Globalização e internet

Globalização e internet
INFORMATICA

A Globalização está calcada nos novos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. E graças a essas novas tecnologias está sendo tecida uma nova organização do tempo e do espaço, que envolve capitais, pessoas e informações, possibilitando um novo arranjo do capitalismo em âmbito global.

-De acordo com Ianni (2000, p. 18), a sociedade global:

Está articulada por emissões, ondas, mensagens, signos, símbolos, redes e alianças que tecem os lugares e as atividades, os campos e as cidades, as diferenças e as identidades, as nações e as nacionalidades. Esses são os meios pelos quais se desterritorializam mercados, tecnologias, capitais, mercadorias, idéias, decisões, práticas, expectativas e ilusões.

Podemos ver e sentir os impactos que a Internet está ocasionando na nossa sociedade, pois esse “é um processo simultaneamente civilizatório, já que desafia, rompe, subordina, mutila, destrói ou recria outras formas sociais de vida e trabalho, compreendendo modos de ser, pensar, agir, sentir e imaginar.” (IANNI, 2000, p. 209).

Sabemos que as tecnologias, dentre elas a Internet, não são boas ou más, mas sim, estão à disposição de pessoas e sistemas, e estes que utilizam as tecnologias fazem seu direcionamento, dessa forma, as tecnologias só irão potencializar (tanto para o bem quanto para o mal) os objetivos a que se destinam. Assim, estão à disposição máquinas que facilitam e aproximam, mas que ao mesmo tempo podem afastar as pessoas deste processo, pois no mundo globalizado quem tem acesso às tecnologias, tem acesso à informação, à civilização, à cultura e ao mercado de trabalho.

No Brasil, através de uma pesquisa realizada pelo IBGE, o PNAD de 2005, observa-se as dificuldades encontradas pelos usuários para o acesso à Internet.

O Brasil está bem abaixo de países desenvolvidos no quesito acesso às tecnologias, principalmente da Informática e que a população ainda tem dificuldades em ter acesso a microcomputadores, o que é a condição primária para se ter acesso à Internet e o que pode ser mais problemático: não vêem a necessidade ou não queriam ter acesso à Internet.

Porém, o brasileiro não está tão alheio aos apelos da grande Rede. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (Secretaria de Política de Informática e Automação), no documento Evolução da Internet no Brasil e no Mundo (MAZZEO, 2000, p.8), “o número de internautas brasileiros ultrapassa seis milhões. Os serviços bancários (home banking) são um dos mais adiantados do mundo. Também podemos sentir um crescimento acentuado no comércio eletrônico (e-commerce) (...)”, e afirma ainda, "o grande desafio da Internet é conectar quem está fora dela por motivos econômicos ou ideológicos" (Revista Veja Vida Digital, 1999 apud MAZZEO, 2000, p.8)

Vemos que a Internet e o processo de Globalização permitem colocar à disposição de qualquer cidadão do mundo diversas informações e facilidades, porém este cidadão necessita ter conhecimentos (para saber fazer uso deste instrumento) e recursos (financeiros) disponíveis para fazer uso desta tecnologia, podemos constatar assim, que nos dias atuais, quem tem acesso à Internet tem um grande poder em suas mãos, pois pode se considerar parte da “sociedade em rede”.

Como já foi dito, em tempos de globalização e de acesso à Internet, temos um mundo de informações disponíveis, informações estas, que seriam até impossíveis de serem contabilizadas, e quem tem acesso a elas tem um trunfo em suas mãos a ser explorado.

Estamos vivendo a chamada “Era da Informação”, era esta em que, sem nos darmos conta, acessamos contas bancárias em caixas eletrônicos ou pela internet; utilizamos telefones celulares para além de sua função básica, ou seja, acessamos e “baixamos” músicas; assistimos televisão; pesquisamos e lemos revistas e temos acesso à informações quase que instantâneas pela Internet e até podemos estar conversando com uma pessoa do outro lado do mundo visualizando-a através de webcams.

Com um computador conectado à Internet o cidadão da chamada “sociedade do conhecimento” ou da “sociedade da informação” (melhor dizendo), pode acessar museus, bibliotecas, jornais, participar de listas de discussão e interagir com pessoas do mundo inteiro. Mas o acesso a este “grande portal” de informações não garante a aquisição de conhecimentos, é preciso que ele saiba relacionar, questionar, modificar e qualificar estas informações, para que estas façam sentido e possam ser utilizadas; ou ele estará fadado a ser mais uma peça desta engrenagem, apenas reproduzindo informações.

-Na visão de Takahashi (2000, p. 7):

Na nova economia, não basta dispor de uma infra-estrutura moderna de comunicação; é preciso competência para transformar informação em conhecimento. É a educação o elemento-chave para a construção de uma sociedade da informação e condição essencial para que pessoas e organizações estejam aptas a lidar com o novo, a criar e, assim, a garantir seu espaço de liberdade e autonomia. A dinâmica da sociedade da informação requer educação continuada ao longo da vida, que permita ao indivíduo não apenas acompanhar as mudanças tecnológicas, mas, sobretudo inovar.

Pode-se perceber que é uma unanimidade ser a Educação o elemento fundamental na nova sociedade; visto que será somente através dela que serão transformadas as informações em conhecimentos, ou seja, é preciso que o cidadão construa competências, para estar constantemente aprendendo – o aprender a aprender, para viver em sociedade e para atuar no mercado de trabalho.

Além de desenvolver a competência “aprender a aprender”, na sociedade da informação, as informações existem, mas não são imutáveis. Ao contrário, elas são inacabadas e permitem ao usuário das tecnologias da informação e da comunicação a interatividade, ou seja, faz com que o cidadão deixe de lado o papel do espectador e passe a editor e colaborador das informações.

Dessa maneira vemos que as informações estão em constante mudança, exigindo também a competência de saber selecionar e saber interagir com as informações, produzindo assim, conhecimentos.

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