Canície - Cabelo Grisalho

Canície - Cabelo Grisalho
MEDICINA

Canície é o nome dado à despigmentação capilar, que surge gradualmente após a terceira década de vida culminando com a idade avançada, mas que, no entanto, pode estar presente desde muito cedo. A palavra grisalha de vem de gris, no francês cinza, nos cabelos corresponde a uma ilusão de ótica com a mescla com os cabelos normais.

A canície pode ser do tipo racial e hereditária. Na raça branca surge em torno dos 30 anos quando que na negra em torno dos 40 anos, pois essa sintetiza maior quantidade de melanócito ao mesmo tempo em que tem maior capacidade de prolongar a manutenção do mesmo. O fator hereditário que é o mais importante sofre influência importante de fatores ambientais.

Na Síndrome de Werner, também conhecida como Pangéria, a despigmentação costuma ocorrer antes dos 20 anos e tem uma progressão rápida. A aparência grisalha do cabelo é somente um produto de uma ilusão de ótica, produzido pela mistura de um cabelo colorido e cabelo branco. O "embranquecimento" do cabelo pode ser explicado por uma incapacidade de alguns melanócitos em produzir pigmentos e de outros em transferir o pigmento aos queratinócitos.

No entanto, dado que após receberem a melanina para sua coloração ocorre morte celular dos queratinócitos, para que o cabelo continue com sua cor natural é preciso que haja uma constante renovação dos mesmos. Isso é feito por meio das chamadas células tronco, capazes de se diferenciar em várias outras, inclusive em melanócitos. Desse modo, cientistas da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston descobriram recentemente que a perda gradual dessas células não diferenciadas está, literalmente, na raiz do cabelo grisalho.

Mais especificamente, no folículo capilar, estrutura que "ancora" o cabelo na pele. Experimentos em camundongos comprovaram a descoberta de que existe um gene, o Bcl2, que é fundamental para proteger as células-tronco no momento em que o folículo capilar está em estado de dormência, sem crescimento de cabelo (algo que ocorre em cerca de 10% a 15% dos fios em qualquer momento). Portanto, problemas com esse gene podem estar associados ao caso de pessoas que ficam com os cabelos brancos prematuramente. Os estudos com camundongos também revelaram uma relação clara entre a idade do animal, o número de células-tronco e a quantidade de pelo grisalho.

A tirosinase é uma enzima cobre-dependente e por um excesso deste metal, por acúmulo no organismo - não por deficiência, que é difícil de ocorrer - o excesso relaciona-se com sua inativação. Há também o alfa-MSH (hormônio estimulante dos melanócitos) que pode ser bloqueado sendo o determinante da inativação melanogênica capilar. O cobre, um metal de transição, sendo o propiciador do aparecimento dos radicais livres no bubo. A síntese de melanina, que é um varredor de radicais livres, paralisando, possibilita que os radicais livres ataquem as estruturas celulares, lesando o material nuclear e liberando fatores citotóxicos.

A geração de outros radicais livres como o superóxido e o peróxido de hidrogênio, também pode ser desencadeada pela reação de oxidação da DOPA, catalisada pela própria tirosinase, dando origem a DOPA-quinona. Normalmente, os radicais livres formados ou espécies reativas são satisfatoriamente varridos pelos scavengers usuais bem como pela melanina. Apesar de a inatividade melanocítica ter sido dada como irreversível, ou seja, uma vez despigmentado, o cabelo permanecerá assim, evidências recentes, têm comprovado a repigmentação ao normal.

Porém, para que isso ocorra, os melanócitos devem não ter perdido sua integridade totalmente, quer dizer, devem estar na fase inicial do embranquecimento. Doenças infecciosas, metabólicas, como a diabetes e hipertireoidismo, anemia, desnutrição e o estresse prolongado podem levar a esse estado. Algumas substâncias têm sido capazes de reativar a melanogênese no bulbo piloso, repigmentando o fio de cabelo, fazendo voltar à sua cor original. Começando pelas vitaminas, o ácido fólico, o ácido pantotênico e também a vitamina B12, administradas em doses ortomoleculares e os antiinflamatórios não hormonais, têm demonstrado bons resultados.

Estudos recentes demonstraram ser a L-glutationa, a CoQ10, o ácido lipoico, o minoxidil, de grande utilidade como antioxidantes dos radicais livres formados em nível do bulbo capilar. A cutícula: é o envelope externo da fibra do cabelo. As células que a formam se chamam "escamas" e são extremamente pequenas e incolores. Elas são unidas por um cimento intercelular rico em lipídios, sobrepondo-se umas às outras como telhas, formando camadas de três a dez células.

Como as extremidades livres das células estão orientadas para a ponta do cabelo, elas podem exercer seu papel principal que é proteger o córtex. A cutícula é à parte do cabelo sujeita aos ataques diários e as propriedades cosméticas dos produtos para cabelo dependem de seu estado. O córtex: é o corpo real da fibra. Representando 90% de seu peso total, ele é formado por células preenchidas por queratina e é esta organização que dá à fibra suas propriedades marcantes. Ao longo da maturação do cabelo, estas células corticais se tornam alongadas e chegam a atingir cerca de 100 micrômetros.

Arranjadas ao longo do cabelo, elas são mantidas por uma substância intercelular composta por queratina flexível, rica em lipídios. E é também no córtex que os grãos de melanina que dão cor ao cabelo são encontrados. A sua única forma de proteção é uma fina camada de sebo e a cutícula. A medula: ou canal medular está situada no centro da fibra e sua presença ao longo do cabelo, geralmente, é descontínua ou até ausente.

Parece que as células que a compõem rapidamente degeneram, deixando espaço para bolhas de ar. Em humanos, o seu papel ainda é desconhecido, porém, em alguns animais, esta estrutura alveolar parece possuir um papel essencial na termorregulação.

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