Plano de mídia em museus: um campo a ser desenvolvido

Plano de mídia em museus: um campo a ser desenvolvido
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As relações sociais, desde o final século XX, caminham para um processo de virtualização, onde as fronteiras físicas são sobrepostas por aberturas digitais que aproximam pessoas e lhes apresentam novas possibilidades de aprendizado, de sentir e de existir. Aos idos dos anos 2000, as relações virtuais entre as pessoas se tornaram mais intensas com o advento das redes sociais a exemplo do Orkut que posteriormente seria superado pelo Facebook e, de forma mais intensa se propaga hoje, o Instagram.

Tais mecanismos não apenas aproximaram pessoas como permite que suas relações, e experiências, sejam divulgadas em tempo real, neste arcabouço existe o estreitamento promocional e/ou publicitário das instituições, com vistas a tornar a relação mais “orgânica” e acessível, uma vez que com poucos toques é possível gerar interatividade com sites, aplicativos e correlatos.

O campo museológico tem buscado se utilizar destas redes sociais como forma de aproximação junto ao público e como meio de divulgar suas ações e acervos, todavia, existe pouca estruturação e baixo aproveitamento das potencialidades destas ferramentas. Diante do exposto é fundamental que exista um plano de mídia, ou seja, um dispositivo organizacional que considera frequência de publicação, horário e número de inserções. Para que tal ferramenta seja utilizada de maneira eficiente os museus devem constituir um briefing com as informações as quais deseja comunicar, levando em consideração o público que pretende atingir.

Após o briefing é fundamental a estruturação das postagens que serão veiculadas nas redes, podendo ser textuais ou híbridas (mescla entre verbo e imagem). Em seguida, far-se-á o cronograma de postagens do conteúdo nas redes sociais, o ingresso nas redes sociais e sua utilização são gratuitas. O cronograma, ou plano de mídia, deve considerar os melhores horários de veiculação com vistas a sua efetividade e penetrabilidade junto ao público preterido.

As redes sociais garantem um estudo comportamental do público em tempo real através de estatísticas, a exemplo do Facebook que gera dados sobre a efetividade das publicações, perfil demográfico e outros. Desta maneira, um espaço museológico que constitua um plano de mídia coerente e eficiente pode instigar o público de maneira diferente, podendo transformar a primeira relação, gerada no virtual, para o campo físico, o universo real.

Felipo Luiz Abreu de Oliveira
Olá Pessoal, sou Felipo Abreu. Técnico em Publicidade pelo SENAC/SP, Turismólogo formado pela UNESPAR/PR e Licenciado em História pelo CEUCLAR. Especialista em Artes visuais pelo SENAC/RR e pós-graduado em Museografia e Patrimônio Cultural pelo CEUCLAR. Gestor em cultura e turismo desde 2005. Atualmente é docente e mediador do programa de regionalização do turismo no SENAC Sorocaba.
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