Complicações Agudas do Diabetes - Cetoacidose Diabética

Complicações Agudas do Diabetes - Cetoacidose Diabética
MEDICINA
1 - A cetoacidose diabética é causada por uma ausência ou quantidade acentuadamente inadequada de insulina. A ausência de insulina ocasiona aumento da quebra de lipídios, aumento dos ácidos graxos, aumento dos corpos cetônicos, em consequência à acidose. Os sinais e sintomas mais comuns são aumento das respirações, respiração cetônica, apetite deficiente ou anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal.

2 - A hiperglicemia é causada quando a insulina está em falta; a glicose não entra nas células e sua produção pelo fígado aumenta, elevando muito suas taxas na corrente sanguínea. Na tentativa de diminuir esta glicose, os rins começam a excretá-la pela urina. Em consequência aumenta-se o volume de água e eletrólitos, caracterizando a diurese osmótica que leva à poliúria, causando desidratação e a perda acentuada de eletrólitos.

3 - O paciente com cetoacidose diabética grave pode chegar a eliminar até 6,5 litros de água durante 24 horas. A acidose ocorre na cetoacidose diabética devido à diminuição da insulina, e o fígado são obrigados a suprir a necessidade de energia do organismo, quebrando os lipídios e transformando-os em ácidos graxos e glicerol. Os corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra dos ácidos graxos, usados para fornecer energia ao fígado e ao rim. São também usados como fonte de energia no coração e no cérebro. Na cetoacidose diabética, a produção de corpos cetônicos, que são extremamente ácidos, é elevada, ocasionando a acidose metabólica.

4 - A cetoacidose metabólica acontece geralmente em pacientes com diabetes tipo 1 e é facilmente identificada devido à respiração rápida e profunda e com cheiro de acetona; ocorre devido ao descontrole intenso do metabolismo. Essa situação é acompanhada por náusea, vômito, poliúria e dor abdominal e também podem estar presentes confusão, letargia ou agitação, hostilidade/violência, coma e morte, esses dois últimos acontecem na cetoacidose grave e sem controle.

As principais causas de cetoacidose diabética são dose de insulina diminuída ou ausente, doença ou infecção, diabetes não diagnosticado e não tratado.

Quando os pacientes diabéticos estão doentes, vomitando ou comendo menos, não se pode por conta própria mudar a dosagem de insulina administrada pelo fato da ingestão alimentar estar diminuída. Pelo contrário, dependendo de como o organismo está respondendo a essa situação, se faz necessário aumentar a dose de insulina para evitar a hiperglicemia.

É importante o acompanhamento e o treinamento constante do paciente diabético com a administração de insulina, visto que, por dificuldades visuais ou qualquer outra situação, as doses de insulina podem estar alteradas, consequentemente, não atingindo o resultado do tratamento esperado.

Devido à falta de insulina, ocorre a diminuição da utilização da glicose pelo músculo, tecido adiposo e fígado, aumentando a sua produção pelo fígado para suprir as necessidades do organismo. Porém, como não tem insulina, a concentração de glicose na corrente sanguínea aumenta, gerando a hiperglicemia.

Alguns pacientes experimentam a hipotensão ortostática, que é queda da pressão arterial quando se está deitado por algum período e de repente levanta com pulso fraco e rápido. Isso ocorre devido à diminuição do volume intravascular (dentro das veias e artérias).

A melhor prevenção para a cetoacidose diabética é a conscientização do paciente diabético em nunca modificar a prescrição médica por conta própria e estar orientado que, quando estiver doente, alguns alimentos, como sucos, refrigerantes comuns e gelatina deverão ser inclusos na sua alimentação, além de aumentar a ingestão de líquidos para se evitar a desidratação, conforme orientação do nutricionista. O médico sempre deverá estar ciente do quadro clínico do paciente.

É importante o acompanhamento do autocontrole do diabetes, que inclui a administração de insulina e o teste da glicose sanguínea, para avaliar e ter a garantia de que não houve um erro acidental na administração da insulina ou no teste da glicemia.

O acompanhamento e aconselhamento psicológico são recomendados para pacientes e membros da família quando a alteração intencional na dosagem de insulina foi à causa da cetoacidose diabética.

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