Doenças associadas ao ASLO (Anticorpo antiestreptolisina O)

Doenças associadas ao ASLO (Anticorpo antiestreptolisina O)
FARMACIA

As bactérias estreptococos beta hemolítico do grupo A são responsáveis pelo aparecimento de diversas doenças como amigdalite, escarlatina (infecção de garganta associada a uma erupção de pele), septicemia (infecções do sangue), erisipela (infecção do tecido abaixo da pele, geralmente nas pernas), febre reumática e glomerunefrite (inflamação renal) aguda; podendo inclusive levar ao óbito em aproximadamente um mês.

A bactéria mais importante deste grupo é o Streptococcus pyogenes, pois ele é responsável pela forma mais comum de faringite.

Este grupo de bactérias se caracteriza também pela presença de estreptolisina O que são hemolisinas capazes de causar hemólise total, ou seja, substâncias capazes de promover ruptura total dos eritrócitos do hospedeiro.

Tal fenômeno ocorre através da interação destas hemolisinas com seus anticorpos, ou seja, anticorpos antiestreptolisina O (ASLO) presentes no organismo do hospedeiro, no caso, no homem.

A elevação do ASLO sérico, ou seja, acima de 166 UI/mL a 200 Ul/mL, é indicativa que houve um contato prévio com a bactéria estreptococo beta hemolítico do grupo A, atingindo os seus valores máximos entre quatro a seis semanas. Embora na tuberculose o ASLO também possa se elevar, neste caso, não está associado à bactéria estreptococo beta hemolítico do grupo A.

O ASLO deve ser dosado após o jejum de oito horas e a detecção se faz indiretamente por meio de provas que determinam a elevação de anticorpos contra a enzima estreptolisina O.

A amostra sérica do ASLO é diluída em uma preparação comercial de estreptolisina O e incubada. Após a adição de hemácias de coelho ou humanas, o tubo é reincubado e examinado visualmente.
A dosagem deste anticorpo pode ser realizada por nefelometria cujo princípio permite que reações de precipitação entre antígeno e anticorpo em soluções diluídas produzam (aumento da reflexão da luz, que pode ser diretamente medida pela dispersão da luz incidente.

A quantidade e a natureza da dispersão dependem da forma e do tamanho das partículas, da concentração e do comprimento de onda da luz e do índice de refração do meio.

As substâncias são medidas pela adição de quantidades constantes de anticorpos puros e opticamente claros a concentrações crescentes da substância em análise. O feixe de luz incide sobre os complexos formados na solução do tubo ou cubeta e a intensidade de luz dispersada é medida por uma célula fotométrica como densidade óptica.

As vantagens da nefelometria são: totalmente automatizada, de fácil realização, rápida e precisa, tem a capacidade de necessitar pequenos volumes de amostra e tem uma sensibilidade adequada para a medida de proteínas de significado clínico como é o caso do ASLO. No entanto, como esta técnica tem sido realizada hoje em dia, mais maualmente, a dosagem do ASLO tem sido realizada também por ELISA, tubrdimetria, neutralização da toxina entre outros.

Não só para as doenças descritas acima, bem como para todas aquelas que ainda apresentam impacto para Saúde Pública brasileira, se faz necessário um remanejamento constante de verbas públicas nas diferentes esferas Municipais, Estaduais e Federais.

Desta forma, o SUS (Sistema Único de Saúde) e seus sistemas para a prevenção, o controle e a vigilância de diversas doenças poderão realizar seus papéis mais efetivamente.

Além disso, urge a necessidade da introdução de novas técnicas como as de biologia molecular para a tuberculose, por exemplo, que embora o custo em termos financeiros seja mais elevado que muitas técnicas já consolidadas; muitos benefícios para os profissionais de saúde e principalmente para a população ocorreriam, como a diminuição do tempo de espera dos resultados e o aumento considerável da sensibilidade e da especificidade dos testes aplicados.

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