Fibras solúveis e insolúveis

Fibras solúveis e insolúveis
NUTRICAO

Entre diversos profissionais há controvérsias em relação à definição real de fibras alimentares e tem-se verificado uma tendência para diferenciar os termos fibra alimentar e fibra funcional, principalmente entre os profissionais de nutrição.

Fibra alimentar

Definição: consiste de carboidratos nos remanescentes de células vegetais comestíveis, polissacarídeos, lignina e substâncias associadas resistentes à digestão pelas enzimas alimentares humanas. (ÁLVAREZ & SÁNCHEZ, 2006 – citado por Costa & Rosa, 2010).

Exemplos: celulose, hemicelulose, pectina, lignina, gomas, β-glucanas, o amido resistente encontrado naturalmente nos vegetais ou produzido durante o processamento convencional de cereais, oligossacarídeos encontrados em leguminosas como a rafinose e a estaquiose, os frutooligossacarídeos, como as frutanas e a inulina, encontrada na cebola e na chicória. (COSTA & MARTINO, 2008).

Fibra funcional

Definição: consiste de carboidratos não digeríveis, isolados, que exercem efeitos benéficos ao indivíduo.

Exemplos: frações isoladas ou extraídas usando-se processos químicos, enzimáticos ou aquosos de celulose, lignina, hemicelulose, pectina, ß-glucanos, gomas, oligossacarídeo ou psilium.

Também incluem o amido resistente manufaturado, polissacarídeos como polidextrose e produtos de origem animal, como quitina e quitosana, encontrados em artrópodes como caranguejo e lagosta. (COSTA & MARTINO, 2008).
       

Fibra alimentar total


Definição: é a soma de a fibra alimentar e funcional. (COSTA & MARTINO, 2008).

Classificação:

Química – são carboidratos complexos, com exceção da lignina, que é um polifenol.

Botânica – celulose, hemicelulose, substâncias pécticas, gomas, mucilagens, polissacarídeos de algas e ligninas.

Fisiológica – fibras solúveis e fibras insolúveis ou viscosas e não viscosas ou fermentáveis e não fermentáveis.


Como visto, podemos classificar as fibras alimentares totais de acordo com sua funcionalidade no nosso organismo, em fibras solúveis e insolúveis.


Fibra solúvel

São solúveis em água: formam géis com a água, aumentando a viscosidade do alimento e retardando o esvaziamento gástrico.

São fermentáveis: bactérias presentes naturalmente no intestino são capazes de fermentar as fibras solúveis, formando ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), gás, água e energia.

Benefícios à Saúde: regularizam o trânsito intestinal, tanto na constipação quanto na diarreia; são capazes de diminuir a absorção de colesterol, sais biliares e glicose. Observação: por serem fermentáveis, podem causar distensão abdominal e flatulências e podem, em excesso, reduzir a absorção de minerais, como o cálcio, zinco, magnésio e ferro.

Exemplos: pectinas, inulina, frutooligossacarídeos (FOS), hemiceluloses (como a β-glucana, presente na aveia e na cevada), gomas e mucilagens.

Fontes alimentares: frutas, vegetais, aveia, cevada, dentre outros.


Fibra insolúvel

• Insolúveis em água.

• Não são fermentáveis pelas bactérias intestinais.

Benefícios à saúde: aumentam o volume das fezes, agindo como agente laxativo, o tempo de trânsito intestinal e podem favorecer a eliminação de produtos carcinogênicos.

Exemplos: celulose e lignina.

Fontes alimentares: farelo de trigo, leguminosas e vegetais.

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