Carne vermelha

Carne vermelha
NUTRICAO
Carne

São produtos ricos em toxinas (cadaverina, putrescina, indol, escatol, fenol, etc) o que os caracteriza como alimentos cujos malefícios superam os benefícios.

Nos indivíduos de trânsito intestinal lento e mais gravemente naqueles que sofrem de prisão de ventre, ao permanecer nos intestinos, a carne entra em intensa putrefação e difusão das citadas toxinas, que reduzem a resistência a infecções e dão tolerância maior às bactérias patogênicas, levando a uma maior tendência a inflamações e infecções diversas, como colite, dermatoses, apendicite, amidalite, fluxos e corrimentos, dentre outras, além de ser comprovadamente um importante agente cancerígeno.

As carnes são formadas principalmente de proteínas, gorduras e água, em proporção que varia minimamente dependendo do animal. A carne magra apresenta em torno de 75% de água, 21 a 22% de proteína, 1 a 2% de gordura, 1% de minerais e menos de 1% de carboidratos. A quantidade de calorias (conteúdo energético) é relativamente pequena, com média de 105 kcal/100g de carne crua. (1)

 

Composição química (g/100g) e conteúdo energético (Kcal/100g) médio de alguns alimentos preparados (1)

                     Alimento           Água   Proteína    Gordura    Conteúdo energético

Carne bovina magra assada    58,4     30,4            9,2          213 Kcal

Ovo cozido                             74,6     12,1          11,2          158 Kcal

Feijão                                     71,0     23,5            5,0          108,7 Kcal

Pão de centeio                       38,5         6,4            1,0           239 Kcal

Leite de soja                           ?          3,4 g           2,3           52 Kcal

 

É importante salientar que, nos grupos de indivíduos basicamente vegetarianos, quase não existe câncer.

Independentemente de qualquer postura ou argumentação vegetariana, a carne animal industrial (exceto de caça e animais criados de forma natural) além das considerações supracitadas, é um alimento ainda menos saudável devido aos produtos químicos empregados em seu tratamento.

O Sulfito de sódio (que confere a cor avermelhada à carne congelada), o nitrato de potássio (usado para aumentar o prazo de conservação) e o dietietilbestrol (hormônio sintético ministrado aos animais para que ganhem peso) são produtos químicos comprovadamente ligados à ocorrência de diversos problemas de saúde e de consequências imprevisíveis a médio e longo prazo.

Podem causar alterações hipofisárias, alterações hormonais, perturbações menstruais, impotência sexual masculina, problemas de próstata e tumores cancerígenos.

A adrenalina, despejada na corrente sanguínea dos bois (andrenolutina), causa irritabilidade, insatisfação e agressividade sem causa aparente.

Além dos relevantes fatos apontados acima, é importante salientar que a carne é constituída principalmente de músculos de difícil digestão e podemos até afirmar que o organismo humano não é adaptado para seu consumo regular. Isso pode ser comprovado pelo tamanho de nossos dentes e pelo comprimento do tubo digestivo.

A gordura da carne de vaca é altamente saturada e pode aumentar os níveis de colesterol no sangue e o risco de doenças cardiovasculares. (*)

Uma dieta rica em carne pode elevar o risco de câncer de cólon e outros tipos de câncer. (*)

A carne de vaca malpassada pode ser uma fonte de infecções por E.Coli e toxoplasmose. (*)

Não há dúvidas sobre o fato da carne de vaca ser um alimento altamente nutritivo. Ela é uma fonte importante de proteína de alta qualidade. Uma porção de 115g fornece 100% de RDA (ingestão Dietética Recomendada) de vitamina B12, um nutriente essencial encontrado apenas em produtos de origem animal. A carne de vaca é também uma excelente fonte de Vitamina B6, niacina e riboflavina, assim como de minerais essenciais como ferro e o zinco. (*)

Quanto ao tão propagado potencial nutritivo da carne, vale salientar que todas as análises do produto são feitas com carne crua, não se levando em conta que o processo de cozimento retira cerca de 30% de seus nutrientes essenciais. E ela, ao contrário da maioria dos alimentos naturais, não pode ser comida no seu estado natural, pois pode provocar inúmeras doenças, como brucelose, teníase, etc.
Resumindo – no homem, os malefícios que a carne provoca:

- putrefação no intestino;

- perda de cálcio;

- depósitos de gordura e detritos de nitrogênio nas articulações e artérias;

- elevação do pulso e da pressão arterial, que estimulam artificialmente o organismo de forma passageira e esgotam progressivamente suas reservas energéticas nos processos digestivos.

- Aumento considerável dos riscos de câncer – hoje em dia, a carne contém hormônios sintéticos, antibióticos, corantes, conservantes, além de praguicidas absorvidos pelo gado. O consumo regular de carne é um fator cancerígeno tão importante quanto o cigarro.

- O excesso de carne pode provocar anemia perniciosa, que só existe em animais carnívoros e pessoas que se alimentam basicamente de carne. A razão disso é a falta do ácido fólico, que é necessário para absorção da vitamina B12.

Câncer de mama


A epidemiologista Janet Cade, da universidade britânica de Leeds, mostrou em outro estudo que o consumo de carne vermelha pode aumentar significativamente o risco de câncer de mama em mulheres que já passaram da menopausa.

Câncer de pâncreas

Segundo estudo publicado no British Journal of Cancer, em janeiro de 2012, o consumo de grande quantidade de carne processada pode aumentar o risco de câncer de pâncreas. A pesquisa foi desenvolvida pela Fundação Sueca do Câncer e pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e concluiu que ingerir todos os dias uma quantidade do alimento equivalente a apenas uma salsicha ou duas fatias de bacon já é suficiente para aumentar as chances das doenças.

Câncer de intestino e/ou reto

Um estudo realizado na Universidade da Carolina do Norte sugere que o consumo elevado de carne (mais de 600 gramas por dia), principalmente carne vermelha, aumenta risco de câncer de cólon, mas salienta que mais estudos a respeito são necessários para aumentar a certeza acerca do resultado. O jornal I-M Health Newsletter, citando pesquisas feitas nos EUA também alerta para a relação entre câncer de cólon e o consumo excessivo de carne vermelha (mais de 85 gramas por dia).

Diabetes

Em artigo publicado na Scientific American provou-se em um grande estudo que a ingestão de carne vermelha ou processada aumenta incrivelmente a chance de adquirir diabetes do tipo 2.

Outros

Outro estudo, da South Bank University London 23 , sugere exatamente o contrário: não há evidência suficiente para afirmar que o consumo de carne leva ao câncer de cólon. Há, sim, evidência de um maior consumo de frutas e verduras diminui o risco de câncer de cólon, e que muitos estudos sobre o câncer de cólon são feitos nos EUA, país com baixo consumo de frutas e verduras - daí os resultados apontando a carne como vilã.

A Oxford University publicou estudos em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde) comprovando que carnes preservadas (diversas) e carne vermelha aumentam significativamente o risco de câncer coloretal.

Sem frutas, cereais e oleaginosos, ricos em ácido fólico, nada feito!

Acreditar na necessidade da carne é um mito sem fundamento!

Fontes:

- O Corpo – Modelo Homo Sapiens/ Manual do Proprietário. Henrique Lima (*) Alimentos Saudáveis/Alimentos Perigosos

- Reader’s Digest

- Wikipédia, enciclopédia

Berenice de Fatima Tavares
Esteticista e Massoterapeuta Clínico. Curso de Massoterapia com a Profa. Maria José Ranuzzia Curso Aprimoramento para Esteticistas pela Faculdade Ciência e Saúde de SP, Atualmente Curso de Estética e Imagem Pessoal pela Unopar - Universidade Norte do Paraná, com sede em Belo Horizonte-MG Minha página no Facebook: www.facebook.com/beretavares2014.
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