Indicações e Contraindicações da Drenagem Linfática

Indicações e Contraindicações da Drenagem Linfática
ESTETICA
Indicações:
Edemas e linfedemas: a drenagem linfática age ativando a circulação sanguínea propiciando a redução do linfedema e regeneração do sistema linfático. A depender do estágio da disfunção podem ser necessárias medidas auxiliares como o uso de enfaixamento compressivo e contenções elásticas;

Fibro edema geloide e lipoesclerose: a drenagem linfática auxilia a evacuação de líquidos proteicos e toxinas que tornam o tecido acometido pela patologia edemaciado e com aderências, normalizando o pH intersticial e favorecendo a nutrição e a oxigenação tissular;

Insuficiência venosa crônica: a incontinência valvular, com estase ou refluxo, leva a rede linfática a se revelar insuficiente para drenar o líquido intersticial excessivo. Juntamente com este excesso de líquido intersticial, há uma aglomeração anormal de proteínas e um aumento do número de leucócitos. A drenagem linfática auxilia na redução do edema de forma eficaz e rápida, eliminando o excesso de líquido do meio tissular para os vasos venosos e linfáticos.

Cefaleias e nevralgias: a cefaleia do tipo tensional é a mais frequente entre todos os tipos. Esta modalidade de cefaleia tem como mecanismo fisiopatogênico a seguinte sequência de eventos: uma problemática psicológica desencadeia uma contração muscular que aliada a vasoconstrição leva a produção de catabólicos algogênicos, dando a dor como resultado final. A drenagem linfática manual aumenta a circulação local, além de promover relaxamento e sedação geral, contribuindo para a redução da dor e do espasmo muscular.

Edemas gestacionais: durante o período gestacional ocorrem inúmeras modificações no organismo feminino para proporcionar ao feto o máximo de desenvolvimento e independência, o que põe à prova todo organismo da gestante, e que poderá levá-la a relatar inúmeras queixas. O edema de membros inferiores faz parte das queixas mais frequentes, e é acompanhado por vários ajustes secundários de outros sistemas. Seu surgimento está ligado à circulação linfática, seja diretamente em consequência do aumento de aporte de líquido ou indiretamente em consequência de uma patologia linfática específica. A drenagem linfática manual é um recurso valioso para a prevenção e o tratamento dessa condição;
Síndrome pré-menstrual: a sintomatologia característica da síndrome da tensão pré-menstrual, como: cefaleia, mastalgia, fadiga, dores nas pernas e desconforto pélvico, irritabilidade e ansiedade desse período podem ser amenizadas pela drenagem linfática;

Tratamento pós-cirurgia plástica: na recuperação pós-cirúrgica, a técnica de drenagem linfática manual é empregada para drenar edemas, favorecer e acelerar a regeneração tecidual e aliviar quadros álgicos. Quanto mais precoce for o início da realização da drenagem linfática manual melhor e mais rápida a recuperação do paciente. A drenagem atua tanto na regressão do edema como na uniformização do tecido que está cicatrizando por baixo da pele, evitando ondulações e a formação de nódulos na região.

A execução da massagem de drenagem no pós-operatório deve obedecer a alguns princípios: ser suave para evitar possíveis lesões teciduais; evitar movimentos de deslizamento; seguir o trajeto das vias que não foram comprometidas pelo ato cirúrgico; elevação do segmento a ser drenado; ser realizada de modo que não promova um maior tensionamento na incisão cirúrgica, fixando-a com uma das mãos;

Tratamento coadjuvante de cicatriz hipertrófica e queloideana;

Enfermidades crônicas das vias aéreas como rinites, sinusites, faringites.

Contraindicações:
Existem contraindicações absolutas e relativas para a realização da drenagem linfática:

Entre as contraindicações absolutas estão:
Tumores malignos não controlados: pelo risco de disseminação de metástases da patologia por via linfática;
Tuberculose: o bacilo desencadeador da tuberculose (bacilo de Koch) aloja-se nos gânglios linfáticos. Por meio da estimulação ganglionar, o bacilo pode voltar à atividade;
Processos infecciosos e inflamatórios agudos: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar a infecção;
Edemas oriundos de insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas não controladas: a sobrecarga de fluxo linfático originado pela drenagem linfática pode levar a congestão e falência das estruturas fragilizadas por patologia de base;
Insuficiência renal aguda: ao aumentar o aporte de líquido a ser filtrada pelo rim, a drenagem linfática pode causar um colapso do sistema renal;
Trombose venosa profunda, flebites e tromboflebites agudas: pelo risco de tromboembolismo;
Erisipela em fase aguda: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar a infecção;

Entre as contraindicações relativas estão:
Hipertireoidismo: a estimulação direta sobre a glândula pode alterar a secreção hormonal, portanto, a drenagem linfática deve ser realizada sem manipulação sobre a área da tireoide;
Insuficiência cardíaca: o aumento do fluxo cardíaco ocasionado pela drenagem linfática pode ocasionar aumento do trabalho cardíaco e colapso do sistema, portanto, a drenagem linfática só deve ser realizada em pacientes compensados metabolicamente e com autorização do médico cardiologista;
Menstruação abundante: a drenagem linfática tende a aumentar o fluxo menstrual, portanto, neste período, convém evitar estimulação direta sobre a área abdominal;
Asma brônquica e bronquite: deve-se evitar estimular a região esternal para não potencializar as crises;
Hipotensão arterial: pacientes portadores de hipotensão arterial devem ser monitorados quanto à pressão, antes, durante e após os atendimentos de drenagem linfática;
Afecções da pele: não massagear diretamente as áreas acometidas;
Estados febris: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar processos infecciosos.

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