Antocianinas dos alimentos

Antocianinas dos alimentos
NUTRICAO
As antocianinas pertencem ao grupo dos flavonoides. Sua molécula é formada por uma aglicona denominada antocianidina, que pode estar ligada covalentemente a um grupo de açúcar ou a uma cadeia de açúcares, apresentando frequentemente substituições acilas, sendo mais comuns os derivados dos ácidos hidroxicinâmicos: ácido p-cumarínico, ácido cafeico e ácido ferúlico.

Entre os açúcares encontrados com maior frequência ligados covalentemente às antocianidinas estão a glicose, galactose, raminose, arabinose e xilose. (LEITE, 2008; ZUANAZZI, 2002).

Quimicamente, as antocianinas são glicosídeos poli-hidroxilados e polimetoxilados derivados do cátion 2-fenilbenzopirílio ou cátion flavílio.

As antocianinas são pigmentos hidrossolúveis, responsáveis pela cor vermelha de flores, frutos e plantas. Sua cor vermelha pode variar desde a tonalidade alaranjada, passando pelo azul até o roxo. (GUEDES, 2004).

Entre as antocianidinas de grande ocorrência na natureza pode-se citar a pelargoidina, cianidina, delfinidina, peonidina, petunidina e malvidina, cujas cores variam de acordo com os grupos substituintes da molécula, como resumido na Tabela 4 (Guedes, 2004).

As principais fontes de antocianina na dieta humana são encontradas em frutas como o açaí, ameixa, amora, cereja, figo, framboesa, uva, maçã, morango e acerola e nos vegetais, como o repolho-roxo, batata-roxa, berinjela, etc. (GUEDES, 2004).

Estima-se que a ingestão de antocianinas nos Estados Unidos, principalmente na forma de cianidina e malvidina, esteja entre 12 a 215 mg/dia por indivíduo (WU et al., 2006), a qual é maior que outros flavonoides, incluindo quercetina, kaempferol, miricetina, apigenina e luteolina. (HERTOG et al., 1993).

Além de suas funções como corantes naturais, as antocianinas têm apresentado um grande potencial farmacológico, que incluem propriedades antioxidantes (GRACIA-ALONSO et al., 2008), anti-inflamatórias (XIA et al., 2009), inibição da oxidação do LDL (CHANG et al., 2006), diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares (TOUFEKTSIAN et al., 2008) e de câncer. (CHEN et al., 2006).

Esses efeitos dependem da estrutura química da molécula, tais como grau de glicosilação e números de grupos hidroxilas. (KONG et al., 2003).

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