Big Brother Babel, a alegoria!

Big Brother Babel, a alegoria!
ADMINISTRACAO
Bem, talvez eu seja mais um, dentre milhares, que elaborará uma opinião sobre o reality "Big Brother Brasil". Às portas da "nave-mãe", a grande maioria evangélica já se manifesta contrária ao programa global. Enigmaticamente, sabe-se que algumas evangélicas participarão da "Casa". Li várias postagens e comentários nas redes sociais.

Pensando nisto, resolvi criar esta alegoria sobre o BIG BROTHER BABEL. Uma simples opinião, caso queira ou não. Uma simples alegoria, estilo Bial ou não. Ora, em toda a terra brasileira havia uma linguagem e uma só maneira de falar. Tal “brasileirice” holandesa era de linguajar estranho. Por se tratar dos "Grandes Irmãos" o discurso não deveria ser lascivo, separatista ou ganancioso. Mas não há outro propósito. A ficção de Orwell se encarna no "reality" de Mol. A fraternidade transfigura em contenda. O que todos querem é fama regada à Reais, uma individualidade relativista e sexo casual. Eis os alicerces de uma torre de confusão. Não é esta minha linguagem!

As palavras da Igreja cristã brasileira devem soar em uníssono; precisam ser palavras de Vida. Somos d'Aquele que esvaziou de toda Sua glória, que cumpriu toda a vontade do Pai e que venceu todas as provas. Portanto, um discurso que não é compatível com a notoriedade, egocentrismo e libertinagens globais. Sucedeu que, partindo os "Grandes Irmãos" de várias regiões do país, deram com um lugar na terra bela, cidade maravilhosa, e habitaram ali. Na região do notável Cristo Redentor, levantam a Torre do Cativeiro premiado. E disse o filho-diretor aos selecionados: vinde, construí uma casa com os melhores tijolos, pedras e argamassas. Disse mais: vinde, edifiquemos para nós um programa para a população e uma torre como símbolo, cujo IBOPE chegue até aos céus. Tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra, descumprindo a vontade do Criador.

Enquanto o pai vê seu filho decair pela edificação sem criatividade, o filho-diretorzinho avança em seu projeto hostil a Deus. Enquanto atrai milhões de pessoas com o mel da transgressão, o ferrão do pecado inflama os cidadãos. Então, o povo do Senhor parou para ver a cidade e a torre, que os filhos "boníssimos" edificavam. Afinal de contas, entre os "Grandes Irmãos" estariam verdadeiras irmãs. Ficaram de olho, viram, porque pensaram: "elas irão evangelizar. Serão sal, luz, testemunhas".

Decepção! Muita tentação! A carne é fraca... Aguarde e verás! Não era para nem mesmo estarem ali. O que querem mais? Dinheiro? A graça do Senhor basta. Fama? Não queremos ser reconhecidos por homens. Devassidão? Já morremos para o pecado. Há quem faça o caminho contrário. E o povo do Senhor disse: Eis que os filhos de Bial têm um propósito, e todos têm a mesma linguagem. Isto é desde o começo; não haverá restrição para tudo que intentam fazer.

Por isso, vinde, ajamos e confundamos este linguajar nocivo, para que um não queira a linguagem de outro. Ver ou não ver? Assistir ou não assistir? Não podem ser nem mesmo questões. Não testemunhe o "entretenimento globalizado". Encorajo o leitor a abandonar a “nave-mãe” para se render aos braços do Pai. Destarte, o Senhor dispersará toda obra maligna. Cessará todo projeto iníquo. Chamou-se, por isso, "Big Brother Babel", porque ali confundiu-se as pessoas e a linguagem de toda a terra brasileira e dali o Senhor os julgará por toda a superfície dela.

Angelo Vieira da Silva
Mestre em Ciências da Religião (Me.P) pela Faculdade Unida de Vitória (2011-2013). Bacharel em Teologia (Bel.) pela Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP (2008-2009) e Bacharel em Teologia (intracorpus) pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemos Eller/MG (2002-2005). Pesquisador nas áreas de Apocalíptica, Escatologia e Angelologia. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8163422369950583
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