Interação Professor-Aluno e a Melhoria na Qualidade do Ensino Superior

Interação Professor-Aluno e a Melhoria na Qualidade do Ensino Superior
FISIOTERAPIA
O ser humano é em sua essência um ser social, pois do sistema familiar onde ele nasce e cresce; surgem os processos de comunicação e os valores que o orientam interna e externamente. A universidade por sua vez, se caracteriza como Instituição social, e em tempos modernos conquistou inúmeros direitos sociais, elevando o sentido democrático.

Contudo, a evolução capitalista gerou inúmeras mudanças nas instituições de uma forma geral, e assim a Instituição de Ensino Superior já se apresenta como uma Organização Social. Logo, cabe uma reflexão sobre tais mudanças para que as IES continuem proporcionando dignidade humana e cidadania em meio ao processo globalizado em que se encontra. Pois sendo a universidade um ambiente comunitário onde há interdependência de comunicação, cabe aos docentes superiores abastecer os alunos de conhecimento através da ponte, chamada aqui de relação interpessoal.

Por assim dizer, quanto melhor for tal relação, quanto mais sintonia houver entre os agentes dessa relação, melhores resultados serão obtidos, haja vista que o ato de educar é também em sua essência um fator social. Assim, há um processo de troca entre professor e aluno.

Devido à globalização, atualmente exige-se mais responsabilidade social das instituições de ensino superior, assim como se espera dos docentes competências tais para o exercício de suas funções de forma a serem capazes de intervirem e compreenderem a realidade que é parte das expectativas dos alunos, facilitando assim o desenvolvimento humano.

Por conseguinte, o docente superior ganha destaque devido ao seu enorme papel social, pois a ele cabe potencializar seus alunos, tanto interiormente quanto na aquisição de conteúdos culturais e ainda, influenciá-los a atuarem ativamente e proativamente servindo a comunidade a qual pertencem, e por isso, saindo do foco somente de ensino para o de ensino-aprendizagem. Cabe ao docente educar para as mudanças, para a autonomia de forma globalizada, formando cidadãos conscientes de seus deveres e também de suas responsabilidades sociais.

Superando então, a educação tradicional do século passado que se mostrou inapta na preparação de cidadãos para o mundo globalizado devido ao individualismo de valores que a marcou. Por assim dizer, exige-se do docente superior, competência. O docente só poderá oferecer uma educação de qualidade se investir em suas competências e formação além de uma boa interação com seus alunos, uma vez que professores e alunos carecem de uma relação mútua de confiança. E por outro lado, alunos têm expectativas e buscam docentes competentes e comprometidos com a evolução qualitativa do ensino e de seus alunos.

Neste contexto, o processo de comunicação se faz importante já que não está presente somente no ambiente familiar, mas também em todos os grupos em que o indivíduo faça parte, inclusive no ambiente educacional superior. É importante que esta relação não aconteça de forma unívoca. Há a necessidade de respeito entre ambas as partes, uma vez que a convivência se torna mais agradável se for adotado o princípio de que “nem só eu, nem só o outro; mas sim eu e o outro”.

Na busca pelo equilíbrio nas relações, é fundamental o uso da comunicação autêntica, verdadeira, pois isso é fator fundamental para relações bem sucedidas. É relevante que haja sintonia na relação professor-aluno para que se obtenha menos conflitos nessas relações e assim consiga-se um melhor andamento do processo ensino-aprendizagem e consequentemente haja mais oportunidades de se alcançar a qualidade efetiva de ensino. E nesta busca por qualidade, vale ressaltar que uma educação comprometida com a qualidade busca a formação de indivíduos críticos, criativos, empreendedores, autônomos e responsáveis.

Está claro que é possível que um grupo de indivíduos consiga interagir e trocar conhecimentos agradavelmente, somente através do fortalecimento das relações interpessoais. Todo e qualquer indivíduo está inclinado a aprender, entretanto necessita de estímulo, motivação para que este aprendizado se torne efetivo. E a motivação tanto do aluno quanto do professor depende diretamente da relação entre eles.

Ressaltando ainda, que ao se desvendar as atitudes no trabalho, obtêm-se aumento de produtividade, diminuição do absenteísmo e melhores relações interpessoais, assim como a elevação do moral, mais felicidade e auto realização. Na atualidade existe a necessidade de se desenvolver um novo estilo de administração direcionado ao trabalho em equipe e para o desenvolvimento de pessoas. E isso obriga um repensar na área educacional no que se refere às práticas pedagógicas e, por conseguinte, na questão da formação profissional. Nesse momento atual repleto de mudanças, não é suficiente investir na aquisição de tecnologia ou ensinar novas metodologias.

O mercado necessita de profissionais dinâmicos e capacitados a acompanhar tais mudanças. E para tanto, a teoria do capital humano reforça que na “era do conhecimento”; considerada a atual; o docente superior deve investir em sua capacitação pessoal, intelectual e profissional, na melhoria de suas competências e nas relações com os demais participantes de seu universo de trabalho. Esta atualidade globalizada exige não somente a formação de grupos, mas principalmente que seus integrantes consigam trabalhar em equipe.

Cada um exercendo seu papel e complementando o desempenho do outro, para que assim se consiga atingir os objetivos comuns. A gestão do conhecimento é considerada como o principal fator de produção do século XXI, e isso leva a ganhos de produtividade devido às melhorias feitas nesta gestão. No que se refere à educação, ainda segundo a teoria do capital humano, quanto maior o investimento que o indivíduo faça em sua formação, maior produtividade e maior valor de mercado ele alcançará.

Por assim dizer, para se conseguir acompanhar as mudanças e exigências que a globalização traz consigo, o docente superior carece investir fortemente em seu capital humano para evitar o subdesenvolvimento cultural e conseguir alcançar e oferecer a qualidade de ensino que seus alunos almejam e que o mercado exige.

Jaqueline Dias
Graduada em Fisioterapia (UGF), Pós-Graduada em Docência Superior (UGF). Pós-Graduada em Traumato-Ortopedia (UCP). Pós-Graduada em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia (AVM). Perita e Assistente Técnica Judicial; Consultora em Ergonomia. Professora das disciplinas, Anatomia e Fisiologia Humana; Primeiros Socorros; Biologia e Biossegurança em Saúde.
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