Terapia Anti-Retroviral

Terapia Anti-Retroviral
FARMACIA
Luana Monteiro Spíndola Marins


A terapia antirretroviral é a terapia para tratamento e tentativa de eliminação, do organismo, de retrovírus. Contudo, basicamente essa nomenclatura é utilizada para descrever o tratamento contra o vírus da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), o retrovírus mais famoso.


Desta forma, o principal objetivo da terapia antirretroviral é, através da inibição da replicação viral, retardar a progressão da imunodeficiência e restaurar, tanto quanto possível, a imunidade, aumentando o tempo e a qualidade de vida da pessoa que vive com HIV ou AIDS.


Nem todo paciente HIV+ necessita estar em uso de terapia antirretroviral. A decisão de se iniciar a terapia antirretroviral depende da avaliação do risco-benefício entre o controle da replicação viral e a disfunção imune com as reações adversas e o risco do desenvolvimento de resistência, o que futuramente poderá limitar as opções terapêuticas. A redução das células CD4 é o evento crucial para as doenças relacionadas ao HIV por deixar os pacientes suscetíveis a infecções oportunistas (IOs) e tumores, conhecidos como doenças definidoras de AIDS. Os pacientes ficam vulneráveis a essas doenças quando a contagem de células CD4 decresce dos níveis normais (500-1500 céls/ mm3), atingindo níveis <200 céls/ mm3.


De acordo com os consensos mundiais, a contagem de células abaixo de 200 céls/ mm3 é uma indicação para a terapia antirretroviral (TARV). Quando o paciente assintomático apresenta contagem de linfócitos T-CD4+ entre 200 e 350/mm3, o início da terapia antirretroviral deve ser considerado conforme a evolução dos parâmetros imunológicos (contagem de linfócitos T-CD4+), virológicos (carga viral) e outras características do paciente (motivação, capacidade de adesão, co-morbidades).


O assentimento do paciente deve ser o principal fator para a decisão ao tratamento. Ele deve entender não só os riscos-benefícios, mas também deve compreender a importância da adesão.


Os conhecimentos atuais sobre a imunopatogênese da infecção pelo HIV e a existência de reservatórios virais anatômicos e celulares indicam que a erradicação desse agente infeccioso não pode ser obtida com os esquemas terapêuticos atualmente disponíveis.


O ciclo de replicação do HIV apresenta diversos eventos exclusivamente relacionados a componentes virais, que podem ser utilizados como alvos para intervenção quimioterápica. Os compostos disponíveis atualmente como fármacos anti-HIV estão divididos em quatro classes:

1. Inibidores de fusão:
esses medicamentos impedem o vírus de se alojar nas células CD4 ao aderir a proteínas que ficam do lado de fora do vírus. Até agora apenas uma droga da categoria, o Fuzeon, chegou ao mercado.


2. Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa: impedem o vírus de fazer cópias de seus próprios genes. Para isso, criam versões defeituosas dos nucleosídeos, unidades básicas dos genes.


3. Inibidores Não-Nucleosídios da Transcriptase Reversa: também afetam o processo de replicação do HIV, ao aderir à enzima que controla o processo, conhecida como transcriptase reversa.


4. Inibidores de Protease:
essas drogas atingem outra enzima envolvida no processo de multiplicação do vírus, a protease.



* Fragmento extraído do curso de Terapia Anti-retroviral do Portal Educação
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MARINS, L. M. S. Terapia antirretroviral. Portal Educação. Disponível em: <http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/cursos/cursos_detalhes.asp?id=121>. Acesso em: 28 Mar. 2009.


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