Eficácia da TCC nos Transtornos Ansiosos

Eficácia da TCC nos Transtornos Ansiosos
PSICOLOGIA
A ansiedade tem sua expressão em quatro dimensões bem definidas: emoções, comportamento, pensamentos e o corpo. Assim, a intervenção deve englobar as dimensões comportamental, cognitiva, emocional e social. Se referindo ao tratamento irá acontecer através de práticas, de recompensas, das tarefas para casa, da observação do processamento da informação, de nomeação de sentimentos e participação dos pais. Isso de forma que, a TCC não seja vista como um tipo de “receita” a ser aplicada, na qual os terapeutas têm as respostas. Mas sim, com um processo de descoberta em que o envolvimento da criança, a relação terapêutica e a flexibilidade do terapeuta são preditores do sucesso do tratamento. Uma vez que a colaboração, não ter foco exagerado na ansiedade e atitude verdadeira dos terapeutas, são fatores que podem predizer o êxito na relação terapêutica.


A terapia cognitivo-comportamental consiste basicamente em provocar uma mudança na maneira alterada de perceber e raciocinar sobre o ambiente e especificamente sobre o que causa a ansiedade e mudanças no comportamento ansioso. Em geral, esse método pode ter eficácia duradoura sobre os transtornos ansiosos. Quando feita com crianças, os pais participam ativamente dessa terapia, ao contrário do que é feito sobre o mesmo transtorno com adultos.


O tratamento pressupõe corrigir pensamentos catastróficos que pioram os sintomas de ansiedade e medo, como também a ansiedade antecipatória e predispõem as evitações. Nota-se que os pacientes têm mais capacidade de serem expostos a situações evitadas e, dessa forma, melhorar sua qualidade de vida, superar a agorafobia e também a dependência dos parentes, que são responsáveis por grandes prejuízos nas atividades cotidianas e que frequentemente alcançam níveis de incapacitação, quando são expostos à meio de estratégias para aliviar a ansiedade, mudanças cognitivas e exposições interoceptivas.


E por fim, podemos perceber que a TCC é uma modalidade muito eficaz também no tratamento de pacientes com Transtornos Ansiosos, tanto como uma terapia de primeira linha, como também uma estratégia para pacientes que não respondam à medicação, ou até mesmo como um tratamento para ser combinado com a terapia farmacológica.



Referências de Pesquisa:

• http://www.rbp.celg.org.br/detalhe_artigo.asp?id=53

• http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000600006&script=sci_arttext

• http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462008000600005


Marta Almeida dos Santos
Psicóloga Pós-Graduando em Psicologia Clínica- Terapia Cognitiva Comportamental
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