Epstein-Barr (EBV)

Epstein-Barr (EBV)
FARMACIA

O Eptein-Barr (EBV), assim como o CMV, é um membro da família Herpeviridae humana, sendo um dos vírus mais comuns que afetam o ser humano, apresentando uma prevalência superior a 90% na população adulta (HERREROS e ROMERO, 2006; CDC, 2010).



O EBV pode ser encontrado em todas as regiões do mundo e a maioria dos indivíduos torna-se infectada pelo EBV, em algum momento de suas vidas (CDC, 2010).



Muitas crianças que são infectadas pelo EBV são assintomáticas ou apresentam sintomas que são indistinguíveis de outras doenças brandas e de curta duração comuns na infância (CDC, 2010). As crianças, contudo, poderão apresentar discretas variações nos testes para a função hepática (WIKIPEDIA, 2009).



Durante a o período da adolescência ou entre adultos jovens, principalmente entre indivíduos de 10 a 35 anos de idade, o EBV é responsável pela mononucleose infecciosa em cerca de 30% a 50% das vezes (CDC, 2010).



A mononucleose infecciosa é uma doença caracterizada pela presença de febre alta (acima de 39ºC), dores de garganta, hepatomegalia gânglios linfáticos inchados, dores nas articulações e cansaço (CDC, 2010; INFECTOLOGIA, 2010).



A mononucleose infecciosa é uma doença geralmente considerada inofensiva e autolimitada, curando-se de maneira espontânea após duas a três semanas do aparecimento do seu quadro clínico, com rara evolução para casos fatais (HERREROS e ROMERO, 2006; CDC, 2010).



Durante a fase aguda da mononucleose infecciosa, níveis elevados das transaminases poderão ser encontrados em cerca de 80% dos pacientes, mas a presença de icterícia poderá ser observada apenas em aproximadamente 7% dos casos (KIMURA et al., 2001). Neste caso, a infecção primária pelo EBV, poderá desenvolver uma hepatite geralmente mais leve e autolimitada, sendo muito raro o desenvolvimento de uma hepatite capaz de promover falha hepática com o desenvolvimento de uma icterícia mais grave (KIMURA et al., 2001).



A hepatite é considerada uma manifestação clínica comum entre os pacientes que desenvolvem mononucleose infecciosa, acometendo até 90% dos casos (HERREROS e ROMERO, 2006).



Já entre pacientes imunodeprimidos como pacientes com AIDS e transplantados, a mononucleose infecciosa poderá evoluir para complicações bem mais graves, ou seja, podendo haver o aparecimento de tumores malignos como carcinoma de nasofaringe, linfoma de Hodgkin e linfoma de Bukitt (CDC, 2010; WIKIPEDIA, 2009).



No entanto, para aqueles casos que apresentam um quadro de mononucleose infecciosa considerada fatal, a falha hepática fulminante constitui na principal causa de óbito para esses casos (KIMURA et al., 2001). A maioria desses casos é de pacientes que apresentam síndromes de imunodeficiências como pacientes com AIDS e com a doença linfoproliferativa ligada ao cromossomo X (KIMURA et al., 2001).



A principal forma de transmissão do EBV é através da saliva durante o beijo na boca e assim, a mononucleose infecciosa passou a ser conhecida também como “doença do beijo” (CDC, 2010). Mas, diferentemente do CMV, o EBV não poderá ser transmitido através do sangue (CDC, 2010).


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