Contra Indicações da Quick Massage

Contra Indicações da Quick Massage
FISIOTERAPIA
Segundo Fritz (2002), considera-se indicação um procedimento que gerará benefícios para promover a saúde, para controlar uma condição específica do organismo, ou ainda para auxiliar uma modalidade de tratamento. Esse mesmo autor relata que a contra indicação, por sua vez, é caracterizada por um tipo de abordagem que pode ser perniciosa.

Fritz (2002) ressalta, ainda, que podem ocorrer os seguintes tipos de contra-indicações:


– “evitar aplicação geral”:
nesse caso, é proibida a realização de qualquer modalidade de massagem.
– “evitar aplicação localizada”: aqui, a massagem é permitida, no entanto, uma determinada área deve ser evitada.
– “aplicar com cautela”: essa situação está vinculada à necessidade da presença de um profissional médico ou algum supervisor durante a execução da massagem. Devem ser escolhidas com cautela as técnicas, assim como a frequência e a duração da mesma.

Uma contra-indicação à massagem é uma responsabilidade do terapeuta que a aplica. Este profissional não tem a obrigação de diagnosticar uma patologia, mas deve ter conhecimento do estado de saúde do cliente, investigando seu histórico e realizando uma avaliação física. Dessa forma, ele está apto para reconhecer indicações e contra-indicações para a prática da quick massage (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

É recomendável que o terapeuta tenha à mão um dicionário médico, para consultar eventuais termos desconhecidos e nomes de patologias. Assim, em uma condição na qual ele identifique alguma contra-indicação para a realização da quick massage, ele terá condições de encaminhar para um diagnóstico (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

São identificadas na literatura por Fritz (2002) dois tipos de contra-indicações: regionais e gerais.


– Contra-indicação regional:
refere-se a uma parte específica do corpo. Ou seja, a massagem pode ser aplicada, mas não em uma área crítica. Nesse caso, o cliente deve ser encaminhado a um médico, para a realização de um diagnóstico;
– Contra-indicação geral: refere-se a uma situação que necessita de uma avaliação médica, para a exclusão segura de patologias, antes que a quick massage seja recomendada. As alterações de saúde mental são incluídas nessa categoria.

O terapeuta deve estar atento à possível presença de tumor em seu cliente. Nessa situação, a quick massage não é totalmente contra-indicada, mas inspira alguns cuidados. Ela deve ser feita somente com autorização médica, preferencialmente com supervisão médica. Algumas características citadas podem estar presentes nesses indivíduos: relato de hemorragia incomum, alterações na aparência ou tamanho de uma verruga, indigestão crônica, relato de “caroço” ou engrossamento de algum tecido, além da presença de feridas que não se curam (FRITZ, 2002).

Alguns estudos sugerem que a prática de massagem pode até mesmo favorecer alguns tipos de câncer, com o reforço do sistema imunológico. No entanto, sua frequência de aplicação deve ser consultada (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

Outra contra-indicação está relacionada ao uso de medicamentos pelo cliente.

Este pode exercer diversos efeitos, dentre eles estimular/inibir um processo do corpo e substituir uma substância química por outra (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

A quick massage pode auxiliar no tratamento de efeitos colaterais de alguns tipos de medicamentos. Fármacos que estimulam a função do sistema nervoso simpático podem gerar efeitos como perturbação digestiva, ansiedade, inquietação e distúrbios do sono. A massagem pode ativar a atividade do sistema parassimpático, com geração de alívio a curto prazo, sem que haja interferência na ação principal do medicamento. No entanto, mais uma vez deve-se ressaltar, que essa prática deve ser realizada com cautela, e que é preciso ter uma monitorização médica a respeito desses procedimentos (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

É útil ao terapeuta ter conhecimentos gerais sobre a ação dos principais medicamentos usados pela população em geral, tais como os relaxantes musculares, antiinflamatórios, analgésicos, assim como outros que alteram o tônus muscular, a função cardiovascular (como os medicamentos para asma), a função hepática, renal e também os que alteram o comportamento e/ou a personalidade (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

Outro cuidado a ser tomado pelo terapeuta diz respeito a alguns locais anatômicos que inspiram maior atenção. São os denominados “lugares de perigo”. Tratam-se de áreas onde nervos e vasos sanguíneos estão localizados próximos à pele, e não apresentam proteção de estruturas como músculos ou tecido conjuntivo. Portanto, se a quick massage for aplicada nesses locais com negligência, pode haver dano temporário ou permanente (DOMENICO, 2008; FRITZ, 2002).

Fritz (2002) refere as seguintes regiões anatômicas como de “perigo”: áreas com saliências ósseas frágeis:

– onde estão localizados os rins (deve-se evitar fortes percussões);
– olhos;
– região cervical posterior (nos processos espinhosos das vértebras; nessas regiões, não deve-se fazer percussões);
– trajetos dos nervos mediano e ulnar;
– área cubital (anterior) do nervo mediano, das artérias radial e ulnar e da veia cubital mediana;
– trajeto venoso (deve-se evitar compressão sobre a região onde estão veias superficiais, para não comprometer as válvulas);
– região lateral dos joelhos (deve-se evitar pressão).

Domenico (2008) também ressalta outras situações nas quais a massagem, principalmente a manobra de percussão, é contra-indicada:

– áreas de queimaduras ou feridas;
– regiões com fratura;
– câncer de pele ou em outro tecido nas áreas de aplicação de massagem;
– regiões com lacerações, equimoses, infecções ou corpos estranhos (como vidro, areia ou outros) nas áreas de aplicação da massagem;
– estiramento muscular agudo nas áreas de aplicação da massagem;
– edema (inchaço) nas áreas de massagem;
– sobre o tórax em casos de falência cardíaca aguda, hipertensão grave ou outra doença cardiovascular.

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