Atenção Farmacêutica: planejamento, estrutura e implementação

Atenção Farmacêutica: planejamento, estrutura e implementação
FARMACIA
Para implantar a Atenção Farmacêutica é necessário realizar um planejamento bem feito, que é o segredo para conseguir resultados efetivos. O primeiro passo é realizar um diagnóstico do local onde se pretende implantar o projeto.

Esse diagnóstico consiste em algumas perguntas básicas:
• âmbito de atuação (ambulatorial, hospitalar, farmácia pública, domiciliar);
• perfil dos pacientes (socioeconômico, escolaridade, idade, sexo, religião etc.);
• perfil epidemiológico da região (diabetes, hipertensão, asma, câncer, osteoporose, doenças reumáticas etc.);
• farmacêuticos envolvidos no projeto (perfil, formação, número, carga horária);
• instalações físicas (salas, consultórios etc.);
• fontes de informação (computadores, Internet, Medline, livros, guias, bibliotecas);
• protocolos de trabalhos dos farmacêuticos.

Para realização do método de Atenção são necessários requisitos físicos como espaço adequado, telefone, computadores, acesso à bibliografia, mobília adequada (principalmente a mesa de atendimento ao cliente). É importante que a mesa seja arredondada para permitir uma aproximação maior do farmacêutico com o paciente.

Um dos requisitos humanos necessário é o farmacêutico, agente que desenvolve o processo de atenção farmacêutica e que necessita, primeiramente, querer realizar o processo de atenção farmacêutica e estar treinado para isso. Contudo, não se podem desconsiderar os outros funcionários da farmácia, que também deverão entender essa nova atividade do farmacêutico e garantir a privacidade do mesmo e do paciente durante as visitas, sem prejuízo das demais atividades desenvolvidas na farmácia.

Após o levantamento de todas as informações necessárias, o farmacêutico precisará definir quais atividades ele exercerá e elaborar um projeto bem detalhado, conforme podemos visualizar a seguir:
1. nome do projeto;

2. exposição de motivos (Por que fazer? Quem faz? Quem fez? Resultados?);

3. atividades a serem desenvolvidas (descrevendo como fazer):
a. quais pacientes serão acompanhados (gestantes, idosos, crianças, adolescentes, mulheres);

b. patologias (asma, diabetes, hipertensão, dislipidemia, distúrbios de coagulação);

c. drogas (neste caso, deve ser levado em consideração o custo, a incidência de reações
adversas, a taxa de utilização);

d. local onde será realizado;

e. impressos a serem utilizados (ou sistemas informatizados);
f. frequência das visitas do paciente ou do farmacêutico (no caso de atenção domiciliar);

g. arquivamento dessas informações;

h. confidencialidade das informações.

4. Recursos:
a. humanos (farmacêuticos, auxiliares, escriturários e recepcionistas);

b. materiais (salas, móveis, computadores, livros, assinaturas de bases de dados como Drugdex/Poisindex);

c. financeiros.

5. Cronograma de Implantação;

6. Monitoração da implantação:
a. indicadores a serem medidos (diminuição de custos, diminuição de consultas de emergência, diminuição das internações, aumento de sobrevida, aumento da qualidade de vida etc.);

b. apresentação de resultados (como serão apresentados, tabelas, gráficos etc.).

7. Bibliografia de Referência
(é importante ressaltar que cada projeto deve ser elaborado individualmente, observando-se as características e peculiaridades de cada instituição. Na internet e no Medline, é possível encontrar uma enorme gama de modelos de trabalho de Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica, porém cada país e instituição têm suas próprias peculiaridades).

É importante salientar que, segundo Plaza Pinol e Diez Rodrigues, existem dificuldades encontradas pelos farmacêuticos para a implementação da Atenção Farmacêutica. Entre elas, destacam-se o medo de assumir novas responsabilidades, a necessidade de uma formação específica, a limitação da estrutura física da farmácia e o medo de não ter disponível recursos bibliográficos adequados (fontes de informação).

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