Candidíase Oral

Candidíase Oral
ODONTOLOGIA
É uma Infecção por levedura das membranas da mucosa da boca e da língua.

Causas, incidência e fatores de risco:
A Candida albicans é o organismo que causa a candidíase oral e outras formas de infecção. É um organismo oportunista, o que significa que só invade quando as condições para seu crescimento são ideais.

Os sintomas clássicos da candidíase oral incluem o aparecimento de placas esbranquiçadas e aveludadas na membrana mucosa da boca e da língua. Se o material esbranquiçado for eliminado por meio de raspagem, a base pode ficar vermelha (eritematosa) com pontos de sangramento.

Nos indivíduos imunodeprimidos a infecção pode ser grande, cobrindo a maior parte da superfície da boca e da língua. Além disso, pode se alastrar para o esôfago, produzindo esofagite por cândida, resultando em dificuldade e dor para engolir. Finalmente, a infecção pode se alastrar por todo o corpo.

A incidência de candidíase oral em adultos cresceu dramaticamente com a disseminação da AIDS. Pessoas infectadas pelo HIV são de alto risco para a candidíase oral, que pode, frequentemente, ser um dos primeiros sinais de infecção por HIV. (Obs: nas mulheres, a vulvovaginite por Cândida persistente e recorrente pode ser um sinal de infecção por HIV). Cifras exatas quanto à incidência de candidíase oral em adultos não estão disponíveis, mas acredita-se que a incidência tenha dobrado na última década. A extensão da infecção candidiásica também é mais frequente, incluindo a candidíase disseminada (por todo o corpo). A taxa de mortalidade da candidíase disseminada pode atingir os 70%.

Complicações:
• Candidíase disseminada
• Esofagite por cândida
• Meningite por cândida
• Endocardite por cândida
• Endoftalmite por cândida
• Artrite por cândida

Expectativas (prognóstico):
A candidíase oral em adultos pode ser curada. No entanto, a perspectiva em longo prazo depende do estado imunológico do indivíduo e da causa da deficiência imunológica.


Tratamento da Candidíase Oral:

Existem duas facetas no tratamento da candidíase oral em adultos. A primeira é melhorar o estado imunológico do indivíduo. Por exemplo, em diabéticos, um bom controle do diabetes pode ser suficiente para eliminar a infecção sem outro tratamento. Em pessoas portadoras de AIDS, pode não ser possível melhorar as funções imunológicas. Neste caso, será necessário ministrar medicamentos antifúngicos mais fortes. A segunda faceta é o tratamento direto da infecção.

Agentes antifúngicos tópicos incluem:

• Nistatina
• Clortrimazol (ou outros agentes estreitamente relacionados)

Estes medicamentos são aplicados diretamente na lesão oral ou utilizados como colutórios. As infecções resistentes, ou cuja disseminação já tenha ocorrido, são tratadas com medicação intravenosa, como:
• Anfotericina B
• Cetoconazol (ou outros agentes estreitamente relacionados)

Nistatina
Suspensão ou tabletes, 500.000 a 1 milhão UI, 3 a 5 vezes ao dia, durante 14 dias, uso tópico. Em crianças, utiliza-se a suspensão oral na dose de 1 a 2ml, três vezes ao dia, durante 5 a 7 dias ou até a cura completa.

Cetoconazol

Como tratamento de 2ª escolha ou em pacientes imunocomprometidos, pode ser utilizado: cetoconazol, 200 a 400mg, via oral, uma vez ao dia, para adultos. Em crianças, recomenda-se 4 -7 mg/kg/dia, via oral, uma vez ao dia, com duração de tratamento entre 7 a 14 dias.

Outra opção é fluconazol, 50-100mg, via oral, uma vez ao dia, devendo ser evitado seu uso em crianças.

Esofagite em pacientes imunodeprimidos: cetoconazol, 200 a 400mg, via oral, uma vez ao dia, durante 10 a 14 dias. Como 2ª escolha, pode ser utilizado fluconazol, 50 a 100mg/dia, via oral, durante 14 dias, ou anfotericina B, em baixas doses (0,3mg/kg/dia), IV, durante 5 a 7 dias; para crianças, a dose de anfotericina B recomendada é de 0,5mg/kg/dia, IV, durante 7 dias.

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