7 doenças mais comuns na gravidez

7 doenças mais comuns na gravidez
FARMACIA
Fique por dentro dos sintomas, tratamentos e formas de prevenção para ter uma gestação tranquila

Com certeza alguém já disse a você que gravidez não é doença. Isso é verdade, mas a fase requer cuidados especiais, sim! “A gestação é um período de transformações físicas e emocionais. Um pré-natal bem feito é fundamental”, sugere a ginecologista obstetra Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo (SP), que listou as sete doenças mais comuns da gravidez para que você possa se proteger:

Asma

O que é: problema pulmonar causado por obstrução das vias aéreas.
Por que surge na gravidez: o aumento do volume uterino e as alterações metabólicas típicas da gestação modificam a fisiologia da respiração. Outros facilitadores são os refluxos e as infecções respiratórias relacionadas à queda da imunidade.
Sintomas: falta de ar, chiado no peito, secreção, tosse.
Tratamento: medicamentos broncodilatadores e corticoides por via oral ou inalatória.
Prevenção: evite fatores que podem desencadear a crise asmática, como cigarro, frio, infecções respiratórias e poluição.

Anemia ferropriva

O que é: deficiência de ferro que interfere na formação de hemoglobina, proteína do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para as células.
Por que surge na gravidez: dieta inadequada, falta de reposição de ferro e diluição natural do sangue na gestação devido o aumento da retenção de líquido.
Sintomas: fraqueza, palidez, falta de fôlego, sono excessivo.
Tratamento: medicamento oral ou injetável à base de ferro.
Prevenção: suplementação de vitaminas e dieta balanceada, rica em agrião, espinafre, lentilha, feijão branco, frutas secas, gema de ovo, fígado, escarola, melão, abacate, entre outras fontes de ferro.

Cistite

O que é: infecção das vias urinárias.
Por que surge na gravidez: a progesterona (hormônio predominante na gravidez) provoca uma dilatação das vias urinárias que impede a bexiga de se esvaziar completamente, favorecendo a infecção.
Sintomas: desejo frequente de urinar, sensação de ardor ao urinar, dor no baixo ventre, sangramento.
Tratamento: o antibiótico é prescrito após exame de urina para identificar o agente responsável pela infecção que, se não for tratada rapidamente pode atingir os rins (pielonefrite), provocar rotura da bolsa ou parto prematuro.
Prevenção: ingestão de líquidos e não prender a urina.
Diabetes mellitus gestacional

O que é: alteração nas taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gestação. Pode persistir ou não depois do nascimento do bebê.

Por que surge na gravidez: ainda não há um consenso. Dentre os fatores de risco estão histórico familiar de diabete em parentes de primeiro grau, obesidade ou excesso de peso na gravidez, ter dado à luz a um bebê com peso acima de 4 kg ou com deformação congênita, hipertensão e idade superior a 35 anos.

Sintomas: sede, aumento na quantidade de urina, náusea, vômito, infecções frequentes, visão embaçada.

Tratamento: dieta adequada e, eventualmente, injeções de insulina. “Quando descompensado, o diabetes gestacional pode antecipar o parto ou até mesmo provocar a morte do feto”, diz Rosa Maria Neme.
Prevenção: controle do peso e exames de sangue.

O exame para detectar o diabetes gestacional deve ser feito entre a 24ª e a 28ª semana

Distúrbios da Tireoide

O que é: alterações da glândula localizada na parte anterior do pescoço que produz os hormônios T3 e T4, regulando o crescimento, a digestão e o metabolismo.

Por que surge na gravidez: devido ao aumento de volume da glândula, vascularização, captação de iodo e alteração da secreção dos hormônios pela tireoide.

Sintomas: cansaço excessivo, ganho de peso, sono (hipotireoidismo), perda de peso, taquicardia, agitação (hipertireoidismo).
Tratamento: “São prescritos hormônios dependendo da atividade da glândula”, diz a especialista.

Prevenção: não há como evitar; quando o problema for diagnosticado, é necessário manter um controle rigoroso durante toda a gestação, pois pode interferir no crescimento do feto, provocar aborto, parto prematuro e até levar a morte do bebê.

Pré-eclampsia

O que é: aumento da pressão arterial no terceiro trimestre da gestação (essa elevação é restrita à gravidez, após o parto a pressão volta ao normal).
Por que surge na gravidez: ainda não se sabe, mas está relacionada a uma alteração na formação da placenta.
Sintomas: inchaço, espuma na urina, dor de cabeça e de estômago, convulsão, dores abdominais, vista embaralhada, visão de pontos luminosos.
Tratamento: repouso, controle da pressão, medicamento e dieta com pouco sal.
Prevenção: acompanhamento pré-natal, principalmente no final da gestação. Nos casos mais graves, que podem evoluir para a eclampsia (com convulsão e risco de morte para a mãe e o bebê), o médico pode antecipar o parto.

Alterações hormonais e queda da imunidade são fatores que devem ser observados

Vulvovaginite

O que é: trata-se de uma manifestação inflamatória ou infecciosa do trato genital feminino inferior, região que envolve a vulva, a vagina e o colo uterino. A mais comum delas é a candidíase, causada pelo fungo Candida albicans.
Por que surge na gravidez: “Devido à queda na imunidade da gestante, a cândida, que habitualmente vive no intestino e faz parte da flora vaginal normal, prolifera e passa para a vagina provocando a infecção”, explica a ginecologista Rosa Maria Neme.
Sintomas: corrimento, ardor ao urinar, coceira.
Tratamento: são prescritos cremes vaginais antifúngicos por até sete dias para aliviar o incômodo. Não há riscos para a mãe ou o bebê.
Prevenção: higiene adequada e adoção de medidas que melhorem a imunidade, como atividade física e alimentação balanceada.

Fonte: Revista Meu Nenê/Ed. 122
Fotos: Símbolo Press

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