Artrite Reumatoide Juvenil

Artrite Reumatoide Juvenil
FISIOTERAPIA
Etiologia
É a doença reumatológica mais comum em crianças, caracterizada pela presença de artrite em uma ou mais articulações (definida como edema ou derrame ou presença de dois ou mais dos seguintes sinais: limitação do movimento, dor e aumento de temperatura). Além disso, a idade de início deve ser menor que 16 anos, o tempo mínimo de duração de doença deve ser maior que seis semanas.

A incidência da doença é de 2,6 a 12/100.000 crianças e a prevalência de oito a 220/100.000 crianças. Em relação à idade de início existe um pico um a três anos outro aos 10 anos de idade, e no geral a doença afeta mais o sexo feminino do que o masculino.

É ainda obscuro o agente etiológico da artrite reumatoide juvenil. Apontam-se diversos fatores, porém não há nada de conclusivo. Já foram evocados, entre outros, a infecção, os traumatismos, os distúrbios psíquicos, a hereditariedade, etc.
Alguns dados sugerem que existem correlações entre hereditariedade e artrite reumatoide. Observações clínicas mostram que nas famílias de enfermos reumatoides, a positividade do fator reumatoide é maior do que em indivíduos sãos.

Atualmente os cientistas sabem que existem defeitos relacionados com a imunidade humoral (medida por linfócitos B) e a imunidade celular (mediada por linfócitos T).

As alterações da imunidade mais conhecida são: Hipergamaglobulinemia ocasionada pela superprodução de anticorpos do tipo IgG, IgM, IgA e; uma porcentagem de crianças, principalmente do sexo feminino e com comprometimento oligoarticular, apresentam fator antinuclear (FAN) positivo.


Patogenia

O aspecto mais proeminente e usual é o de sinovite. A membrana sinovial torna-se edemaciada e avermelhada e as vilosidades aumentam em volume, ocupando grande parte de a cavidade articular. A articulação fica distendida porque, além da sinovial estar inflamada e hipertrofiada, ultrapassando o espaço normalmente existente, há um aumento do líquido sinovial, que fica turvo e com menor viscosidade. As vilosidades sinoviais, de início, recobrem frouxamente a cartilagem articular para, a seguir, aderirem firmemente margens cartilaginosas, substituindo-as. Adotando caráter de circunferência, o tecido sinovial cresce, cobrindo a cartilagem, ligando-se de tal maneira que ela não pode ser destacada.

Por razões ainda não bem esclarecidas, logo de início os ligamentos ficam frouxos, os músculos se atrofiam e a pele que recobre a articulação torna-se tensa e atrófica. O osso torna-se osteoporótico e o tecido de granulação sinovial pressiona-o: sob a ação do movimento articular há penetração do pannus e do líquido sinovial, originando-se pseudocistos intraósseos.

A cavidade articular enche-se de fibrina, que se organiza e oblitera a articulação, começando o processo de anquilose. Nessa fase crônica o edema vai regredindo, as vilosidades tornam-se menos proeminentes e pálidas e a grande efusão sinovial cede como se estivesse evitando a formação de aderências.

Tratamento
Tudo que se almeja no tratamento da artrite reumatoide juvenil é que a criança possa viver o mais normalmente possível, no meio familiar e social.

O tratamento visa controlar a doença, suprimir a atividade, evitar e prevenir as deformidades, manter o paciente na família e frequentando a escola e permitir um desenvolvimento físico e afetivo adequado. É essencial estar convicto de que o uso de drogas é apenas uma parte do tratamento, e tão ou mais importantes são as medidas como suporte psicológico, repouso e exercícios adequados, uso de talas, aparelhos e, às vezes, cirurgia.

O repouso é indicado na fase de grande atividade da doença, quando a dor é muito intensa ou haja deformidades nas articulações dos membros inferiores. Muito comum é o aparecimento de lesões irreversíveis, contraturas, deformidades, anquiloses, desgastes musculares e ósseos, escaras e mesmo cálculos renais, por repouso prolongado no leito. Posições completas para se impedir deformidades nas articulações acometidas devem ser observadas durante o período de repouso.

Os exercícios devem ser diários para se evitar as hipotrofias musculares e contraturas.

O emprego de talas ou aparelhos de reabilitação é de grande importância para impedir ou corrigir deformidades, tanto na fase aguda como crônica da doença. O tipo e o tempo de uso dependem muito do objetivo que se deseja alcançar: repouso articular, redução da inflamação, impedir ou corrigi deformidades ou melhorar a função. Todo esforço deve ser feito para que as articulações sejam colocadas na sua posição de função, o que varia de uma para outra.

A tala pode ser retirada para o movimento da respectiva articulação e recolocada.

Os aparelhos estáticos e dinâmicos são usados, dependendo da necessidade e tolerância do paciente, e só muito raramente a manipulação sob anestesia geral é realizada. O uso da termoterapia e crioterapia deve ser bem criterioso para evitar o agravamento de uma inflamação, o que pode acontecer com a diatermia, principalmente na fase aguda.

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