Terapia Vocal

Terapia Vocal
FONOAUDIOLOGIA

 Considerações Iniciais


Para a voz normal não existe uma definição aceitável. Porém para a voz adaptada é a voz de qualidade aceitável socialmente. Não interfere na inteligibilidade da fala, permite o desenvolvimento profissional do indivíduo. A voz adaptada tem a frequência, a intensidade, a modulação e a projeção apropriadas para o sexo e idade do falante.




As Abordagens da Terapia de Voz Podem Ser Classificadas Como: Método, Técnica, Exercício e Seqüência


• Técnica: É o conjunto de modalidades de aplicação de um exercício vocal, utilizadas de modo racional, para um fim específico. Ex: técnica de vibração.

• Exercício: É qualquer estratégia para corrigir ou aprimorar uma dada habilidade vocal ou parâmetro de voz e baseia-se na necessidade do indivíduo.

• Seqüência: É uma série de procedimentos ou exercícios organizados, com ordem pré-determinada, para um fim específico. Ex: Seqüência de arrancamento para o granuloma (amputação da lesão, por meio da criação de um pedículo com área isquêmica e sua posterior expulsão).

• Método: é o conjunto de regras e normas, que visa proporcionar uma melhor produção vocal. O Método Lee Silverman amento aplicado no tratamento da disartria hipocinética, como o Parkinson.




Para o tratamento das disfonias, Behlau (2002) dividiu as abordagens como:


1 - Método Corporal: esse método busca mudar o padrão muscular habitual e oferece ao paciente a possibilidade de um novo ajuste, pode ser feito por dois modos:


Ação direta - movimento dos músculos do próprio aparelho fonador ou estreitamento relacionado a esse sistema.


Ação indireta - movimentos de todo o corpo com a finalidade de alcançar harmonia entre a voz e o corpo.


Alguns exemplos são: mudança de posição de cabeça com sonorização, massagem na cintura escapular, manipulação digital da laringe, massageador associado à sonorização glótica, movimentos cervicais e rotação de ombros.

2 - Método de órgãos fonoarticulatórios: refere-se à associação de movimentos ou funções neurovegetativas (sucção, mastigação, deglutição e respiração). A manipulação dos órgãos fonoarticulatórios participantes na produção vocal. Alguns exemplos desse método são a técnica de deslocamento lingual, de rotação de língua no vestíbulo, de estalo de língua com som nasal, de bocejo-suspiro, de mastigatória e de abertura de boca.


3 - Método auditivo: A audição é determinante na qualidade e no controle da produção vocal. O tratamento da voz baseado na transformação da audição da própria voz e seu conseqüente impacto na qualidade vocal tem como técnica: repetição auditiva, amplificação sonora, mascaramento auditivo, monitoramento auditivo-retardado e marcapasso vocal.


4 - Método de fala: É a modificação da produção da fala para facilitar a produção vocal. Objetivo: alcançar uma qualidade vocal mais harmônica, com redução do grau de alteração vocal por meio de uma melhor coordenação das forças mioelásticas e aerodinâmicas da laringe. As técnicas vocais desse método são: voz salmodiada, monitoramento por múltiplas vias, modulação de frequência e intensidade de fala, leitura somente de vogais, sobrearticulação e fala mastigada.


5 - Método de sons facilitadores: Nesse método, o tratamento da voz é realizado com o emprego de sons selecionados (sons de apoio) que propiciam uma produção vocal mais equilibrada.


O objetivo é favorecer um melhor equilíbrio funcional da produção vocal.


As técnicas vocais que compõem esse método são: sons nasais, sons fricativos, sons vibrantes, sons plosivos, som basal, som hiperagudo.


6 - Método de competência fonatória: Esse método busca ajustar o fechamento glótico. A competência glótica significa aposição suficiente das pregas vocais, alongamento das pregas correspondente à freqüência da voz e resistência glótica adequada para se contrapor à força da coluna aérea pulmonar. As principais técnicas são: fonação inspiratória, sussurro, ataques vocais, emissão em TMF, escalas musicais, esforço / empuxo, deglutição incompleta, firmeza glótica, b prolongado, sniff e sopro e som agudo.


Terapia Vocal


O profissional deve ter ciência dos objetivos da terapia vocal e trabalhar os principais objetivos que compreendem na conscientização da disfonia, nas orientações de saúde vocal, no treino auditivo, no relaxamento muscular, nas abordagens terapêuticas, na psicodinâmica vocal e nas noções de produção da voz.



Planejamento Estratégico do Tratamento Vocal


Para abranger os objetivos da terapia vocal, o fonoaudiólogo deve planejar o que será trabalhado na terapia vocal. Para isso, inicialmente o terapeuta deve realizar uma avaliação vocal eficiente para obter todos os dados necessários para a conduta fonoaudiologica.



Sugere-se que o fonoaudiólogo elenque todos os objetivos propostos, assim como as opções de exercícios vocais e as orientações convenientes para cada objetivo. O profissional pode eleger mais de um exercício vocal por objetivo, pois ao realizar a prova terapêutica de cada exercício, alguns podem não melhorar a voz (prova terapêutica negativa) ou manter a mesma alteração (prova terapêutica neutra). Outros podem melhorar a voz significativamente (prova terapêutica positiva). Por essa razão, quando possível o fonoaudiólogo deve selecionar mais de um exercício vocal para focando o mesmo objetivo.


Também é interessante colocar as possíveis datas para as reavaliações vocais e gravação da voz do paciente. O terapeuta pode estipular um período para essas avaliações. Nos casos de disfonias funcionais ou organofuncionais sugere-se uma avaliação por mês ou quando o terapeuta perceber alguma modificação na voz nesse período.


Equipe Multidisciplinar - Encaminhamentos


O trabalho em equipe é fundamental para o paciente disfônico. A avaliação otorrinolaringológica é indispensável para um bom prognostico do tratamento vocal. A ajuda psicológica também pode ser necessária, quando o fonoaudiólogo percebe que a disfonia está relacionada com as alterações vocais. Quando o paciente apresenta dores nas articulações temporomandibulares (ATMs) é importante encaminharmos para um dentista especializado. Além disso, quando o sujeito tem alterações dentárias e oclusais também devem ser encaminhado para um dentista especializado.

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