Enterobiose - Enterobius vermiculares

Enterobiose - Enterobius vermiculares
FARMACIA
É uma infecção intestinal causada por helmintos, tendo uma distribuição universal e afetando pessoas de toda as classes sociais. É uma das helmintíases mais freqüentes na infância, até mesmo em países desenvolvidos e tendo uma maior incidência na idade escolar. Possui uma característica que não causa casos graves e nem leva óbito, no entanto, leva mudanças no estado de humor do infectado pela irritabilidade ocasionado pelo prurido.

Pode cursar assintomática ou apresentar, como característica principal, o prurido retal, freqüentemente noturno, causando a irritabilidade, desassossego, desconforto e sono tranqüilo. As escoriações provocada pelo ato de coçar podem causar infecções secundárias em torno do ânus, com congestão na região anal, ocasionando inflamação com pontos hemorrágicos, onde encontra-se freqüentemente fêmeas adultas e ovos. Sintomas inespecíficos do aparelho digestivo são registrado , como vômitos, dores abdominais, ternesmo, puxo e, raramente, fezes sanguinolentas. Outras manifestações, como vulvovaginites, salpingites, ooforite e granulomas pelvianos ou hepáticos, têm sido registradas esporadicamente.

Tem como agente etiológico o Enterobius vermiculares, sendo o homem seu reservatório e seu habitat intestino grosso, região cecal preferencialmente. Possui um ciclo evolutivo monoxênio, não necessitando assim de outro hospedeiro. Seu mecanismo de transmissão pode ocorre de várias formas, entre elas estão: hetero-infecção, quando os ovos presentes na poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro (é também conhecida como primoinfecção); indireta, quando os ovos presentes na poeira ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro que os eliminou; auto-infecção externa ou direta, a criança (freqüentemente) ou adulto (raramente) levam ovos da região perianal à boca; auto-infecção interna, parece ser um processo raro no qual as larvas eclodiriam ainda dentro do reto e depois migrariam até o ceco, transformado-se em vermes adultos; retroinfecção, as larvas eclodem na região perianal (externamente), penetram pelo ânus e migram pelo intestino grosso chegando até o ceco, onde se transforma em vermes adultos. Os ovos tornam-se infectantes poucas semanas após terem sido colocados na região perianal pelas fêmeas grávidas, que migram ativamente do ceco e porções superiores do cólon até a luz do reto e daí para a região perianal, onde fazem a ovoposição.

O período de transmissão do parasita dura enquanto as fêmeas grávidas expulsam ovos na pele perianal, que permanece infectante uma a duas semanas fora do hospedeiros.

Seu diagnóstico é geralmente clínico, possuindo um sinal patognomônico (prurido anal). O diagnóstico laboratorial reside no encontro do parasita e seus ovos, como dificilmente se encontra parasita nas fezes infectadas, sendo encontrados apenas em parasitismo intenso, procura-se ovos do parasita diretamente na região perianal, sendo empregada duas metodologias, o método de Hall (swab anal) e o método de Graham (fita gomada).

Seu tratamento é medicamentoso, sendo utilizado o Mebendazol, Palmoato de pirantel, Piperazina e outros antiparasitários.

Tem como medida profilática educar a população em hábitos de hogiene pessoal. Eliminar as fontes de infecção através do tratamento do paciente e de todos os membros da família. Trocar as roupas de cama, de roupa interna e toalhas de banho, diariamente. Manter limpas as instalações sanitárias.

 

De Lima, Geisse Carlos.

 

Referências:

Ministério da Saúde – Fundação Nacional de Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias.

Neves, David Pereira. Parasitologia Humana 9ª edição, Atheneu.

Dorval, Maria Elizabeth M. C.. Parasitologia Humana – UFMS.

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