Fármacos Usados no Tratamento da Epilepsia

Fármacos Usados no Tratamento da Epilepsia
FARMACIA

A epilepsia está disseminada na população de modo geral, com mais de dois milhões de indivíduos atingidos nos Estados Unidos. Ela não é entidade única; é uma família de diferentes alterações convulsivas recorrentes que apresenta em comum a despolarização de neurônios cerebrais de modo repentino, excessivo e desordenado. Isso resulta em movimentos ou percepções anormais de curta duração, porém com tendência a repetir-se.


O local da descarga elétrica determina os sintomas que se produzem. Por exemplo, manifestações epilépticas podem causar convulsões, se houver envolvimento do córtex motor. Os episódios podem incluir alucinações visuais, auditivas ou olfatórias, se o córtex parietal ou occipital for atingido. A terapêutica com fármacos é o modo mais amplamente efetivo de tratamento da epilepsia.


As crises podem ser completamente controladas em aproximadamente 50% dos pacientes epilépticos, além de alcançar-se melhora acentuada em pelo menos metade dos restantes.

Fármacos Antiepilépticos
Carbamazepina
Clonazepam
Clorazepato
Diazepam
Ac. Valproico
Fenitoína
Etosuximida
Primidona
Lamotrigine
Gabapentin


Etiologia
As descargas neuronais na epilepsia resultam do disparo de pequena população de neurônios em algumas áreas específicas do cérebro, assinaladas como o foco primário. Anatomicamente, esta área focal pode parecer perfeitamente normal. Não há, geralmente, causa identificável para a epilepsia, apesar de as áreas focais que são funcionalmente anômalas poderem ser postas em atividade (disparos neuronais) por alterações em grande variedade de fatores ambientais, incluindo os níveis gasosos circulantes, o pH, os eletrólitos ou a disponibilidade de glicose.


1. Epilepsia primária: Quando não há causa anatômica específica para a crise, como trauma ou neoplasia, é evidente que a síndrome é chamada idiopática ou epilepsia primária. Estas crises podem ser produzidas por anormalidade hereditária do sistema nervoso central (SNC). Os pacientes são tratados cronicamente com fármacos antiepilépticos, frequentemente por toda a vida.


2. Epilepsia secundária: Certas alterações reversíveis, como tumores, lesões da cabeça, hipoglicemia, infecção meníngea ou retirada abrupta do álcool de um alcoólatra, podem precipitar as crises.


Os fármacos antiepilépticos são administrados até que a causa primária das crises possa ser corrigida. Crises secundárias a acidentes vasculares cerebrais ou traumatismos podem causar danos irreversíveis ao SNC.

Classificação da Epilepsia
As crises epilépticas têm sido classificadas em dois amplos grupos: parcial (ou focal) e generalizada.


A escolha do fármaco para o tratamento é baseada na classificação da epilepsia.
1. Parcial: Os sintomas de cada tipo de crise dependem do local da descarga neuronal e da extensão com a qual a atividade elétrica se espalha para os outros neurônios do cérebro. As crises parciais podem progredir, transformando-se em convulsões generalizadas tônico-clônicas.

a. Parcial simples: Estas crises são causadas por um grupo de neurônios hiperativos que mostram atividade elétrica anômala e estão confinados a um local único no cérebro; a alteração elétrica não se espalha. O paciente não perde a consciência e frequentemente mostra atividade anômala de um único membro ou de um grupo muscular, o qual é controlado pela região do cérebro na qual ocorre o distúrbio. O paciente também pode mostrar distorções sensoriais. Crises parciais simples podem ocorrer em qualquer idade;

b. Parcial complexa: Estas crises apresentam alucinações sensoriais complexas, distorção mental e perda da consciência. A disfunção motora pode apresentar movimentos mastigatórios, diarreia ou perda de urina. A maioria dos portadores de crise parcial complexa (80%) costuma iniciar suas crises antes dos 20 anos de idade.


2. Generalizadas: Estas crises iniciam-se localmente, mas espalham-se rapidamente, com descarga elétrica anômala através de ambos os hemisférios cerebrais. As crises generalizadas podem ser convulsivas ou não-convulsivas; o paciente, geralmente, apresenta perda imediata da consciência.

a. Tônico-clônica (grande mal): Esta é a forma de epilepsia mais encontrada e também a mais dramática. As crises resultam em perda da consciência, seguida por fases tônicas e, em seguida, clônicas. A crise é seguida por período pós-ictal de confusão e exaustão;

b. Ausência (pequeno mal): Estas crises envolvem perda de consciência breve, abrupta e autolimitante. As primeiras crises ocorrem em pacientes com idades entre 3 e 5 anos e duram até a puberdade. O paciente apresenta olhar fixo e rápido piscar dos olhos, que dura 3 a 5 segundos;

c. Mioclônica: Estas crises consistem de curtos episódios de contrações musculares que podem reaparecer por muitos minutos. As crises mioclônicas são raras, ocorrem em qualquer idade e são, frequentemente, resultado de dano neurológico permanente adquirido como resultado de hipóxia, uremia, encefalite ou envenenamento por algum fármaco;

d. Crises febris: Crianças (entre 3 meses e 5 anos de idade) frequentemente desenvolvem estas crises com moléstias acompanhadas por febre elevada. As crises febris consistem em convulsões tônico-clônicas generalizadas de curta duração. Apesar de essas crises febris serem assustadoras para os observadores, elas são benignas e não causam morte, lesão neurológica, danos ou alterações do aprendizado e raramente necessitam de medicação;

e. Estado epiléptico: As crises (convulsivas) são rapidamente recorrentes.


Mecanismo de Ação dos Fármacos Antiepilépticos
Os fármacos que são efetivos no tratamento das crises podem tanto bloquear o início da descarga elétrica da área focal como, mais comumente, inibir a difusão da descarga elétrica anômala para as áreas cerebrais adjacentes.

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