Doenças mais comuns na velhice

Doenças mais comuns na velhice
MEDICINA
Mal de Parkinson

Descrito pela primeira vez em 1817, por JAMES PARKISON, esta é uma doença que se caracteriza por uma desordem progressiva dos movimentos. Esta doença normalmente se manifesta a partir de 60 anos, porém pode ocorrer também a partir dos 35 anos.

A síndrome do Mal de Parkinson é um distúrbio cerebral que provoca deterioração progressiva, com rigidez muscular e tremores involuntários.


Atenção:

A doença de Parkinson apresenta aumento gradual de tremores, rigidez dos músculos, lentidão dos movimentos, caminhar arrastando os pés, postura inclinada para frente e até dificuldade em engolir alimentos. É uma doença progressiva e influencia a sociabilidade do indivíduo, podendo ser acometido de depressão aguda, dificultando o seu interesse e criando problemas para o relacionamento familiar e social.

Um dos primeiros sintomas que costuma ser notado pelos familiares, é que o doente demora mais tempo para fazer coisas que antes fazia com desenvoltura, como se banhar, vestir-se, cozinhar. É comum a falsa ideia de que esta lentidão é causada pela idade sob o preconceito de que “o idoso é lento mesmo”.


Cuidados Necessários:

Infelizmente, trata-se de uma doença que não tem cura conhecida. Diferente de outras células, as do cérebro se renovam com maior lentidão, no entanto, existem meios para retardar o seu progresso, dentre eles:

• Cirurgias

• Medicamentos

• Fisioterapia

• Fonoaudiologia

• Terapia Ocupacional


Mal de Alzheimer

Esta é uma doença degenerativa do cérebro, caracterizada pela perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando as áreas da linguagem e produzindo alterações no comportamento, podendo levar à demência. Manifesta-se com mais frequência a partir de 65 anos de idade.

Ainda não se conhece as causas do Alzheimer, mas sabe-se que tem relação com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas.

As funções cognitivas são estruturas que servem de suporte para todas as operações mentais. São capacidades que nos permitem perceber, elaborar e expressar sentimentos e opiniões. Sua origem está nas conexões cerebrais.


Atenção:

Sintomas: Esquecimento de fatos ou obrigações corriqueiras. Assegura-se que o indivíduo acometido por este mal perde a memória recente e mantém a memória remota. Relembra de situações do passado e as comenta como se estivessem acontecendo no momento, principalmente lembranças com os pais, irmãos, parentes e amigos próximos, mesmo que já falecidos.

Na fase inicial da doença a pessoa mostra-se um pouco confusa, esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar, às vezes apresenta algum descuido na aparência pessoal, perda de iniciativa e alguma perda de autonomia para as atividades do dia a dia.

Na fase intermediária o idoso precisa de maior ajuda na rotina, pois começa a não reconhecer as pessoas, podendo apresentar incontinência urinária e fecal, perde a capacidade de raciocínio, demanda ajuda para tomar banho, se vestir, alimentar, tomar remédio e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade, podendo também apresentar até mesmo depressão, regressão e apatia.

Na fase em que a doença se agrava, o idoso, perde peso, mesmo com alimentação adequada, fica totalmente dependente de terceiros e geralmente fica restrito ao leito. Pode apresentar problemas de infecções bacterianas e problemas renais.


Cuidados Necessários:

Fique atento(a)!

Esta também é uma doença que não possui cura conhecida. O tratamento se destina a controlar os sintomas e proteger pessoa doente dos efeitos produzidos pela doença. Há estudos demonstrando que pessoas que exercitam o cérebro têm menor probabilidade de adquirir a doença, logo, os hábitos da leitura e do estudo podem contribuir de forma preventiva para se evitar a doença.

O Mal de Alzheimer em particular, não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros.


Hipertensão

A Hipertensão Arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quando verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia.

Não é uma doença exclusiva de idosos, podendo se manifestar em pessoas de todas as idades. No entanto, estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos e que o controle adequado da doença reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

A Hipertensão Arterial pode ser originada de herança genética, tendência familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares irregulares, fumo, entre outros. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que o sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta em idosos.


Atenção:

A hipertensão arterial é considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados quaisquer sintomas no paciente. Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, pontos brilhantes nos olhos, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais.

Esta ausência de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça de tomar o seu medicamento ou até mesmo questione a sua necessidade, o que leva ao agravamento da doença e a um grande número de complicações na sua saúde. Desta forma, a família precisa estar atenta ao cumprimento das prescrições médicas pelo idoso.


Classificação de Hipertensão Arterial


Nível               Mínima        Máxima

Leve                90/99          140/159
Moderado       100/109      169/179
Grave              > 109          > 140


Cuidados Necessários:

Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro, temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emoci¬onal, dentre outras precauções.


Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa dos ossos e pouco sintomática. Afeta a estrutura dos ossos tornando-os frágeis e diminuindo sua capacidade de suportar o peso corporal. Atinge cada vez mais pessoas e atualmente estima-se que perto de 10% da população brasileira sofre do problema. Por ter menor resistência a traumas, são fraturas comuns no idoso, principalmente no fêmur, quadril, coluna e punho.

Então vamos saber como identificar?

Normalmente, a osteoporose só é descoberta após uma fratura. Porém, é recomendável que a família esteja atenta para os seguintes sintomas:

• Dores nas costas ou pescoço;

• Coluna vertebral com alguma deformidade;

• Fraturas fáceis;

• Sensibilidade nos ossos.


Cuidados Necessários:

• Prevenção desde a juventude;

• Dieta balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D;

• Exercícios físicos regulares visando estabilização nas articulações, controle postural e evitar traumas em desequilíbrio (fisioterapia constante);

• Diminuir a ingestão de álcool e tabagismo.


O avanço da AIDS na Terceira Idade

AIDS é uma doença causada pelo vírus HIV (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que é transmitida por relação sexual sem proteção ou por compartilhamento de equipamentos como seringas e agulhas contaminadas, esta doença ainda não tem cura e pode ocasionar a morte.

Destacamos esta doença no nosso estudo, pois a cada ano, vem ocorrendo um aumento considerável de casos entre os idosos. Segundo o Ministério da Saúde, a doença em pessoas com mais de 50 anos, cresce como em nenhuma outra faixa etária. De 1996 a 2006, a taxa de incidência que mais se destacou foi entre os idosos, passando de 7,5 casos por 100 mil habitantes, para 15,7, podemos notar que nesta faixa etária dobrou o número de pessoas contaminadas. Dos 47.437 casos registrados nessa faixa etária, desde o início da epidemia, 29.393 (62%) foram registrados nos últimos 7 anos entre 2001 e 2008. Então precisamos estar atentos com nossos idosos, pois como já estudamos esta doença ainda não tem cura.

Agora vamos saber como identificar esta doença?

Esta é uma doença que pode ser identificada através de exames de sangue. No entanto, as inibições do idoso em falar de sua atividade sexual e a falta de preparo das faculdades de medicina em instruir os profissionais para questionar os hábitos sexuais de seus pacientes contribuem para um diagnóstico tardio.

Em muitos casos, os médicos tendem a confundir os sintomas da AIDS com sintomas causados por outras doenças como câncer, tuberculose e outras doenças degenerativas.


Cuidados Necessários:

Em função do aumento da expectativa de vida, oportunidades sociais como bailes da terceira idade, viagens em grupo e medicamentos para disfunção erétil estão sendo cada vez mais oferecidas. Então, se o Governo brasileiro não tomar medidas para orientar sobre os riscos, à tendência é que estes números continuem aumentando.

Então neste sentido, o Ministério da Saúde, vem realizando campanhas de incentivo ao uso de preservativos masculino e feminino voltados especificamente à terceira idade. É necessário ainda, que seja quebrado o tabu relativo ao tema, no âmbito familiar, de modo que os parentes possam orientar os idosos quanto aos usos de preservativos e aos riscos de doenças sexualmente transmissíveis.


Agora é hora de refletir:

- Tenho observado com cuidado a saúde de meu idoso?

- Tenho reparado em seu comportamento nos últimos meses?

- Tenho discutido abertamente com a minha família a prática de sexo na terceira idade?

- Tenho acompanhado a realização de exames de rotina em meu idoso?

- Então, o que estou fazendo para preservar a saúde de meu idoso?

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