Osteoartrose em Idosos

Osteoartrose em Idosos
FISIOTERAPIA
A osteoartrose (OA) pode ser definida como o quadro clínico articular consequente às alterações bioquímicas, moleculares e histológicas que ocorrem na cartilagem articular e no osso subcondral quando, por diversos fatores, há uma falha dos condrócitos em sintetizar qualitativa ou quantitativamente a matriz extracelular.

Em estágio inicial, trata-se de uma degeneração não inflamatória e sua evolução leva à formação de osso subcondral novo na superfície articular e nas margens articulares. O desenvolvimento da degeneração articular primária é fortemente relacionado com o envelhecimento.

As articulações mais acometidas são as relacionadas com o suporte do peso corporal, como o joelho, a articulação intervertebral, o disco e a articulação coxofemoral, e as pequenas interfalangianas proximal e distal no membro superior. De forma geral, após os 30 e 35 anos, 50% das pessoas apresentarão alterações articulares degenerativas que predispõem a OA e, após a quinta década, praticamente essas mudanças estarão presentes em toda a população, sendo que as mulheres apresentam esses sinais mais precocemente que os homens.

Giorgi (2001) afirma que a prevalência aumenta com a idade: é pouco notada antes dos 40 anos, mais frequente após os 60, e aos 75 anos, ou mais, cerca de 85% dos indivíduos têm evidência da enfermidade.

A perda da cartilagem determina modificações secundárias também nos ligamentos, nas cápsulas e nos músculos responsáveis pelos movimentos da articulação acometida. Com a progressão do processo inflamatório articular, os ligamentos e a cápsula tornam-se contraturados, e os músculos tornam-se fracos pelos repetidos períodos de desuso, contribuindo para rigidez e enfraquecimento associados à osteartrose.

Na fase inicial da doença, os pacientes experimentam dor articular localizada que piora com a atividade e diminui com o repouso, enquanto na fase avançada, nem mesmo o repouso é capaz de aliviar os sintomas dolorosos.

O diagnóstico da OA deve ser acompanhado da história do paciente, relatado de sintomas, sinais clínicos, exames laboratoriais e achados radiológicos.

Tratamento fisioterápico

Uma vez que a OA é uma doença com características fisiopatológicas irreversíveis, especialmente em estágios avançados, e com progresso incapacitante, a fisioterapia é sempre uma medida conservadora no acompanhamento dos pacientes com essa doença.

De forma geral, os objetivos do tratamento fisioterápico na OA são direcionados para: - Redução ou alívio da dor e rigidez articulares;

• Redução da sensação parestésica;
• Aumento da funcionalidade;
• Manutenção e aumento da força muscular;
• Aumento da estabilidade articular;
• Proteção articular;
• Aumento da propriocepção e sensação cinestésica.

O fisioterapeuta deve orientar o paciente sobre:
• O controle do peso corporal e sua implicação na progressão das lesões articulares;
• Mostrar as vantagens da prática de atividade física orientada;
• Recomendar e treinar o uso de órteses para reduzir a descarga de peso;
• Promover a melhora do alinhamento articular;
• Reduzir as instabilidades articulares do paciente.
Além do potencial de recuperação da cartilagem articular, os exercícios exercem papel importante na recuperação de hipotonia ou atrofia muscular. Estudos de revisão mostram efeitos benéficos da cinesioterapia na reabilitação da atrofia muscular de pacientes com artrose de joelho e quadril.

Um programa típico para combater a atrofia muscular causado indiretamente pela artrose do joelho, por exemplo, envolveria inicialmente exercícios isométricos para a musculatura da coxa, como as séries de levantamento da perna estendida (straigth leg raise - SLR) seguidos por isotônicos conforme a evolução dos sinais inflamatórios, se presentes, e os sintomas. Alongamentos de quadríceps e de isquiotibiais, frequentemente encurtados em paciente com histórias de longa duração, são fundamentais para o funcionamento normal da articulação do joelho.

Na reabilitação de pacientes portadores das patologias reumáticas do tecido muscular, em que a queixa principal é a dor muscular ou a poliartralgia, a TENS (Transcutaneous Electrical Neurologic Stimulation) é conhecida por promover alívio de dor nas atividades funcionais.

Diferentes tipos de inserções de eletrodo podem ser utilizados dependendo da região dolorosa. No caso das dores musculares mais abrangentes, como aquela destinada ao alívio da dor na musculatura proximal das cinturas escapular e pélvica causadas pela polimiosite, às inserções sobre o ponto doloroso ou com eletrodos cruzados são as mais indicadas.

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