responsabilizar a equipe da Unidade de Saúde (US) pelos sujeitos que vivem na área geográfica definida para essa US, no processo de territorialização, permitindo o efetivo acesso e vínculo dessa população ao serviço, princípios da atenção à saúde.

• Avalia e acompanha sistematicamente os resultados obtidos.

• Valoriza o profissional de saúde por meio do estímulo e acompanhamento constante de sua formação e capacitação.

• Estimula a participação popular e o controle social.

"Método e dinamismo são a fórmula do sucesso em qualquer escala da hierarquia do Programa de Saúde da Família, porém, sem liderança, os dados obtidos serão os primeiros inimigos do sucesso da equipe".

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