Introdução ao Estudo do Equilíbrio Corporal

Introdução ao Estudo do Equilíbrio Corporal
FISIOTERAPIA
O equilíbrio pode ser definido, basicamente, como a habilidade de manter o centro de massa corporal dentro da base de sustentação. Dentro desse contexto, o corpo deve ser capaz de adquirir e controlar determinadas posturas para atingir um objetivo, com capacidade de se deslocar com rapidez e precisão, de forma multidirecional, com coordenação, segurança e ajustado frente às perturbações externas.

Para melhor compreensão, alguns conceitos serão brevemente retomados:
- Centro de massa (CM): trata-se de uma posição definida matematicamente; ponto localizado no centro total da massa corpórea, determinado através do cálculo da média do peso do centro de massa de cada segmento corporal.
- Base de apoio (BA): área do objeto que está em contato com a superfície de apoio.
- Centro de gravidade (CG): projeção vertical do centro de massa.

Durante a postura vertical imóvel, os limites da estabilidade são definidos como a área envolvida pelas bordas externas dos pés, em contato com o chão. Estes limites não são fixos e, dessa forma, as ações posturais se alteram constantemente, em função da tarefa, das características biomecânicas individuais e da influência do ambiente.

O equilíbrio é considerado uma das funções do sistema de controle postural. Este recebe influências diretas e indiretas de componentes musculoesqueléticos, representações internas, mecanismos adaptativos e antecipatórios, estratégias sensoriais, sistemas sensoriais individuais e sinergias neuromusculares.

Três sistemas assumem papeis imprescindíveis nesse processo:
1. Sistema somatossensitivo: Para que o reflexo espinhal ocorra, fusos musculares, OTGs, receptores articulares e cutâneos fornecem informações para o sistema nervoso, gerando a modulação dos comandos descendentes e dos eventos que produzem o padrão espinhal.

2. Visão: Permite a identificação de objetos no espaço e garante informações sobre o corpo no espaço. Segundo Magill (2000), a visão tende a ser dominante como fonte de informação sensorial no controle de movimentos voluntários. O campo visual humano compreende uma região angular de aproximadamente 200 graus na horizontal e 160 graus na vertical. A visão central é capaz de processar a informação em áreas de 2 a 5 graus.

3. Sistema vestibular: Detecta a posição da cabeça no espaço e as mudanças súbitas na direção do movimento cefálico.
A propriocepção e a visão capacitam o sistema de controle motor a executar determinada ação de maneira eficaz. Diversos inputs sensoriais provenientes do labirinto e córtex visual agem por ajustes posturais involuntários, com destaque para o trato vestíbulo-espinhal na musculatura tônica antigravitária. Estas fibras musculares são vermelhas, de contração prolongada e multipenadas em forma de leque, características que garantem uma configuração eficiente com pouca amplitude de movimento. Sabe-se que essas complexas conexões neurais agem também sobre as propriedades viscoelásticas dos músculos.

Informações visuais tem grande importância nesse processo, principalmente na condição estática, na qual o ajuste postural da cabeça pode ser definido pelo referencial visual.

Deve-se ressaltar a dificuldade na mensuração da importância de cada sistema sensorial, uma vez que o corpo humano apresenta grande capacidade de adaptação, como observado em indivíduos deficientes visuais, que mantêm de forma satisfatória o equilíbrio, com pequena perda de precisão. O cérebro apresenta uma grande plasticidade, mesmo em indivíduos maduros. A interação entre genética e fatores experimentais é capaz de produzir mudanças estruturais no sistema nervoso central.

Alguns fatores biológicos assumem importante papel nesse processo; no entanto, alguns autores destacam também a expressão da personalidade (fatores de ordem psicofísica e socioambientais).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ENOKA, R.M. Bases neuromecânicas da cinesiologia.2ª ed., São Paulo: Manole, 2000.
MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora – Conceitos e Aplicações. São Paulo: Edgard Blucher, 2000.
SHUMWAY-COOK, WOOLLACOTT, M.H. Controle Motor – Teoria e aplicações práticas. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003.
VIEL, E. et al. A marcha humana, a corrida e o salto. São Paulo: Manole, 2001.
WEERDT, W.; SPAEPEN, A. Equilíbrio. in: DURWARD, B.R.; BAER, G.D.; ROWE, P.J. Movimento funcional humano – mensuração e análise. São Paulo: Manole, 2001.
A propriocepção e a visão capacitam o sistema de controle motor a executar determinada ação de maneira eficaz. Diversos inputs sensoriais provenientes do labirinto e córtex visual agem por ajustes posturais involuntários, com destaque para o trato vestíbulo-espinhal na musculatura tônica antigravitária. Estas fibras musculares são vermelhas, de contração prolongada e multipenadas em forma de leque, características que garantem uma configuração eficiente com pouca amplitude de movimento. Sabe-se que essas complexas conexões neurais agem também sobre as propriedades viscoelásticas dos músculos.

Informações visuais tem grande importância nesse processo, principalmente na condição estática, na qual o ajuste postural da cabeça pode ser definido pelo referencial visual.

Deve-se ressaltar a dificuldade na mensuração da importância de cada sistema sensorial, uma vez que o corpo humano apresenta grande capacidade de adaptação, como observado em indivíduos deficientes visuais, que mantêm de forma satisfatória o equilíbrio, com pequena perda de precisão. O cérebro apresenta uma grande plasticidade, mesmo em indivíduos maduros. A interação entre genética e fatores experimentais é capaz de produzir mudanças estruturais no sistema nervoso central.

Alguns fatores biológicos assumem importante papel nesse processo; no entanto, alguns autores destacam também a expressão da personalidade (fatores de ordem psicofísica e socioambientais).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ENOKA, R.M. Bases neuromecânicas da cinesiologia.2ª ed., São Paulo: Manole, 2000.
MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora – Conceitos e Aplicações. São Paulo: Edgard Blucher, 2000.
SHUMWAY-COOK, WOOLLACOTT, M.H. Controle Motor – Teoria e aplicações práticas. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003.
VIEL, E. et al. A marcha humana, a corrida e o salto. São Paulo: Manole, 2001.
WEERDT, W.; SPAEPEN, A. Equilíbrio. in: DURWARD, B.R.; BAER, G.D.; ROWE, P.J. Movimento funcional humano – mensuração e análise. São Paulo: Manole, 2001.

Glauce Gonzaga Silva
Doutora e Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM); Fisioterapeuta, Docente e Supervisora de estágio da Escola Superior de Cruzeiro (ESC) e da Universidade de Taubaté (UNITAU).
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