Presença de Parasitas Intestinais em Escovas Dentais de Crianças

MEDICINA
INFECÇÃO POR ENTEROPARASITAS

2.1 Transmissão

Gonçalves; Araújo; Ferreira (2003) ressaltam que a contaminação humana por enteroparasitos é uma ocorrência de milhares de anos. A biodiversidade de enteroparasitoses em escolares é um indicador da falta de informação da população sobre os hábitos e condições propícias para a transmissão destes parasitas (ALMEIDA.,  et al. p60-65. 1991).

Segundo Toscani et al (2007) a infecção parasitária é mais comum em crianças, por meio da via oro-fecal.

Alguns parasitas como: Entamoeba histolytica, Giardia intestinalis, Hymenolepis nana, Taenia solium, Ascaris lumbricóides, Tchichuris trichiura e Enterobius vermicularis, podem ser carreados através de objetos utilizados na rotina da população, como é o caso da escova dentária, que é um instrumento mundialmente utilizado e de fundamental importância na manutenção da saúde bucal, mas após o uso elas podem ficar contaminadas por várias espécies de microorganismos patogênicos aos seres humanos. (SILVEIRA., p. 65-68. 2005)

FREITAS et al. (2005) destacam que o local de armazenamento das escovas exerce grande influência do tipo e quantidade de microorganismos colonizadores.

Pelo fato de muitos profissionais não terem recebido informações a esse respeito, acabam por não discutirem esse assunto com a população, apesar de terem papel fundamental na orientação dos mesmos em relação a esta problemática.

Neste sentido, partindo do pressuposto que escovas dentárias podem transmitir enteroparasitoses para os seres humanos através de infecção cruzada a pesquisa avaliou a escova como possível reservatório para enteroparasitas causadores de doenças. (OLIVETTO.,p 02-03. 2010).

Diante dos trabalhos de Paschoal e Rotta (1992), Lara et al. (2001) e Sato, Ito e Lara (2004), pode-se afirmar que microorganismos presentes na cavidade bucal podem ficar retidos nas escovas, fazendo com que estas possam atuar como meio de proliferação e transmissão dos mesmos.

2.2 Sintomatologias das parasitoses intestinais

As helmintíases e as protozooses são doenças de manifestação espectral, variando desde casos assintomáticos a graves. Na maioria dos casos, os sintomas são inespecíficos,  como anorexia, irritabilidade, distúrbios do sono, náuseas, vômitos ocasionais, dor abdominal e diarréia. Os quadros graves ocorrem em doentes com maior carga parasitária, imunodeprimidos e desnutridos.

O aparecimento ou agravamento da desnutrição ocorre através de vários mecanismos, tais como lesão de mucosa (Giardia intestinalis, Necator americanus, Strongyloides stercoralis, coccídios), alteração do metabolismo de sais biliares (Giardia intestinalis), competição alimentar (Ascaris lumbricoides), exsudação intestinal (Giardia intestinalis, Strongyloides stercoralis, Necator americanus, Trichuris trichiura), favorecimento de proliferação bacteriana (Entamoeba histolytica) e hemorragias (Necator americanus, Trichuris trichiura) (REY., p 85-95. 1992).

2.3 Principais parasitoses

2.3.1 Ascaridíase


 As infecções de baixa intensidade (três a quatro vermes) por Ascaris lumbricóides são frequentemente assintomáticas. Já nas infecções de média intensidade (30 a 40 vermes) ou nas infecções maciças (100 ou mais vermes) os vermes adultos podem causar ação espoliadora, tóxica ou mecânica. Pode haver um grande consumo de proteínas, vitaminas, lipídios e carboidratos, resultando em desnutrição, principalmente em crianças.

 A reação alérgica aos antígenos parasitários pode causar edema ou urticária. Nas infecções maciças, ocorrem lesões hepáticas com pequenos focos hemorrágicos e de necrose, evoluindo para fibrose. (NEVES., p 127-138. 2000).

Ocorrem também lesões pulmonares causadas pela forma larvar, a qual passa para os alvéolos, resultando em pontos de hemorragia. Dependendo da quantidade de larvas presentes, pode ser determinado quadro pneumônico com febre, tosse, dispnéia e eosinofilia.(REY., p 85-95. 1992).

Na Síndrome de Loeffler, quadro pulmonar mais grave, há edema dos alvéolos com infiltrado parenquimatoso eosinofílico, manifestações alérgicas e quadro clínico-radiológico semelhante ao da pneumonia. A complicação mais comum é o quadro de obstrução intestinal devido ao enovelamento de parasitos na luz do intestino. Pode levar a óbito, principalmente em crianças desnutridas com indicação de tratamento cirúrgico.(MORAES., p 608.  2008).

As principais manifestações em obstrução ou semiobstrução intestinal são diarréia seguida de constipação, dor abdominal, vômitos, histórico de eliminação do parasito nas fezes ou pelo vômito.(NEVES., p 127-138. 2000).

 2.3.2 Ancilostomíase

 A ancilostomíase é vulgarmente conhecida como doença do amarelão devido à presença de pronunciada anemia. A sintomatologia depende da intensidade da infecção. (MORAES., p 608.  2008)

Os ovos de ancilostomídeos são eliminados pelas fezes do homem e, ao encontrarem um ambiente propício, com boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada, passam à forma larvária. Essas larvas, na forma filarióide, penetram na pele, conjuntiva, mucosas ou por via bucal. Após penetrarem na pele, alcançam a circulação sanguínea e a linfática, alojando-se no coração e nos pulmões. O quadro cutâneo se manifesta por uma dermatite pruriginosa no local da penetração das larvas. As manifestações pulmonares são inespecíficas, podendo haver tosse de longa ou curta duração, expectoração e febrícula. O acometimento intestinal é acompanhado de dor epigástrica, náuseas, vômitos e diarréia, às vezes sanguinolenta ou constipação. A anemia é o principal sinal de ancilostomose.(NEVES., p 127-138, 2000).

O Necator americanus pode exercer intenso hematofagismo, podendo sugar de dois a três mililitros de sangue por dia. Assim, a anemia por deficiência de ferro e a hipoproteinemia caracterizam a fase crônica da doença. Ezema et al., (2002) observaram uma associação entre anemia e a diminuição da capacidade cognitiva infantil, resultando em déficit de aprendizado e índices de repetência e evasão escolar significativos.2.3.3 Giardíase

A giardíase é considerada pela OMS como uma zoonose, sendo a infecção condicionada pela ingestão de cistos. Estes podem permanecer viáveis em ambientes úmidos, por um período de três meses, e resistem à cloração habitual da água.

A transmissão ocorre através da água, do consumo de vegetais, legumes e frutas contaminadas pelos cistos, de manipuladores de alimentos, do contato direto inter--humano (fecal-bucal), principalmente em asilos, creches, clínicas psiquiátricas. (TOSCANI et al., p 85-88.  2007)

 Considera-se, ainda, a transmissão por meio de artrópodes, como as moscas e baratas, através de seus dejetos. O espectro da giardíase é extenso, desde infecções assintomáticas até infecções com diarréia crônica acompanhada de esteatorréia, perda de peso e má absorção intestinal, que podem ocorrer em 30 a 50% dos pacientes infectados (NEVES, et al., p 127-138. 2005).

A forma aguda se caracteriza por diarréia do tipo aquosa, explosiva, acompanhada de distensão e dor abdominal. A giardíase pode levar à má absorção de açúcares, gorduras e vitaminas A, D, E, K, B, ácido fólico, ferro, zinco. Pode surgir, principalmente em crianças, intolerância à lactose devido à perda da atividade enzimática na mucosa do intestino delgado.(REY., p 85-95.  1992).

 2.3.4 Amebíase

 A transmissão da amebíase ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados. Apesar da expressiva taxa de mortalidade, muitos casos são assintomáticos, sugerindo a existência de outra espécie de ameba não patogênica. Existem duas espécies distintas, mas morfologicamente idênticas: Entamoeba histolytica e Entamoeba dispar.

Em 1997, a OMS reconheceu a proposta de classificar a Entamoeba dispar como espécie responsável pela maioria das infecções assintomáticas.

A amebíase intestinal caracteriza-se pela presença de úlceras no cólon, sigmóide e reto. O abscesso amebiano é a forma mais comum de amebíase extraintestinal. (MORAES, et al,. p 60-65. 2008). Decorre da migração dos trofozoítos através da veia mesentérica superior até ao fígado, onde causa inflamação, degeneração e necrose.

 Nos países onde a amebíase invasiva tem alta prevalência, o abscesso hepático é mais frequente, constituindo uma grave complicação. (NEVES, et al., p 127-138. 2000)

2.3.5 Estrongiloidíase

 A estrongiloidíase é uma parasitose causada pelo Strongyloides stercoralis, endêmica em países tropicais ou com saneamento básico precário (NEVES,ET AL., p 127-138. 2000) Existem três formas de infecção: hetero ou primoinfecção (quando as larvas presentes no solo penetram na pele), a autoinfecção interna (penetração das larvas na mucosa intestinal de indivíduos infectados, cronificando a doença por vários meses ou anos) e a autoinfecção externa (as larvas penetram na pele da região perianal).

As manifestações clínicas podem estar ausentes ou podem ocorrer formas graves. A dermatite larvária pode ocorrer nos pés, nas mãos, nas nádegas ou na região ano-genital (MORAES, et al., p 60-65.  2008).

Podem estar presentes dor abdominal ou epigástrica, anorexia, náuseas, vômitos, perda de peso, diarréia secretora ou esteatorreia e  desnutrição proteico-calórica. Em muitos pacientes, pode haver rash urticariforme. A estrongiloidíase disseminada ocorre em pacientes imunodeprimidos (indivíduos transplantados, desnutridos, idosos, pacientes em uso prolongado de corticoterapia, leucemias, linfomas e AIDS), caracterizando-se como um quadro grave e com alta mortalidade. (PESSOA,S. B; AMILCAR. V. M,p 130-133.  1974).

 2.3.6 Teníase
 
A teníase é causada pelos cestódeos Taenia solium e Taenia saginata. A Taenia solium é adquirida pelo consumo de carne de porco mal cozida, contaminada pelo cisticerco e a Taenia saginata, pelo consumo de carne de boi contaminada. A teníase é uma doença causada pelo verme adulto. Pode ainda haver contaminação, no caso da Taenia solium, pela ingestão de ovos de tênia adulta eliminados pelas fezes do doente.

Os embriões migram principalmente para o sistema nervoso central (causando a neurocisticercose), para o globo ocular (levando à cegueira) ou para o tecido muscular (levando a cãibras). A evolução pode ser assintomática ou o doente pode apresentar sintomas inespecíficos como fadiga, irritabilidade, cefaléia, anorexia, náuseas, dor abdominal, perda de peso, diarréia ou constipação e, em alguns casos, obstrução intestinal (MELO et al., 22:140-9 2004).

 

A neurocisticercose é a forma mais grave, com quadros de convulsões, hipertensão intracraniana, cefaléia, meningite cisticercótica e distúrbios psíquicos. É a principal causa de epilepsia em habitantes de áreas endêmicas. (PESSOA,S. B; AMILCAR. V. M, 1974).

 2.3.7 Esquistossomose

 Cercárias penetram na pele, geralmente através de pés e pernas em contato com águas contaminadas, adquirindo o Schistosoma mansoni. Os focos peridomiciliares são valas de irrigação de hortas, açudes (reservatórios de água e local de lazer) e pequenos córregos (MELO et al., 2004)

Ocorre, inicialmente, a dermatite cercariana no local de entrada do parasito. Evolui para formas graves da doença, particularmente a forma hepatoesplênica, podendo levar à morte.

 A forma adulta se aloja no fígado, no sistema porta, causando hepatoesplenomegalia e ascite, hipertensão portal, varizes esofágicas, hemorragia digestiva. O doente pode apresentar diarréia mucossanguinolenta, dor abdominal e tenesmo. As formas medulares agudas são particularmente graves, pois podem levar à paraplegia, devido à reação granulomatosa intensa neste local, lesando o tecido nervoso. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível para se evitar progressão das lesões. (REY, L. 1992)2.4 Epidemiologia

 Três fatores, a clássica tríade epidemiológica das doenças parasitárias, são indispensáveis para que ocorra a infecção por enteroparasitas:

·  As condições do hospedeiro;

· O parasita;

· O meio ambiente.

Em relação ao hospedeiro, os fatores predisponentes incluem a idade, o estado nutricional, fatores genéticos, culturais, comportamentais e profissionais. Para o parasita, fatores importantes são a resistência ao sistema imune do hospedeiro e os mecanismos de escape vinculados as transformações bioquímicas e imunológicas verificadas ao longo do ciclo de cada parasito (PESSOA,S. B; AMILCAR. V. M, 1974)..

Na infância as parasitoses são muito freqüentes e consideradas um problema de saúde pública, principalmente em áreas rurais das cidades dos países chamados subdesenvolvidos. As parasitoses são as doenças mais prevalentes no mundo, atingindo cerca de  25% da população mundial, ou seja, uma em cada quatro pessoas (OMS, 2010). O Brasil possui uma grande diversidade geográfica, climática, econômica e social, diversidade essa que pode ser refletida na grande variedade de enteropatógenos (SCHNACK et al., 2003)

São várias protozooses e helmintíases de importância no Brasil, como: Amebíase, Balantidíase, Trichomoníase, Esquistossomose, Hemenolepíase, Teníase, Ancilostomíase, Ascaridíase, Enterobíase, Estrongiloidíase (EVANGELISTA, 1992; ROCHA et al 2000; GIRALDO et al 2001).

BOTERO 1979, fez uma revisão e  concluiu que a situação das parasitoses intestinais não se modificou nos últimos 50 anos e salienta que a distribuição geográfica se entende concomitantemente com o subdesenvolvimento.

No Brasil as parasitoses intestinais ainda se encontram bastante disseminadas e com alta prevalência. Em um estudo multicêntrico realizado em escolares de 5 a 14 anos cobrindo 10 estados brasileiros 53% foram diagnosticados com algum tipo de parasitose. Em Minas Gerais dos 5.360 indivíduos examinados, 44,2% estavam infectados, sendo os parasitas mais freqüentes: (GIRALDI, N, 2000).

Na área de saúde, os indicadores representam instrumentos de monitoração de condições de vida e concorrem para construção de políticas públicas, quem possam direcionar recursos e ações para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. (GIRALDI, N, 2000).

De acordo com a Divisão de Controle de Doenças Tropicais da OMS 1987, o Brasil apresenta, em média, taxas de prevalências semelhantes as de todo o continente africano.

A OMS 2009, destaca que o controle das parasitoses intestinais não atinge êxito em países subdesenvolvidos pelo alto custo financeiro e pela falta de participação e de informação da comunidade nos programas de controle. Para que minimize o número de indivíduos infectados é necessária a aplicação de medidas de controle, capazes de neutralizar os mecanismos de transmissão.

2.5 Tratamento

Quanto ao tratamento, a escolha da droga deve levar em consideração sua eficácia, tolerabilidade, o custo e sua disponibilidade no mercado. Em vista da dificuldade de diagnóstico específico das parasitoses, muitas vezes, são realizados tratamentos empíricos com mais de uma droga. (REY, L., 1992)

Tem-se observado pouco avanço no desenvolvimento de novos antiparasitários nos últimos 25 anos. Até então não se dispunha de droga para o tratamento concomitante de helmintoses e protozooses.

Para giardíase os compostos imidazólicos são prioridade (Metronidazol - 15 mg/kg/dia, três vezes ao dia, durante sete a dez dias ou Tininazol - 50 mg/kg, dose única), para controle da cura deve-se realizar três exames de fezes (7, 14 e 21 dias após o término do tratamento). Geralmente, o controle da giardíase atinge elevado grau de sucesso, porém pacientes com insuficiência de IgA secretora não respondem bem ao tratamento (CHIEFFI, GRSCHEK e AMATO NETO, 2000).

No caso da amebíase (Entamoeba histolytica) o tratamento irá depender da forma clínica presente, recomendando-se para forma intestinal assintomática o uso das dicloroacetamidas (Etofamida - 200 mg, três vezes ao dia, durante cinco dias), por serem bastante eficazes nessa forma de infecção e causarem menos efeitos colaterais indesejáveis, para a forma intestinal sintomática deve-se utilizar os nitrimidazólicos (Metronidazol - 50 mg/kg/dia, durante dois dias) e em seguida deve ser prescrito a dicloroacetamida, conforme esquema já exposto, para erradicar possíveis formas remanescentes na luz intestinal. Para controle da cura de ambas as formas intestinais, deve-se analisar amostras de fezes coletadas 7, 14, 21 e 28 dias após o término do tratamento (CHIEFFI, GRSCHEK e AMATO NETO, 2000).

A ascaridíase (Ascaris lumbricóides) é tratada também dependendo da forma clínica apresentada pelo paciente, o parasitismo não complicado deve ser controlado através do Mebendazol - 100 mg, duas vezes ao dia, por três dias, ou 500 mg, dose única. Já em casos de oclusão e suboclusão intestinal por A. lumbricóides, o tratamento recomendado é o cirúrgico (CHIEFFI, GRSCHEK e AMATO NETO, 2000).

e AMATO NETO, 2000). A Tricuríase (Trichuris trichiura), por sua vez, pode ser controlada por meio de Mebendazol - 100 mg, duas vezes ao dia, por três dias, ou 500 mg, dose única. O controle de cura deve ser efetuado por exames coproparasitológicos 7, 14 e 21 dias após o tratamento. A associação de parasitoses intestinais deve ser tratada através da utilização de antiparasitário polivalente, porém em casos onde não exista a possibiliadade do uso desta medicação, deve-se iniciar o tratamento pela espécie mais patogênica (CHIEFFI, GRSCHEK

O tratamento adequado depende do tipo de parasita, ou seja, para cada caso existe um medicamento de escolha, porém se faz necessário além da medicação, o tratamento geral do doente e normas técnicas dietéticas adequadas a cada caso clínico (MORAES, 2008).

Há muito se salienta que as parasitoses intestinais representam um grave  problema de ordem sanitária e social e que são necessárias medidas combinadas de terapêutica, saneamento básico e conscientização para que se obtenha efetivo controle dessas enfermidades. (PESSOA,S. B; AMILCAR, 1974)

 É fundamental o estabelecimento de uma política de saúde que não seja baseada só no diagnóstico e tratamento individual, mas que vise a eliminação das fontes de infecção. Portanto, o controle dessas parasitoses passa por melhorias de condições sócio-econômicas, medidas de higiene pessoal, saneamento básico e na educação sanitária da população.2.6 Profilaxia

É o conjunto de medidas que visam a prevenção, erradicação ou controle de doenças ou fatos prejudiciais aos seres vivos. Essas medidas são baseadas na epidemiologia de cada doença.

O saneamento básico é fundamental. A utilização do vaso sanitário conectado à rede de esgoto tratado é a grande arma para o controle das parasitoses. Na ausência da rede de esgoto, a utilização de fossa cavada a boa distância da fonte de água potável, fechada e isolada, é solução satisfatória para quem reside em chácara ou no meio rural. Jamais evacuar no solo e, muito menos, utilizar as fezes para adubar plantações de alimentos. A cloração da água potável é importante para a eliminação de bactérias patogênicas causadoras de infecções intestinais, no entanto, nem sempre é completamente suficiente para erradicar alguns ovo0s de parasitas ou cistos de protozoários mais resistentes. (ROCHA, R. S, 2000).

Neste caso, basta filtrar a água para torná-la potável. Todos os vegetais, como frutas, verduras, tubérculos e legumes, devem ser cuidadosamente lavados em água corrente e clorados, para eliminarem-se eventuais ovos e cistos de parasitos presentes no solo. Toda carne deve ser inspecionada pelas autoridades da vigilância sanitária e o comércio clandestino deve ser desestimulado. (ALMEIDA, et al., 1991).

 Hábitos de higiene são fundamentais para evitar a contaminação e a infecção parasitária pelo mecanismo fecal-oral. (REY, L., 1992). Ensinar, habituar e insistir para que a criança lave as mãos após ir ao banheiro e antes das refeições é a melhor maneira de evitar que os minúsculos ovos e cistos de parasitas alojados nas mãos e unhas sejam ingeridos, fechando o ciclo vicioso ou disseminando a doença para outras pessoas. Manter as unhas sempre bem aparadas evita o acúmulo de sujeira e a contaminação subseqüente. Tratar todo o grupo familiar e conviventes das pessoas parasitadas; desparasitar periodicamente as crianças, especialmente as de maior risco ou em idade escolar.

2.7 DIAGNÓSTICO


2.7.1 Laboratorial
 
O exame parasitológico de fezes é muito utilizado para identificação de diversas formas parasitárias como ovos ou larvas de helmintos e de cistos de protozoários. É recomendado o exame de fezes três (03) amostras colhidas em dias diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não representa um diagnóstico final.

Para a pesquisa de formas parasitárias na fezes, um método largamente utilizado é o método proposto por Hofmann, Pons e Janer (1934). Trata-se de uma técnica de sedimentação espontânea para a detecção de ovos e larvas de helmintos, muito empregado em saúde pública pela sua eficiência e baixo custo, é uma técnica bastante útil para ensaios preliminares visando identificar que grupos de parasitas estão presentes em uma amostra.

2.7.2 Clínico

Os exames clínicos geralmente não são precisos no que diz respeito às parasitoses, pois alguns sintomas são inespecíficos e muitos infectados são assintomáticos.

Para diagnosticar um paciente com parasitose não se pode utilizar somente o exame clínico, este deve sempre vir acompanho de um exame laboratorial para certeza do diagnóstico e da parasitose, para que não ocorra uma terapêutica inadequada.

Daisy Barbosa Bastos
Daisy Barbosa Bastos Brasileira, casada, 25 anos Rua Minas Gerais, número 139 Leopoldina - MG Telefone: (32)84206832 / E-mail:daisy.bastos@bol.com.br OBJETIVO Realizar minhas atividades com competência no cargo de Biomédica. FORMAÇÃO  Graduação em Biomedicina, conclusão em 2011. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL  2009 - Hemograma Análises Clínicas Cargo: Estagiária. Princi
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